LOGINAlice sente o jatinho de seu pai começar a descer e, finalmente, percebe que elas haviam chegado. Depois de tudo o que havia acontecido, estava de volta à Itália. — Chegamos, senhora Naid — anuncia o senhor Omar. — Obrigada, senhor Omar. — Como se sente, querida, por estar de volta à sua casa? — Estou ansiosa para ver meus pais — Alice diz. Mas Naid podia perceber que ela também estava um pouco triste e imaginava o motivo. Afinal, Alice havia deixado para trás alguém que amava, mesmo que ainda não tivesse coragem de admitir isso. — Seus pais devem estar muito ansiosos para vê-la, querida. Eu mesma ficaria ansiosa se tivesse uma filha como você e estivesse esperando para reencontrá-la. — Obrigada, Naid. Eu também considero a senhora como uma mãe. Durante os dias que passamos lá, você me tratou como uma filha. As duas sorriem uma para a outra. O jatinho finalmente pousa. Logo, a aeromoça se aproxima delas e fala com um sorriso antes de abrir a porta para que pudessem descer.
Alice olhou para Zaid. Ele parecia despi-la pelos olhos. Seu corpo queimava, ela sentia um calor percorrer sua espinha, seu coração acelerava. Ela olhou para ele, surpresa em vê-lo ali sentado na cama.— Oi, desculpe por sair sem avisar. Tive que resolver algumas coisas. Venha, eu ajudo a secar seus cabelos?Mas Alice não se mexeu. Ela não queria que ele continuasse a tratá-la assim. Sabia que, quanto mais ele a tratasse daquela maneira, mais teria dificuldade de superá-lo, de esquecê-lo.— Oi. Não se incomode, eu mesma faço isso.Ela caminhou, pegou a escova e o secador e voltou ao banheiro, deixando-o ali parado, sem compreender por que ela havia recusado sua ajuda.Depois de alguns minutos, ela saiu com os cabelos soltos e secos. Alice estava ainda mais linda daquele jeito, com seus olhos realçados. Zaid quase foi até ela e a puxou para si, mas se manteve firme.— Da outra vez que fomos, adquiri uma mansão perto da dos seus pais. Queria que ficasse com ela, se possível. Também fiz
Alice estava deitada depois de ter tomado banho e vestido uma de suas camisolas que havia trazido da Itália. Zaid também estava deitado, ainda olhando para o celular. Desde que ela havia se deitado, ele não havia dito mais nenhuma palavra sobre os dois.Então, ela preferiu esquecer, já que era isso que ele queria. Alice também queria voltar e agora finalmente conseguiria retornar à vida que tinha antes.Ela se virou e fechou os olhos para tentar dormir, já que se sentia muito cansada.— Ali.Ela sentiu a mão dele envolver toda a sua cintura e puxá-la para perto. Alice levou até um susto quando foi puxada.— Ali, vamos aproveitar o tempo que temos aqui — ele diz, puxando o seu corpo contra o dele.Seus lábios encostaram em seu pescoço, deixando-a toda arrepiada.— Zaid... — ela diz, trêmula com aqueles beijos em seu pescoço.A sensação dele atrás dela, forçando-a contra seu corpo, fez com que percebesse o quanto ele estava excitado, e aquilo acendeu um desejo enlouquecedor.—
Zaid havia recebido uma mensagem de Rafaela dizendo que sua esposa estava na loja e que um senhor havia tentado desrespeitá-la. Ele deixou tudo o que estava fazendo e foi direto para a loja, mas, quando chegou, Alice já havia ido embora. O senhor Omar chegou logo depois e disse que não a havia levado. Então, Zaid ligou para sua mãe, mas ela também não tinha chegado ao palácio. Ele caminhou pelas proximidades e viu um restaurante. Decidiu entrar para saber se Alice havia passado por ali. — Bom dia, príncipe Zaid. O que posso fazer pelo senhor? — Bom dia. Só vou dar uma olhada. Ele entrou e logo a viu sentada no canto. Seu corpo relaxou imediatamente ao vê-la bem. Zaid caminhou até ela, com os olhos fixos em seu rosto. Quando Alice o viu, seus olhos demonstraram surpresa. — Então, te achei, Ali. — Andou me procurando? — ela pergunta, rindo. — Fui até a loja, mas você não estava mais lá. Soube que um senhor a desrespeitou. Deseja que eu me vingue dele? Ela quase se engas
Alice acorda em seu novo quarto. Eles já estavam no outro palácio, localizado no centro, longe das intrigas e de todas aquelas esposas do xeique. Naid estava em um quarto ao lado do dela, e os funcionários haviam sido selecionados por Zaid com todo cuidado, para que não houvesse nenhum infiltrado que desejasse fazer mal à sua mãe ou até mesmo a eles. Alice se levanta e toma seu banho, já que Zaid havia saído. Depois, veste uma roupa comportada, prende os cabelos e sai para ver se Naid precisava de ajuda. Mas ela já estava muito melhor, quase completamente recuperada. Não usava mais gesso na perna, e os machucados já haviam cicatrizado. Alice caminha pelo imenso corredor, quando uma das empregadas para para cumprimentá-la. — Bom dia, senhora. — Bom dia. E a senhora Naid, já se levantou? — Ah, sim. Ela já se levantou e foi para a cozinha ajudar a cozinheira a preparar o café. — Entendo. Obrigada. Vou até ela. Alice caminha até a cozinha e encontra Naid indo de um lado p
Zaid estava na sala do pai, olhando para aquele homem que durante tantos anos havia governado o país com determinação e sabedoria. Mas, depois de se envolver com sua segunda esposa, havia trocado tudo o que era certo pelo errado. Usava a própria família para se beneficiar, esquecendo os votos que fizera no dia de seu casamento: cuidar e respeitar sua esposa. Mesmo tendo outra mulher, Naid deveria continuar sendo sua primeira esposa, aquela cuja voz tinha poder e que deveria ser respeitada. Mas o que ele fez? Tentou de todas as formas eliminá-la e tornar a segunda esposa a primeira, mudando tudo aquilo que, durante tantos anos, todos naquele palácio haviam respeitado. Agora, estava irreconhecível. Era um homem tomado pela ganância, que não se importava nem mesmo com o próprio filho e, muito menos, com suas esposas. Havia transformado seu próprio harém em um verdadeiro campo de guerra. Como um homem assim ainda poderia governar um país? Zaid pensava enquanto o encarava, ain







