MasukUma semana depois que a Laise começou as aulas, foi organizado uma excursão académica na cidade de Roma, como faziam todos os anos no segundo semestre.
Dentro do ônibus da escola se encontrava 46 universitários de terceiro ano esperando o motorista do ônibus dar a partida o mais rápido possível para tão esperada excursão que todos amavam participar todos menos o Dimitri que só veio por conta da insistência da mãe.A Laise se sentou no banco atrás do Dimitri que como sempre meteu os seus fones desligando- se do mundo ao seu redor. Ela olhava fixamente para o rapaz tentando descobrir porque ele é tão reservado e frio, sem contar com a beleza cru do rapaz que a deixava hipnotizada.Laise não sabia o porquê de estar sentindo raiva, alegria e outras coisas desconhecidas só pela razão de olhar para o Dimitri.
" Olá meu nome é Larissa, posso sentar ao seu lado?"Uma linda mulher de pele negra aparece do nada falando ao lado do Dimitri, ela é muito muito bunita o sorriso na sua cara demonstra a simpatia que ela emana, olhar para a Larissa é como estar olhando pela pureza juntamente com a inocência, porque essa é a definição dela.O rapaz olha para ela sem emoções na face, mas não podia resistir aquela carinha inocente e aquele pedido tão educado.Afinal quem é ela?A Laise sorriu pensando que ele simplesmente vai recusar o pedido da moça linda de olhos grandes e puxados de pé esperando a resposta do Dimitri, a aproximação dela fez o coração da Laise se aquecer, sentiu como se alguem estivesse invadindo um território que pertencia a elaa.Laise abriu um sorriso convencida de que o rapaz recusaria o pedido da menina mas ela se surpreende totalmente quando o Dimitri disse..."Se quiser pode-"[Como assim se quiser, ele não fala e nem liga pra ninguém, porquê ele cedeu assim facilmente o pedido dessa desconhecida?]pensou a Laise irritada.Na cabeça dela apenas se passava o inevitável, quem é essa?"obrigada "Agradeceu a Larissa, porém o Dimir apenas concordou com a cabeça, voltando a sua atenção a paisagem fora do ônibus."vejo que és bem quieto"Disse a Larissa tentando puxar o assunto com o Dimitri." Não sou, só prefiro ficar na minha, longe dessa gente tóxica"Argumentou o rapaz sem nem mesmo olhar para a Larissa."Hmm entendo"Larissa disse por fim encerrando o assunto, mas ela lembrou que ainda não sabe o nome do seu recém amigo quieto então resolveu simplesmente perguntar." Como é o seu nome"Dimitri vira surpreso e olha para a menina.- Ou deixa pra lá!
Disse a Larissa depois de receber o olhar nada normal do rapaz.Desde o primeiro dia que ele chegou naquela universidade, só falou o seu nome uma vez que foi na apresentação, além da sua mãe pedir para ele não divulgar o seu apelido por aí ninguém se importava com ele o suficiente para ser simpático, o Lightheart é uma das melhores universidades da Sicilia e da Itália inteira, por isso nesse contexto só estudava os filhos dos elites da cidade, não que não houvesse pobre mas é menoria e como o Dimitri é órfã de pai e a sua mãe ser pobre alguns dos seus colegas o maltratavam, e para evitar isso ele sempre fica na dele.Com a Larissa perguntando gentilmente o seu nome isso o fez ficar um pouco surpreso, mas mesmo assim respondeu.