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Capítulo 6

Autor: Beatriz Ferraz
O olhar de Eduardo hesitou por um instante.

— Dra. Luana, isso é calúnia! Eu jamais faria uma coisa dessas! Presidente Augusto, Sra. Yasmin, ela está colocando em dúvida a minha ética profissional!

Daniela também se sentou. Estava com uma aparência péssima, os lábios pálidos, e sua voz carregava indignação e ressentimento:

— Dra. Luana, não basta implicar comigo? Por que envolver o Dr. Eduardo? A senhora disse que estou fingindo estar doente. Cadê as provas? Onde elas estão?

Tirei o celular do b
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Último capítulo

  • O Preço de Uma Mentira   Capítulo 10

    Me virei e fui até Henrique. Ele não disse uma única palavra. Permaneceu ali, apoiado na bengala, observando enquanto eu resolvia tudo.Havia orgulho e pesar em seu olhar.— Pai, vamos embora.Henrique assentiu. Em seguida, voltou o rosto e lançou um olhar frio aos membros da família Siqueira.— A partir de hoje, o Grupo Ferreira Hospitalar romperá todas as relações comerciais com o Grupo Siqueira. É melhor que cada um de vocês trate de cuidar de si mesmo.Os seguranças nos escoltaram para fora do quarto. Aquela transmissão ao vivo acabou se revelando uma farsa que causou comoção em todo o país.Mas a história não terminou ali. Naquele mesmo dia, Daniela foi expulsa da família Siqueira, que também a denunciou por fraude.Devido ao uso prolongado de digitálicos e outros medicamentos, seu coração realmente sofreu danos orgânicos irreversíveis.Depois de fingir uma doença por vinte anos, acabou tornando real aquilo que antes era apenas uma mentira. A doença se tornou um tormento do qual j

  • O Preço de Uma Mentira   Capítulo 9

    Ao ouvir a expressão "transmissão ao vivo", Daniela ficou completamente pálida.Virou a cabeça de repente e olhou ao redor, como se só naquele instante tivesse percebido as câmeras escondidas.O medo se estampou em seus olhos. Eduardo fitou o laudo do exame e, por fim, abaixou a cabeça, abatido.O quarto permaneceu em silêncio por alguns segundos. Então, Daniela desmoronou.— Pai, mãe... Me deixem explicar... Ela se jogou aos pés de Augusto e se agarrou à perna da calça dele.— Eu não fiz por mal... Só estava com medo de perder vocês, de que ela voltasse e tirasse tudo de mim...As lágrimas caíam sem parar, mas, daquela vez, ninguém as enxugou.Augusto abaixou os olhos para ela, e um olhar de repulsa surgiu em seus olhos.— Já que não está doente, pare de ficar ajoelhada.Augusto recuou um passo, fazendo a barra da calça escapar das mãos de Daniela.— A família Siqueira sustentou você por vinte anos. Fizemos mais do que o suficiente. Amanhã, vou mandar o departamento jurídico fazer um

  • O Preço de Uma Mentira   Capítulo 8

    Arrumei a gola da roupa, que havia se desfeito durante o tumulto, e caminhei até a senhora.Os seguranças já a haviam obrigado a se sentar em uma cadeira. Ela ainda tremia, mas as lágrimas já haviam parado de cair.— A senhora afirma que seu filho morreu ontem à noite em um leito deste hospital. No entanto, em vez de cuidar do funeral, veio causar confusão na ala VIP, à qual o público nem sequer tem acesso?Fiz uma breve pausa.— Já que ele era meu paciente, me diga: Qual era o nome dele? De que doença sofria? Que medicamentos eu prescrevi?A senhora começou a desviar o olhar. Sem coragem de me encarar, olhava de um lado para o outro.— Meu... Meu filho se chamava... — Gaguejou. — Ele tinha uma doença cardíaca...— Que tipo de doença cardíaca? Infarto do miocárdio? Insuficiência cardíaca? Arritmia? Ou alguma outra?— Era... Era uma doença do coração, ora...— E que medicamentos eu prescrevi?— Eu... Como vou me lembrar do nome daqueles remédios? De qualquer forma, foi você quem matou m

  • O Preço de Uma Mentira   Capítulo 7

    Em menos de dois minutos, se ouviu uma algazarra do lado de fora do quarto. Alguém chorava e gritava no corredor, cada vez mais alto.A porta foi escancarada, e uma senhora de cabelos grisalhos, vestida com um velho casaco acolchoado, entrou cambaleando.Ela estava com o rosto banhado em lágrimas, os olhos vermelhos e inchados e os cantos da boca caídos.Dois seguranças vieram logo atrás. Tentaram contê-la, mais por formalidade, mas ela se desvencilhou dos dois.— Luana! Devolva meu filho para mim!Assim que entrou, a senhora fixou os olhos em mim e se lançou na minha direção, agarrando meu jaleco com força.Suas mãos eram ásperas, e ela tinha uma força surpreendente.— Só porque a nossa família é pobre e não lhe deu dinheiro por fora, você receitou qualquer remédio e mandou meu filho embora! Ele não resistiu ontem à noite... Foi você quem matou meu filho!Gritava entre soluços, puxando meu jaleco com violência.As unhas dela arranharam o dorso da minha mão, provocando uma ardência int

  • O Preço de Uma Mentira   Capítulo 6

    O olhar de Eduardo hesitou por um instante.— Dra. Luana, isso é calúnia! Eu jamais faria uma coisa dessas! Presidente Augusto, Sra. Yasmin, ela está colocando em dúvida a minha ética profissional!Daniela também se sentou. Estava com uma aparência péssima, os lábios pálidos, e sua voz carregava indignação e ressentimento:— Dra. Luana, não basta implicar comigo? Por que envolver o Dr. Eduardo? A senhora disse que estou fingindo estar doente. Cadê as provas? Onde elas estão?Tirei o celular do bolso e, sem a menor pressa, reproduzi uma gravação.A voz de Daniela ecoou pelo quarto:— Dra. Luana, sei que a senhora é uma excelente médica, mas a minha doença não é tão grave assim. Durante a consulta de amanhã, espero que me ajude a esconder isso dos meus pais e do meu irmão. Diga que o meu estado piorou, que preciso de repouso e que não posso sofrer nenhum tipo de abalo. Em troca desse favor, além dos equipamentos que meu irmão lhe deu, vou transferir pessoalmente mais cinco milhões para a

  • O Preço de Uma Mentira   Capítulo 5

    — O que foi que você disse? — A expressão de Pedro mudou imediatamente. Ele me encarou, franzindo profundamente a testa. — Luana, você está falando sério?Fechei o prontuário e o empurrei de volta para a beirada da mesa.— Eu disse que ela não está doente.O quarto ficou em silêncio por dois ou três segundos.Daniela tossiu duas vezes. Sua voz saiu baixa e fraca, como se cada palavra fosse difícil de pronunciar:— Irmão... Deixe para lá. Talvez a Dra. Luana realmente não seja capaz de cuidar do meu caso. Não torne as coisas difíceis para ela.Pedro segurou a mão dela e se voltou para mim com um sorriso frio.— Luana, você não está vendo o estado da Daniela? Há tantos laudos médicos, tantos diagnósticos feitos por especialistas estrangeiros e, de repente, para você, ela não tem doença nenhuma? Se não tem certeza de que consegue tratá-la, basta dizer. Não precisa inventar uma desculpa dessas.Na transmissão ao vivo, que continuava oculta, os comentários já começavam a se multiplicar:[

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