O Perfume da Tentação

O Perfume da Tentação

Par:  Corvo da KurumiMis à jour à l'instant
Langue: Portuguese
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Meu nome é Henrique Tavares. Sou um homem pobre, quase levado à loucura pelas dívidas. Quando eu já não via mais nenhuma saída, um conhecido me mostrou um caminho. A partir daquele momento, minha vida mudou completamente.

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Chapitre 1

Capítulo 1

Meus pais gostavam muito de jogar.

Todo o dinheiro da família acabou perdido em apostas.

Quando já não tinham mais dinheiro para apostar, começaram a pedir dinheiro emprestado e, no fim, até recorreram a agiotas.

No mínimo, deviam cem mil dólares.

Quando perceberam que não conseguiriam pagar, fugiram.

Quando eu já estava quase sem saída por causa da cobrança das dívidas, um conhecido apontou um caminho para mim.

Havia uma viúva bonita e muito rica à procura de um marido disposto a viver na casa dela.

A mulher já tinha casado três vezes.

O primeiro marido viveu três anos. O segundo, dois. O terceiro, um ano.

Caso eu aceitasse, seria o quarto marido.

Na hora, quase engasguei com a própria saliva.

Se eu fosse para lá, quantos anos conseguiria viver? Meio ano?

Será que as necessidades sexuais daquela mulher eram tão intensas que todos os maridos acabavam morrendo?

Mesmo com meu corpo forte, eu provavelmente não aguentaria.

O homem me deixou um número de telefone e disse que conhecia aqueles agiotas.

Quando o assunto era cobrar dívidas, eles eram capazes de qualquer coisa.

— Antes, eu ouvi dizer que um sujeito devia dinheiro a eles e não pagou. Alguns dias depois, encontraram o cara morto em um bosque nos arredores. Tinham arrancado o rim dele. Eu não quero ver seu cadáver jogado em cima de um monte de lixo!

Meus punhos fecharam sozinhos.

Aceitar viver na casa dela e depender dela até era um pouco humilhante, mas pelo menos eu continuaria vivo.

Hesitante, disquei aquele número.

— Alô...

— Ligou para se candidatar? Como você se chama? — Do outro lado da linha, veio uma voz fria.

— Meu nome é Henrique...

— Hoje à noite, às nove, no Clube Atlântico Prime, no centro. Se passar do horário, não vou esperar.

Depois de dizer isso, a mulher desligou antes que eu pudesse responder.

Embora eu já tivesse feito a ligação, aquela sensação de humilhação e covardia dentro de mim ficou cada vez mais forte.

O peito parecia sufocado de tanta frustração.

Comprei uma garrafa de bebida em uma loja de conveniência ali perto, inclinei a cabeça para trás e comecei a beber.

O álcool ardente desceu pela garganta, queimando tudo.

Dentro do estômago, um calor revirava sem parar.

Meus olhos ficaram meio ardidos.

A sensação de ter sido vendido pelos próprios pais era realmente difícil de suportar.

Quanto ao que me esperava no futuro, eu sentia um medo inexplicável, como se um pedaço enorme dentro de mim tivesse sido arrancado, deixando tudo vazio.

Eu morava em uma cidade pequena, então ainda precisava ir até o centro.

Nunca tinha ido ao centro antes.

Sem outra escolha, peguei um táxi, mas acabei entrando em um carro clandestino.

Depois de me deixar em um lugar qualquer, o motorista fugiu.

Olhei ao redor. Era um beco deserto, e não parecia haver nenhum bar por ali.

Vi uma porta mais à frente e fui até lá, planejando abrir para ver se encontrava alguém e perguntar onde ficava aquele bar.

Afinal, o horário marcado estava quase chegando.

Assim que abri a porta, uma voz aguda veio lá de dentro.

— Socorro... hum...

Parecia a voz de uma mulher. O que estava acontecendo?

Inclinei um pouco a cabeça e vi que lá dentro havia um corredor decorado de forma luxuosa.

Três homens seguravam uma mulher e arrastavam ela para um dos quartos mais adiante.

A boca da mulher já estava tapada, e os cabelos estavam todos bagunçados.

Sob a luz, o rosto dela parecia envolto por uma névoa, bonito como o de uma fada.

Os olhos brilhantes estavam cheios de medo.

Ela usava um vestido branco, que já tinha sido levantado, revelando a meia fina preta por baixo.

Aquilo era estimulante demais.

Ou será que aquele era simplesmente o estilo da cidade grande?

Quase tive vontade de avançar e trocar de lugar com aqueles homens.

Mas eu era um cavalheiro.

A ideia de forçar uma mulher bonita até parecia excitante quando dita assim, mas, se fosse para fazer de verdade, eu não conseguiria.

Acompanhei o grupo depressa por trás e, quando cheguei à porta, percebi que aquele lugar era o banheiro feminino.

