LOGIN“Dessa vez, eu conseguia olhar para o futuro e me imaginar nele.”
Irina Petrova
— Sim, Nikolai.
A resposta saiu entre as lágrimas, mas não precisei repeti-la para que ele entendesse.
Seus dedos se fecharam ao redor dos meus. Por um instante, continuou o
“Eu já falava com nosso bebê. Naquela manhã, pude vê-lo pela primeira vez.”Nikolai RomanovIrina percebeu que eu olhava para a porta do consultório pela terceira vez e apertou minha mão.— Ela vai chamar.Voltei o rosto para ela.— Eu sei.— Está esperando que abra mais depressa se continuar olhando?Sorri.— Ainda não descartei essa possibilidade.Irina riu e se acomodou melhor na cadeira ao meu lado. A pasta com seus documentos estava sobre seu colo. Quando
“Eu cheguei cansada, esperando um jantar. Ele estava me oferecendo uma vida.”Ekaterina RostovaQuando Dmitri abriu a porta, eu ainda procurava o telefone dentro da bolsa.— Se estiver aí, pode sair — murmurei, afastando um pacote de lenços do fundo.— Está na sua mão.Olhei para os dedos.Depois olhei para ele.Dmitri segurou minha bolsa antes que eu encontrasse uma resposta.— Foi um dia longo?— Não faça perguntas difíceis.
“Eu já procurava espaço para ela nos meus dias. Precisava dizer que queria isso para os próximos também.”Dmitri MorozovEncaminhei o último documento e fechei a pasta sobre a mesa.As áreas responsáveis já tinham recebido as informações necessárias para conduzir o desligamento de Romena e apurar como os dados de Irina haviam sido obtidos. Ainda haveria perguntas, mas nenhuma delas precisava ser respondida naquela noite.Peguei o telefone.Ekaterina tinha enviado uma fotografia.Sobre a cama, havia uma caixa aberta com um par de meias de bebê. Reconheci o presente que ela comprou e guardou e
“Eu queria ajudá-la. Também precisava aprender a escutar o que ela me pedia.”Ekaterina RostovaAbri a porta antes que Irina tocasse a campainha pela segunda vez.Ela estava com a bolsa no ombro e uma sacola dobrada nas mãos. Olhou para mim e sorriu.Foi o suficiente para que eu a puxasse para um abraço.Irina passou os braços pelas minhas costas, ainda segurando a sacola dobrada. Apertei-a um pouco mais, sentindo a garganta fechar.Tínhamos conversado por telefone. Eu sabia que ela estava bem, que Nikolai tinha chegado e que os dois haviam conseguido se entender.Me
“Eu já a chamava de minha menina. Agora ela me dizia que esperava meu neto.”Olga Romanov— Há outra coisa que queremos contar.Irina apertou a mão de Nikolai. Meu filho olhou para ela, sorrindo, e acariciou seus dedos.Esperei.— Você vai ser avó.Fiquei olhando para a jovem ao meu lado. Depois, meus olhos desceram até sua barriga e voltaram para seu rosto.— Você está grávida?Irina assentiu. Uma lágrima escapou antes que conseguis
“Bastou vê-los entrar juntos para que eu começasse a sorrir.”Olga RomanovOuvi o carro antes de vê-los.Mikhail ergueu os olhos do livro quando me levantei e fui até a janela. Nikolai tinha avisado que passaria em casa, mas não explicou o motivo. Desde a ligação, eu procurava alguma coisa para fazer e abandonava a tarefa poucos minutos depois.Afastei a cortina.Meu filho contornou o carro e abriu a porta do passageiro.Irina saiu.Levei a mão ao peito quando ele segurou seus dedos e esperou que ela ajeitasse a bolsa no ombro. Antes de começarem a andar







