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Capítulo 6

Author: Ivy
Isabella recuou diante do grito dele, um lampejo de ressentimento intenso e veneno nos olhos. Mas rapidamente baixou a cabeça, mantendo uma postura submissa.

— Desculpe, Dom. Falei fora de hora.

Observei a atuação desajeitada dos dois com calma.

— Já que Isabella está bem, vamos voltar. — Alexander caminhou em minha direção, tentando pegar meu braço.

Desviei do seu toque.

— Podem continuar conversando. Vou voltar para o quarto primeiro.

— Sophia, me espera. — Alexander correu para me seguir.

De volta ao quarto, ele disse preocupado:

— Meu amor, você está pálida. Quer que eu chame o médico para te examinar de novo?

— Não precisa. Só estou cansada.

— A culpa é minha. Não devia ter te feito vir a essa festa tão entediante. — Disse com tom de desculpa. — Você não precisa vir a esses eventos no futuro.

De repente, meu celular vibrou várias vezes seguidas.

Isabella havia enviado a foto de um ultrassom.

"A mensagem dizia: Querida Donna, olha isso. Estou com seis semanas de gestação!"

Depois veio uma mensagem longa.

"Sabe de uma coisa? Alexander é completamente obcecado por mim. No seu terceiro aniversário, ele me teve em cima da mesa do escritório por duas horas inteiras."

"E no seu aniversário, ele disse que jantar com você era chato demais. Escapuliu para me encontrar. Tentamos todas as posições na sua cama."

"Ele disse que você é como um peixe morto, sem nenhuma paixão. Só eu consigo deixá-lo verdadeiramente feliz."

"Quando descobriu que eu estava grávida, ficou louco de alegria. Disse que ia me dar a surpresa mais romântica para anunciar a chegada do nosso filho para o mundo inteiro."

Minha mão segurando o celular tremeu levemente.

Nesse instante, fogos de artifício enormes explodiram do lado de fora da janela. Fui até a varanda e olhei para cima.

No céu noturno, o nome de Isabella estava emoldurado por um imenso coração brilhante feito de luz dourada.

Fiquei olhando para o céu fixamente. Me lembrei da nossa noite de núpcias.

Naquela noite, Alexander estava tão feliz que soltou fogos até o amanhecer.

O céu inteiro estava cheio de "Alexander ❤️ Sophia." Naquela época, ele jurou que eu era a sua única rainha.

Agora, o mesmo céu celebrava outra mulher e o filho dela.

Alexander me abraçou por trás, apoiando o queixo levemente no meu ombro.

— O namorado de Isabella ficou sabendo da gravidez e organizou essa comemoração — ele explicou com naturalidade, como se não tivesse nada a ver com isso. — Você gostou dos fogos?

— Se você gostar — ele sussurrou no meu ouvido —, da próxima vez eu ilumino o céu inteiro só para você.

Observei os fogos de artifício brilhantes no céu, sentindo apenas uma ironia sem fim.

— Não gosto de coisa de segunda mão — disse friamente.

— O quê? — Alexander não pegou o recado.

— Nada. — Me soltei do seu abraço. — Estou cansada. Vou descansar no quarto.

— Tudo bem, dorme cedo. — Ele beijou minha testa levemente. — Em dois dias voltamos para a costa.

Na manhã seguinte, uma explosão ensurdecedora me acordou.

Antes que eu pudesse me sentar, a porta do quarto foi arrombada. Alexander entrou correndo.

— Sophia! Levanta! Estamos sendo atacados! — Ele agarrou meu pulso, me puxando da cama. — Uma família rival lançou foguetes contra nós. Os conveses inferiores estão alagados. O navio está afundando!

— Temos que chegar aos botes salva-vidas. Agora! — Alexander não me deu tempo de calçar sapatos. Me arrastou descalça para fora do quarto.

O corredor era um inferno. O chão sob nossos pés já estava se inclinando perigosamente.

— Alexander! Me ajuda! Alexander! — Um grito estridente cortou o caos.

Alexander parou. Isabella estava presa atrás de uma viga caída perto do salão, acenando os braços freneticamente.

O aperto de Alexander na minha mão ficou tenso por um segundo, depois afrouxou.

— Isabella está lá — disse ele, a voz tensa. — Ela está grávida. Preciso buscá-la.

— Vai para o bote salva-vidas! É só em frente! — Ele apontou para a proa. — Já te alcanço!

Sem esperar minha resposta, se virou e correu em direção a Isabella, mergulhando na fumaça.

Boom!

Outra explosão sacudiu o navio.

Uma multidão em pânico de convidados passou atropelando por mim. Levei um empurrão forte por trás. Meu corpo bateu no corrimão de metal, e uma dor aguda e dilacerante disparou pela minha perna.

Desabei no chão, me encolhendo de agonia.

— Alexander! — Gritei seu nome com o que me restava de forças.

Ele pareceu ouvir minha voz, parando confuso e olhando ao redor com ansiedade, mas não me viu deitada no meio da multidão.

Isabella franziu o cenho em seus braços e pareceu dizer algo.

Sem hesitar, ele a apertou mais forte e correu em direção à saída de emergência do outro lado, desaparecendo da minha vista.

……

(Ponto de vista de Alexander)

Será que ouvi Sophia me chamando? Ela não tinha ido para o bote salva-vidas primeiro?

Parei para procurá-la, mas não a encontrei.

Será que ouvi errado?

Nesse momento, Isabella soltou um gemido de dor.

— Ai... minha barriga está doendo muito...

Ela franziu o cenho, o rosto pálido. Meu coração afundou imediatamente; independente de qualquer coisa, essa era a minha criança.

Não hesitei mais e corri para o bote salva-vidas com Isabella nos braços.

— Médico! Examina ela! — Berrei para o médico da família.

O médico verificou a barriga de Isabella apressadamente.

— Dom, fique tranquilo. A senhorita Isabella está assustada, mas o feto está estável. Ela está bem.

Soltei um suspiro de alívio e liguei para Mario, meu chefe de segurança.

— Sophia está com você? — Perguntei, olhando para o cruzeiro, que já estava meio submerso em chamas. — Mandei ela correr para a proa. Ela está bem?

Houve um silêncio do outro lado.

— Chefe... — A voz de Mario tremeu. — A Donna... ela não está conosco. Achávamos que estava com o senhor.

Meu coração parou.

A voz que ouvi antes era realmente de Sophia! Ela ainda está no cruzeiro!

— Volta! — Berrei para o timoneiro. — Vira esse maldito barco!

BOOM!

Uma enorme bola de fogo explodiu no tanque de combustível do cruzeiro.

Diante dos olhos de todos, o magnífico navio se partiu ao meio e foi engolido pelo oceano bramante.

— Sophia!
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