INICIAR SESIÓNNa minha vida passada, fui reconhecida como filha biológica da família Siqueira. Para proteger a filha adotiva, meu irmão biológico me acusou injustamente de ter provocado uma crise na garota. Meus pais biológicos acreditaram nas palavras dele e me expulsaram de casa. Pouco tempo depois, morri doente e abandonada na rua. Quando abri os olhos novamente, descobri que havia voltado ao dia em que vieram me buscar para me levar à casa da família Siqueira. Pedro Siqueira se colocou diante dos meus pais, apontou para mim e disse: — Pai, mãe, ela não é minha irmã! O casal me lançou um olhar de decepção, virou as costas e foi embora. Permaneci imóvel. Não mostrei o medalhão de família que poderia revelar minha verdadeira identidade e voltei em silêncio para o orfanato. Vinte anos depois, me tornei uma das maiores especialistas em clínica médica do país. O homem sentado à minha frente me entregou os exames e, com a voz trêmula, suplicou: — Doutora, por favor... Salve a minha irmã. Ao ver o nome, fiquei paralisada. Meu olhar se fixou naquele rosto abatido. Depois de encará-lo por um longo tempo, desviei os olhos e disse: — Não vou atender esta paciente.
Ver másMe virei e fui até Henrique. Ele não disse uma única palavra. Permaneceu ali, apoiado na bengala, observando enquanto eu resolvia tudo.Havia orgulho e pesar em seu olhar.— Pai, vamos embora.Henrique assentiu. Em seguida, voltou o rosto e lançou um olhar frio aos membros da família Siqueira.— A partir de hoje, o Grupo Ferreira Hospitalar romperá todas as relações comerciais com o Grupo Siqueira. É melhor que cada um de vocês trate de cuidar de si mesmo.Os seguranças nos escoltaram para fora do quarto. Aquela transmissão ao vivo acabou se revelando uma farsa que causou comoção em todo o país.Mas a história não terminou ali. Naquele mesmo dia, Daniela foi expulsa da família Siqueira, que também a denunciou por fraude.Devido ao uso prolongado de digitálicos e outros medicamentos, seu coração realmente sofreu danos orgânicos irreversíveis.Depois de fingir uma doença por vinte anos, acabou tornando real aquilo que antes era apenas uma mentira. A doença se tornou um tormento do qual j
Ao ouvir a expressão "transmissão ao vivo", Daniela ficou completamente pálida.Virou a cabeça de repente e olhou ao redor, como se só naquele instante tivesse percebido as câmeras escondidas.O medo se estampou em seus olhos. Eduardo fitou o laudo do exame e, por fim, abaixou a cabeça, abatido.O quarto permaneceu em silêncio por alguns segundos. Então, Daniela desmoronou.— Pai, mãe... Me deixem explicar... Ela se jogou aos pés de Augusto e se agarrou à perna da calça dele.— Eu não fiz por mal... Só estava com medo de perder vocês, de que ela voltasse e tirasse tudo de mim...As lágrimas caíam sem parar, mas, daquela vez, ninguém as enxugou.Augusto abaixou os olhos para ela, e um olhar de repulsa surgiu em seus olhos.— Já que não está doente, pare de ficar ajoelhada.Augusto recuou um passo, fazendo a barra da calça escapar das mãos de Daniela.— A família Siqueira sustentou você por vinte anos. Fizemos mais do que o suficiente. Amanhã, vou mandar o departamento jurídico fazer um
Arrumei a gola da roupa, que havia se desfeito durante o tumulto, e caminhei até a senhora.Os seguranças já a haviam obrigado a se sentar em uma cadeira. Ela ainda tremia, mas as lágrimas já haviam parado de cair.— A senhora afirma que seu filho morreu ontem à noite em um leito deste hospital. No entanto, em vez de cuidar do funeral, veio causar confusão na ala VIP, à qual o público nem sequer tem acesso?Fiz uma breve pausa.— Já que ele era meu paciente, me diga: Qual era o nome dele? De que doença sofria? Que medicamentos eu prescrevi?A senhora começou a desviar o olhar. Sem coragem de me encarar, olhava de um lado para o outro.— Meu... Meu filho se chamava... — Gaguejou. — Ele tinha uma doença cardíaca...— Que tipo de doença cardíaca? Infarto do miocárdio? Insuficiência cardíaca? Arritmia? Ou alguma outra?— Era... Era uma doença do coração, ora...— E que medicamentos eu prescrevi?— Eu... Como vou me lembrar do nome daqueles remédios? De qualquer forma, foi você quem matou m
Em menos de dois minutos, se ouviu uma algazarra do lado de fora do quarto. Alguém chorava e gritava no corredor, cada vez mais alto.A porta foi escancarada, e uma senhora de cabelos grisalhos, vestida com um velho casaco acolchoado, entrou cambaleando.Ela estava com o rosto banhado em lágrimas, os olhos vermelhos e inchados e os cantos da boca caídos.Dois seguranças vieram logo atrás. Tentaram contê-la, mais por formalidade, mas ela se desvencilhou dos dois.— Luana! Devolva meu filho para mim!Assim que entrou, a senhora fixou os olhos em mim e se lançou na minha direção, agarrando meu jaleco com força.Suas mãos eram ásperas, e ela tinha uma força surpreendente.— Só porque a nossa família é pobre e não lhe deu dinheiro por fora, você receitou qualquer remédio e mandou meu filho embora! Ele não resistiu ontem à noite... Foi você quem matou meu filho!Gritava entre soluços, puxando meu jaleco com violência.As unhas dela arranharam o dorso da minha mão, provocando uma ardência int






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