INICIAR SESIÓNO olhar dela caiu sobre a pasta negra quando foi jogada em sua direção.
A xícara entre os dedos mal chegou aos lábios lhe tirando o foco da manhã. Ajeitou a mecha do cabelo para o lado ao segurar a pasta e abrir folheando duas vezes antes de subir o olhar para o homem ao seu lado.
Já passava das nove da manhã e seu estômago roncava buscando alimento. Sua noite havia sido esplêndida, o cansaço em suas pernas e as olheiras abaixo dos olhos denunciava sua animação. Contudo, não parecia o mesmo para o garoto sentado do seu lado esquerdo da mesa.
Com o café diante de si, achou que o início da semana seria perfeito. Mas que droga era aquela jogada em seu rosto?
— O que isso significa? – A voz saiu mansa, rouca e incrédula. Não esperava isso de um homem que não tinha opção de aceitar ou negar algo. Tinha apenas que acatar as ordens sem pestanejar.
— Entende mais de contratos do que eu, então imagino que deva saber exatamente o que quero dizer – O garoto bateu a xícara na mesa e Laissa o olhou de canto descendo o olhar para o peitoral desnudo e ferido por suas unhas, tal como os braços musculosos e chegou aos pulsos, onde havia feridas, marcas… seriam de algemas?
— Ah, eu entendi. Não poderia haver marcas – O garoto ergueu os pulsos mal lembrando daquilo — Tudo bem, pode passar na sala de Mariane mais tarde, ela lhe entregará um cheque – Avisou ao levantar e sair dali sem olhar para trás.
— Espere. – Laissa parou de andar na mesma hora. Odiava quando alguém lhe dava qualquer comando. Virou lentamente ainda com sua xícara de café e aproveitei a brisa do dia que invadiu sua casa esvoaçando o robe daquela manhã. — É só isso que você vai falar?
— Ainda estar em minha casa, e eu não admito que me dê ordens. – Jogou seus cabelos para trás — E não tenho nada a dizer.
— Passamos quatro anos juntos e você só me manda para sua assistente? O que eu sou pra você? – A mulher dobrou seu pescoço para o lado querendo rir. Outra vez a brisa voltou a correr por sua sala de luxo lhe trazendo frio.
— Não tem permissão para me chamar de você. Eu sou a sua mestre – Bradou dando um passo à frente e o homem, um para trás — Acabou de assinar o contrato de demissão, então deve receber muito bem por seus quatro anos trabalhados – Ele abaixou os olhos — É um funcionário como qualquer outro, totalmente substituível, descartável. Já conseguiu o que queria então suma da minha frente, amanhã outro já estará em seu lugar.
Tornou a girar sob os saltos de marca e subiu cada degrau com elegância e paciência que tinha muito bem educada e formada em sete tipos de aula de etiqueta, e nenhuma delas lhe ensinaria a manter sua postura dentro das quatro paredes de seu quarto uma vez estando sozinha.
A xícara de porcelana desenhada a mil e quinhentos anos atrás e dada de presente completando um jogo de peças raras a sua tataravó que passou de geração em geração até chegar em suas mãos se quebrou em mil e quinhentos pedaços quando foi de encontro a parede do quarto junto a um grito de pura fúria e ódio.
Correu até a cama discando o número de sua assistente que atendeu no primeiro ato.
— Eu não quero saber se você está tendo um bom dia, aquele idiota incompetente chegará a sua mesa em menos de trinta minutos. Eu quero que você suma com ele. Dê tudo que precisar e faça com que nunca mais nos encontramos ou você será demitida. – Levantou indo até a janela apenas para ter certeza que ele iria embora. — ENTENDEU? DEMITIDA.
Largou o celular outra vez, se afastando da janela quando ele ainda virou para lhe procurar. Ele iria lhe ver ali.
Percorreu seu closet escolhendo outro de seus ternos negros tal como os sapatos e o sobretudo que jogou por seus ombros, a, claro, jamais sairia de casa sem seu chapéu.
— Senhorita Chase – Parou no quarto outra vez quando sua empregada ergueu-se medrosa. — Está muito elegante.
Laissa a olhou dos pés à cabeça antes de deixar o quarto. Outra vez desceu aquelas escadas com elegância e cruzou a saída já encontrando a porta do carro aberta. O motorista sequer disse uma palavra, depois de anos e anos trabalhando para aquela mulher, dias que usava roupas pretas era como um luto interno e quanto menos falasse, mais tempo ficaria empregado.
Seant era uma cidade muito bonita, e com a chegada do inverno o frio começava a vir com mais intensidade, entretanto, o sol continuava no sol queimando mesmo na frieza qualquer pele que ousasse se expor.
Foi calmo prestando atenção no trânsito e deixando que a mulher admirasse a beleza da cidade, sabia que ela gostava disso. Tudo que podia fazer para o dia dela começar bem, ele fez a deixando prontamente na entrada do seu prédio e seguindo para o mais longe possível. Agora a responsabilidade era de outras pessoas.