- Dimitri.Depois de um tempo em silêncio ele finalmente fala.Que mal faz, afinal a Larissa está sendo gentil com ele. A menina sorriu sem dizer nada e relaxa no banco, curtindo o silêncio.Laise estava tão surpreendida que a sua boca se entreabriu um pouco, faz uma semana que ela entra e sai da mesma sala que o Dimitri mas ele nem se quer olha para ela, e essa tal Larissa aparece e ele não só deixou ela sentar perto como está conversando com ela abertamente, o que essa Larissa tem de especial afinal?" Alunos, chegaremos na Roma em uma hora"O professor falou avisando os jovens que conversavam animadamente.Uma hora depois eles chegaram na cidade de Roma, a escola já tinha reservado uma pousada para os alunos aposentarem durante os três dias da excursão.De costas para a magnífica pousada o professor da universidade parou diante de todos com uma prancheta na mão, ele ajusta os seus óculos botando a sua atenção aos demais."Jovens, a pausada tem numeros de quatros limitados, então será dois ou três pessoas em cada, pela nossa sorte tem cama casal, vou citando as duplas ou triplas com o número de quarto onde ficarão e os cartões chaves estão aqui nessa caixa."Todos permanecem em silêncio esperando o professor continuar." Alicia e Melanie, quarto número 123"Duas meninas avançam para pegarem a chave.O professor vai citando os nomes e os universitários entram na pausada um por um." Dimitri, Larissa e César quarto número 2404, Laise, e Nicole quarto 2405".Laise quis matar a Larissa, e para o azar dela o Dimitri sorriu aberto para a moça revelando os seus dentes perfeitos e lindos, o olhar dela para a Larissa se fosse uma bomba o corpo todo da Larissa estaria despedaçado.Laise respirou fundo e se concentrou na excursão, afinal não é só isso o motivo da sua vinda ao Roma, ela também tem uma missão a cumprir.Dentro da pousada e no seu quarto a Laise, abri a sua mala e todos os tipos de armas estavam ali, ela fecha de novo entrando no banheiro querendo uma privacidade para trocar mensagens com o seu pai.[Pai, estou na posição, a que horas será a missão?][Princesa, será a meia noite, o comprador estará na posição no centro da praça da Roma, vá armada filha e por favor tome cuidado é difícil confiar nos árabes.][Confirmado.][Leva o Eliezer com você.][Entendido.]Assim que a Laise termina de conversar com o pai, j**a o celular na privada e da uma descarga a água levando o objeto para o esgoto.O novo comprador é um árabe, se ela vacilar poderá morrer nessa missão, mesmo não querendo é bom levar uma pessoa com ela.Laise pega o seu telefone normal e liga para o Eliezer, no terceiro toque o rapaz atende." Com saudades ?"Laise revira os olhos com o jeito engraçado do Eliezer."O vosso ônibus já chegou?"Pergunta a moça sem paciência." Em quinze minutos"Afirmou o rapaz suspirando cansado." O chefe quer que você vá comigo hoje, assim que chegar vou te atualizar sobre tudo."" Falou Ise."Eliezer confirma e Laise desliga o telefone asseguir.O Eliezer é o filho do braço direito do seu pai, eles eram amigo desde infância, partilharam treinamentos e hoje partilham missões juntos, o Eliezer é tipo irmão mais velho dela, pelo menos assim eles se viam, ao contrário do pai do Eliezer que desejava algo a mais na relação deles.Depois que o segundo ônibus chegou o terceiro ano finalmente completou e as atividades começaram, Laise e o Eliezer estavam projetando um plano para a missão da meia noite, essa missão é importante pra eles por isso deve tudo dar certo.Horas passaram e todas as atividades cessaram, os alunos foram dispensados as 23h para um descanso do dia longo e exaustivo que tiveram. Laise espera trinta minutos até a sua colega de quarto dormir e começa a se preparar para a missão, vestiu o seu traje negro e se armou até aos dentes para enfrentar a noite e o árabe desconhecido.Assim que o ponteiro bateu meia noite, Laise e o Eliezer partem para a praça de Roma.No mesmo instante em que andam no jardim da pousada, o Dimitri que estava sem sono passeando um pouco afastado do jardim naquela noite fria, os viu saindo sorrateiros do local e estranhou o comportamento.Com pouco brilho não deu pra