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Capítulo 4

Author: Mangonel
Aproveitando que eu tinha ficado distraída, o meu padrasto enfiou a mão dentro da minha gola e apertou com força o meu peito.

Eu levei um susto e tirei a mão dele na mesma hora. Só então o meu padrasto deu um sorriso safado e se afastou.

Eu fiquei na dúvida se devia ou não contar tudo para a minha mãe. Se eu contasse, ela com certeza ia ficar arrasada e talvez até terminasse com o meu padrasto.

Mas, se eu não contasse nada, o meu padrasto com certeza ia piorar e me perturbar cada vez mais. Eu fi
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    Geraldo olhava para mim com ódio, e tinha uma faca, brilhando sob a luz, jogada ali perto do pé dele.Eu senti uma vontade súbita de avançar e matar o meu padrasto, mas a minha razão ainda conseguiu me segurar.Eu levei as mãos para trás, escondendo o movimento, e disquei o número da polícia no celular, chamando a emergência em silêncio.O meu padrasto continuou falando:— Vocês duas já nasceram para ser minhas cadelas de estimação. Eu já enjoei da velha faz tempo. Agora eu quero brincar com a novinha. Se vocês obedecerem direitinho, eu juro que levo vocês de volta pra casa, sem guardar rancor!A minha mãe estava caída no chão e gritou com a voz rouca:— Não! Daise, vai embora, não olha para trás! O Geraldo é um monstro, a culpa é minha por ter acreditado nele, por ter sido cega.Geraldo deu um chute na barriga da minha mãe:— Cala a boca, sua desgraçada. Não estraga a minha diversão.Quando eu vi a minha mãe levando aquele chute, o meu peito pareceu se rasgar por dentro:— Não bate na

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    Cada vez que eu acordava assustada, o travesseiro já estava encharcado de suor frio.Eu não tinha coragem de acender a luz. Eu só conseguia me encolher no canto da cama, cobrindo os ouvidos com o cobertor, como se isso fosse o bastante para bloquear qualquer som de passos vindo do corredor.Depois disso, o meu padrasto ficou cada vez mais ousado.De madrugada, quando eu levantava para ir ao banheiro, sempre que eu passava pela sala ele estava sentado no sofá, "vendo TV", mas a tela estava desligada.Uma vez, a alça do meu pijama afrouxou. Eu me abaixei para pegar algo no chão e, de repente, ele segurou minha cintura por trás:— Cuidado, vai acabar caindo.A palma da mão dele, encostada direto na minha pele, parecia quente demais, assustadora demais.Fiquei rígida no lugar, sem conseguir me mexer, até ele soltar a minha cintura e completar, bem devagar:— Você já é maior de idade. Precisa aprender a cuidar de si mesma.O banheiro tinha virado o meu pior pesadelo. Ele sempre tomava banho

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    Aproveitando que eu tinha ficado distraída, o meu padrasto enfiou a mão dentro da minha gola e apertou com força o meu peito.Eu levei um susto e tirei a mão dele na mesma hora. Só então o meu padrasto deu um sorriso safado e se afastou.Eu fiquei na dúvida se devia ou não contar tudo para a minha mãe. Se eu contasse, ela com certeza ia ficar arrasada e talvez até terminasse com o meu padrasto.Mas, se eu não contasse nada, o meu padrasto com certeza ia piorar e me perturbar cada vez mais. Eu fiquei presa naquele dilema, sem saber o que fazer.Logo a minha mãe terminou de lavar a louça. Eu também fui para o banheiro tomar um banho. Eu me sentia toda grudenta, precisava de um bom banho quente.Eu estava ali, sentindo a água escorrendo pelo meu corpo, quando, de repente, a porta do banheiro se abriu.Como o vaso ficava dentro do box, o meu padrasto entrou sem nenhuma cerimônia, tirou o pau para fora bem na minha frente e começou a mijar.Na mesma hora, eu vi aquela coisa enorme.— Pai, e

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