Seguiu firme por aquele andar e subiu para sua sala. O corredor até ela era extenso, mas o suficiente para se ver longe de todas as outras pessoas presentes naquele lugar. Ter um andar apenas para sua sala foi sua única exigência quando assumiu os negócios da família. Quanto menos gente pudesse ver, melhor para sua mente criativa e elegante.
Passou por sua sala encontrando a assistente diante da mesa.
— Eu preparei seu café – Laissa olhou para uma mesa de posta no meio da sala. Isso era bom, pois durante foi durante o café da manhã que teve sua semana inteira fracassada com poucas palavras e muitos papeis.
Virou em direção à mesa e Mariane correu para aparar a bolsa que a outra carregava junto ao chapéu que foi apenas largado no ar.
— Cancelei toda sua agenda hoje com os clientes menos importantes, mas não consegui desmarcar o jantar com sua amiga. Ela deixou claro que viajará amanhã ao meio dia. – Parou do outro lado apenas para assistir Laissa.
A elegância em sentar de lado e arrumar seus cabelos antes de buscar pela xícara e uma pitada de açúcar. Em cada pulso uma pulseira que custava no mínimo a sua casa e o carro que comprou após três anos economizando, em seus dedos apenas um anel com uma esmeralda maior que os olhos da dona e nas orelhas esmeraldas em três tamanhos formando uma corrente de cima para baixo, tão elegante e luxuosa para uma manhã escura na vida dela.
E claro, o usual conjunto negro tal como sua alma.
— James… – O corpo de Laissa travou. Devagar, devolveu a xícara para seu lugar e encarou a mulher do outro lado — Chegou no horário e já foi embora. Assinou todos os documentos e o contrato de confidencialidade com uma multa milionária caso toque em seu nome.
— Ótimo. – Ergueu-se outra vez e desfilou pela sala chegando às janelas de vidro. — Ele disse alguma coisa?
— Não senhora. Veio em silêncio e se foi.
— Mariane… Eu não gosto de mentiras, você sabe disso e não quero ter que demitir outra pessoa hoje – a voz era tão fina como uma pena, delicada como algodão, mas tão ameaçadora quanto uma arma apontada em sua cabeça.
— Ele a chamou de louca – Contou de uma vez, Laissa girou em direção a mulher — Disse que não faz questão de cruzar seu caminho porque quer distância. Que uma mulher linda como a senhora não deveria maltratar homens para seu prazer. E desejou que todo sofrimento que o fez passar, volte em dobro para seus ombros.
— Maltratar? – Ela caminhou de volta para o sofá juntando as pernas ao sentar — Eu não maltratei aquele homem, eu o puni como era merecido. Que tipo de pessoa ele é? Não foi capaz de agradecer por ter sido leve com ele.
— A senhora usou algemas.
— É algo normal. Não vejo problemas nisso – Pegou seu café.
— Usou fogo para queimar as feridas.
— Ele tinha uma palavra de segurança.
— Feridas que a senhora abriu com um chicote.
— CHEGA! – A garota se esquivou quando outra xícara foi arremessada em sua direção. — Vou visitar um novo prédio para uma possível compra.
Avisou ao ficar de pé, calma, elegante, fina e seguiu para a mesa buscando suas anotações e enquanto caminhava para a saída, recebeu o chapéu e sua bolsa de volta ao pé da porta.
— Ah e… encontre outro. – Sorriu para Mariane que engoliu a seco.
— Outro prédio?
— Um Submisso. Um bonito, forte, quero na minha casa amanhã pela manhã.
— Amanhã de manhã a senhora tem que escolher modelos para uma campanha de moda íntima. A agência organizou um desfile. – A chefe a olhou dos pés à cabeça antes de colocar seus óculos.
— Então amanhã antes da lua tomar o lugar do sol.
E deu as costas deixando uma mulher desesperada para trás.
O olhar calmo de que estava tudo sob-controle mudou no instante em que as portas do elevador tiraram Laissa do seu campo de visão. Voltou para a sala da mulher procurando dentre todas as bebidas mais forte para lhe servir e beber tudo de uma vez para ver se morria com uma única dose.
— É, não foi dessa vez. Que saco. Meu jashin, eu vou morrer não é? Leva-me logo de uma vez porque não aguento mais.