ver quem são, mas de uma coisa ele sabia são alunos da universidade.O que estão fazendo nessa hora da noite?Pra onde estão indo?A curiosidade é muito para deixar o Dimitri calmo, sozinho ele decidiu seguir os seus colegas pra saber o que realmente está acontecendo, e lá estava ele nas ruas seguindo duas pessoas que nem sabe quem são.Não sabia porque, mas o Dimitri sentiu que aquela atitude imprudente custaria uma vida totalmente mudada.o seu instinto grita para segui-los e isso ele fez não importando com o que irá acontecer, descobrir o que está acontecendo é como se fosse um ímã atraindo um metal ele não consegue evitar.****************************A mãe do Dimitri estava voltando pra casa às sete horas da noite, quando ela chegou na porta do seu apartamento viu uma caixa fincada ali, ela olha para esquerda e não viu ninguém virou para direita do corredor e também nada, quem poderia deixar uma caixa ali?Pode ser do correio, esse não é a primeira vez que ela encontra uma caixa na frente da sua caixa, contudo a diferença é não ter nenhuma assinatura ou papel indicando que veio do correio.A Melissa deu de ombros e carregou a caixa pra dentro, estava um pouco pesada e também a caixa é um pouco grande, diferentes daqueles que o correio trás.O que será que essa caixa contém? Bem isso a Melissa descobri depois, ela está muito cansada, primeiro o seu banho para depois saber o que há naquela misteriosa caixa pesada.Depois do banho a Melissa veste a sua pijama de de seda velha e cai na cama, esquecendo da tal caixa misteriosa.— Particularmente, eu detestei a história — disse Dimitri, despreocupado, mantendo os olhos fixos em Alex, que parecia estranhamente entretido com cada palavra.— Por quê? — A voz de Eliezer saiu fraca. — Por que você quer tanto ser o chefe da Cúpula a ponto de fazer tudo isso? Tudo isso que você fez... Por quê, pai?Dimitri permaneceu em silêncio por alguns segundos.Então, sorriu.Não era um sorriso de felicidade. Era quase de nostalgia.— Você está me obrigando a desenterrar um passado que eu preferia deixar enterrado... Mas tudo bem. Eu te conto.Ele respirou lentamente antes de continuar.— Nasci como o terceiro filho legítimo dos meus pais. Diferentemente dos meus irmãos, eu era aquele que mais amava a paz e o silêncio. Nunca tive grandes ambições. Nunca sonhei com poder, glória ou domínio. Durante toda a minha infância, eu queria apenas uma coisa: aquilo que as pessoas gostam de chamar de felicidade e amor.Alex fez uma breve pausa.— Para o meu pai, porém, isso era abominável.
O hall de entrada estava tomado por homens.Vinte e cinco.Todos pertencentes a Alex.Estavam armados, atentos e preparados para reagir ao menor movimento suspeito. Alguns mantinham as mãos próximas às armas; outros observavam cada respiração, cada olhar, cada gesto.No centro daquele cerco estavam Eli e Dimitri.Um círculo humano havia sido formado ao redor dos dois.Dimitri permanecia imóvel.Calmo por fora.Por dentro, porém, algo começava a ruir.Alex observou os dois por alguns segundos antes de sorrir.Um sorriso lento. Quase satisfeito.— Deixa eu te contar uma coisa muito bonita que você desconhece, Dimitri Delcime.Dimitri não respondeu.Alex inclinou levemente a cabeça.— Fui eu quem matou o seu pai. Sabia?Por alguns segundos, nada aconteceu.Nenhuma reação.Nenhuma palavra.Então Dimitri cerrou os punhos.Os músculos de sua mandíbula ficaram rígidos, e seus olhos se fixaram nos de Alex com uma intensidade quase assassina.Era como se seu olhar pudesse atravessar a carne da