Assim que os três homens viram que eu tinha seguido o grupo, o rosto de todos mudou, assumindo uma expressão extremamente feroz.

— O que está olhando? Cai fora! — Gritou um deles para mim.

— O que vocês querem fazer? Se não pararem agora, vou chamar a polícia. — Falei, franzindo a testa.

Eu tinha acabado de chegar àquela cidade e não queria arrumar confusão.

Os três homens riram.

Um deles veio na minha direção, ainda rindo.

Os outros dois continuaram puxando a mulher, ignorando completamente minha ameaça, e então rasgaram o vestido dela.

O homem que veio até mim avançou e acertou um chute na minha barriga.

Com um único golpe, me derrubou no chão.

— Chamar a polícia? Você está querendo morrer? — Ele xingava enquanto batia em mim.

Caído no chão, lutei para conseguir levantar.

Pelo canto dos olhos, vi a mulher encurralada perto da parede do banheiro.

Um dos homens segurava as mãos dela, enquanto o outro levantava a saia dela.

O rosto dela estava tomado pelo medo.

Havia desespero em seus olhos, e lágrimas escorriam pelos cantos do rosto.

Ela olhava para mim, e naquele olhar havia até um traço de preocupação.

Ela estava preocupada comigo?

Com medo de que eu acabasse machucado?

Queria que eu fugisse logo?

Meus pais eram uns desgraçados.

Larguei a escola no segundo ano do ensino médio, passei a andar com delinquentes de rua, me meti em brigas e comecei a cobrar dinheiro de proteção.

Qualquer pessoa que olhasse para mim fazia cara de nojo.

Eu vivia como um cachorro abandonado.

Mas agora uma mulher estava preocupada comigo?

Era a primeira vez que uma mulher demonstrava preocupação por mim.

Aquela mulher, eu salvaria de qualquer jeito.

Virei-me de repente.

Sob a luz, minha aparência parecia a de uma fera, com o rosto todo distorcido.

No instante seguinte, avancei com tudo, agarrei o pescoço daquele homem, e os músculos do meu braço se contraíram de uma vez.

Puxei o corpo dele com força e bati o rosto dele contra a parede ao lado.

Um som abafado ecoou. O rosto dele acertou a parede em cheio.

Nem sei quantos dentes quebraram, e o sangue começou a escorrer sem parar da boca e das narinas.

Os outros dois homens já tinham arrancado o sutiã da mulher, revelando a pele branca do peito dela, quase impossível de cobrir.

A mulher gritou, tentando resistir, mas um dos homens ao lado deu um tapa no rosto dela.

Marcas de dedos apareceram imediatamente em sua face.

Nesse momento, os dois perceberam que o comparsa tinha sido espancado, e suas expressões mudaram na hora.

— Você teve coragem de bater no meu parceiro?

Um deles sacou um canivete automático da cintura e avançou contra mim.

— Cuidado! — A mulher gritou de repente.

Pelo visto, ela ainda tinha algum senso de gratidão.

Mas tudo bem. Ele não era lento, só que eu era mais rápido.

Quando ele avançou até mim, inclinei o corpo de repente.

A lâmina passou raspando pelo meu ombro.

Minha mão direita avançou rápido, agarrou o pulso dele e fez um movimento leve.

A faca caiu direto na minha mão.

Aproveitei o impulso e enfiei a lâmina na coxa dele.

O sangue espirrou na minha palma.

A dor intensa fez o corpo dele curvar também, tremendo sem parar.

Eu não tinha como enfrentar aqueles homens da máfia, mas alguns marginais eu ainda dava conta.

Olhei para o último homem e cuspi de leve.

— Sai daqui. Vai embora agora.

Ele claramente já estava apavorado.

Talvez não esperasse que eu fosse tão forte.

Não teve coragem de continuar ali.

Puxou os dois comparsas e fugiu aos tropeços, quase rastejando.

Virei o corpo e olhei para aquela mulher.

Minha garganta moveu sozinha.

Naquele momento, ela estava com as roupas em desalinho, e a parte da frente tinha sido rasgada.

Ela claramente sentia medo da minha aparência.

O corpo dela encolheu um pouco, e ela ajeitou, por reflexo, os cabelos bagunçados e a roupa.

Balancei a cabeça.

O espetáculo tinha acabado. Aquelas belas pernas já estavam cobertas pela saia.

Que pena.

— Ei... — A mulher chamou, de repente, com uma voz clara e agradável.

— O que foi?

— Você... — A mulher pareceu hesitar um pouco.

— Se tem alguma coisa para dizer, fala logo. Se não, esquece. Eu vou embora.

Cocei a cabeça, tentando disfarçar meu constrangimento.

Por fim, ela criou coragem, ergueu a cabeça, olhou para mim e disse algo completamente fora do que eu esperava.

— Você quer transar comigo?
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