Dimir e Eli seguiram em direção à localização indicada, mas, quanto mais avançavam, mais uma coisa parecia errada.Não havia guardas.Nenhum homem nas entradas. Nenhuma movimentação pelos corredores. Nenhuma comunicação no rádio.Era como se aquela parte da casa tivesse sido simplesmente abandonada.Ou pior...Como se alguém tivesse ordenado que todos saíssem do caminho.Eli levou a mão ao comunicador.— Central! Atualizem-me!Silêncio.Ele franziu a testa.— Central?!Nada.Apenas estática.— Você é burro? — Dimitri soltou, sem sequer olhar para ele. — É óbvio que não haverá comunicação. Você acha que o seu pai faria da própria casa um lugar fácil de acessar ou hackear? Tudo aquilo que a sua Central conseguiu enxergar... era exatamente o que ele queria permitir.Eli fechou os olhos por um instante, respirando fundo.— Que merda... Para de falar na minha cabeça, caramba! — rosnou
Memories on— Dante, seu idiota! Era para você me cobrir!— Credo! — Dante ergueu uma sobrancelha, divertindo-se. — E perder toda a diversão? Nunca.À sua frente, a entrada do túnel permanecia mergulhada em sombras. Era o acesso subterrâneo à maior base de distribuição de armas ilegais daquela região.A missão parecia simples no papel.Entrar. Encontrar a filha do sheik. Tirá-la dali. Levá-la de volta para a base.O problema era que, quando se tratava de Dante Delcime, nada permanecia simples por muito tempo.A jovem era filha de um dos poucos homens que ainda mantinham relações amistosas com o antigo líder da máfia, pai de Dante. Por isso, a ordem era clara: encontrá-la e trazê-la de volta viva.Alex respirou fundo, tentando controlar a irritação.— Você nunca segue o plano. Nós dois poderíamos ter morrido lá atrás!Dante deu de ombros.— Calma, Alex. Eu te protejo.Alex virou o rosto lentamente.— Eu não preciso da sua proteção.— Tem certeza?— Absoluta.— Que pena. Eu estava começ
Aquela noite parecia não ter fim.Por mais que Eli e Laise avançassem, por mais que homens caíssem e posições fossem destruídas, parecia que a mansão simplesmente fabricava novos inimigos para ocupar o lugar dos que tombavam.Sangue por sangue. Homem por homem.A cada minuto, a batalha tornava-se mais caótica.No interior da residência, a Escala Delta permanecia posicionada no hall de entrada, protegendo todos os acessos ao piso principal.Foi então que um dos homens percebeu algo, uma corrente de ar atravessou o salão e ele notou que janela à esquerda, que poucos minutos antes permanecia fechada, estava agora aberta.O guarda virou lentamente o rosto e parou.Havia alguém ali, de pé e completamente imóvel.Dimitri.Ele permanecia junto à janela, encarando os homens como se tivesse acabado de entrar numa sala onde ninguém representava ameaça alguma.Na mão direita, brincava distraidamente com uma pequena moeda dourada.Girava-a entre os dedosUma vez.Duas.Três.Como se tivesse todo
Antes que Alex pudesse reorganizar suas tropas, uma nova comoção explodiu no lado oposto da propriedade.— Escala Gama! Respondam! — ordenou Gosman pelo rádio.Nenhuma resposta.Na área da piscina, Laise compreendeu exatamente o que estava acontecendo.Com a maior parte da atenção voltada para o ataque de Eliezer na entrada principal, vários homens haviam abandonado suas posições para reforçar a Escala Alfa.Era a oportunidade que ela esperava.Não venceria pela força.Venceria pelo silêncio.A pouca iluminação transformava a ala traseira num labirinto de sombras, e Laise movia-se entre elas como se fizesse parte da própria escuridão.Respirava devagar.Cada passo era calculado.Cada movimento evitava o menor ruído.Chegou ao muro que cercava a piscina.Retirou as duas adagas presas às pernas.As lâminas penetraram o concreto uma após a outra, servindo de apoio para sua escalada.Em poucos segundos, alcançou o topo.Do outro lado, um dos guardas caminhava lentamente, completamente alh