O jogo iniciou naquela noite com gritos de alunos antigos, novos e até mesmo os que não participavam do jogo. Logo quando o nome de Laissa Chase foi anunciado por toda a escola e souberam que a dita cuja estaria presente, não houve uma garota que não deixou de se arrumar para comparecer naquele jogo. O campeonato era de grande poste, muitas pessoas, e o tudo dependiam daquele time ganhar, afinal, se a vitória chegasse, eles ganhariam muito. Até mesmo o treinador estava nervoso, mas seu nervosismo diminuiu quando o primeiro gol do seu time foi feito… O capitão saiu gritando, seus amigos correram ao redor o derrubando logo depois.Yuri olhou de longe, não se aproximou, ele não iria admitir o quanto Mason era bom, mas também não seria o garoto hipócrita a não demostrar nenhum tipo de felicidade por seu time esta ganhando. E não foi apenas um gol feito naquela noite, como a vitória chegou ao fim daquele jogo trazendo felicidade a todos da escola e do time que no momento a únic
O vestido escolhido era colocado ao seu corpo marcando cada curva com uma atenção proposital. Tal como o decote, e o alinhamento em sua cintura fina, cobrindo as pernas longas e torneadas, mas nunca deixando de mostrar o quanto eram convidativas. O cabelo solto ao redor de seus ombros deu-lhe um destaque a mais. As luvas calçando suas mãos e mais uma vez, virou-se perante o espelhado admirando seus traços e parou em frente à mulher sentada no sofá.— Procurei o vestido menos caro da ultima coleção, um jogo de garotos pobres não precisa de tanto brilho. - Contou empolgada enquanto Mariana a olhava, desde os saltos com grampos de rubi, o vestido vermelho tal como as luvas e o chapéu que ela colocava para finalizar o look. — Um jogo de garotos pobres que você faz questão de ir e nem é por caridade é porque está dormindo com um deles. - Laissa virou para a secretária que apenas revirou os olhos — Nada contra, faça o que você quiser, mas ainda acredito que não precise disso.L
O olhar de insatisfação era lançado ao homem que, agora, terminava de colocar as chuteiras com um sorriso no rosto. A todo o momento passava um ou dois amigos falando o quanto estavam felizes de ter o antigo capitão de volta. Então estavam mesmos felizes por Mason ter voltando para o time depois de ter abandonado todo mundo?— Yuri? - O garoto desviou o olhar para o melhor amigo que sentou ao lado. Havia um sorriso triste, irônico e brincalhão — Porque você está com essa cara, está mundo feliz menos você.— E porque eu estaria feliz? Acabei de perder a posição mais importante do time, por um cara que jogou tudo pra cima sem pensar como que ficariam. E pensar em outros, no time, e nos seus amigos é que nos torna lideres e capitães bons. - O garoto sussurrou sério fazendo o amigo parar o sorriso nos lábios. — Não estou feliz de terem tomado a braçadeira para dar a aquele irresponsável.— Irresponsável ou não, Mason foi o garoto que mais conquistou títulos para nosso time. E foi por conqu
Ele já tinha brigado porque não queria aparecer na casa dela todos os dias na semana? Sim. Mas depois de virar capitão e começar a treinar e se preparar para o jogo do outro dia, seria desperdiço não aparecer apenas para dizer oi e se aproveitar do corpo perfeito de sua querida… Dominadora? Na verdade ele não se aproveitava de nada, era apenas escravo de uma mulher maravilhosa que o fazia gozar de um jeito ou outro sem ao menos deixar que a tocasse.Mal parou na porta e ela logo foi aberta, uma das empregadas lhe lançou um sorriso gentil enquanto o garoto apenas entrava lhe encarando. Certo que não ia muito a aquela casa, mas não se lembrava de ter visto qualquer empregada morena com olhos tão brilhosos daquele jeito.— A Srta. Chase já está o esperando no quarto - Mason sorriu passando direto.Com certeza se tivessem outras empregadas na casa sabiam exatamente o que ele estava fazendo ali. Será que isso seria um problema? Problema talvez para Laissa se soubessem que ele e
A Felicidade dentro do peito não podia mais ser contida, nunca esperou que sua vida mudasse de uma forma inesperada e muito boa da noite para o dia. Sorriu de canto quando parou diante do bar do seu irmão outra vez, o peito cheio de felicidade, o coração saltitando de alegria. Porém, Mason sabia que as coisas no momento iriam mudar. Todas as vezes que Laissa lhe dava algo, tomava outra. Não iria reclamar, afinal, fizeram um trato então respeitaria de toda forma. Adentrou o espaço avistando seu irmão limpar os copos que tanto amava, sorriu novamente deixando sua mochila de lado e se aproximou do balcão. Jason não parecia feliz, mas acabou sorrindo ao ver o irmão mais novo. As palavras do noivo ressoaram na sua mente, ao mesmo tempo em que não esperava nada de ruim vir daquele moleque maldito. Não iria acreditar que depois de tudo que fez por ele, como por exemplo, deixar seu casamento em segundo plano para que Mason pudesse terminar seus estudos, o garoto iria fazer algo contra sua von
Curiosidade. Era a única coisa que vinha a mente de Mason que procurava um motivo para a grande CEO Laissa Chase aparecer na escola mostrando sua beleza, trazendo esperanças para todas as garotas que sonham em ser modelo, andar pela escola ao lado de seu motorista e o diretor, parar na quadra de futebol e depois ir embora sem olhar para trás. Desviou o olhar para seu caderno fingindo anotar alguma coisa quando a professora voltou-se a turma que meramente prestava atenção. Um sorriso surgiu em seus lábios lembrando-se da conversa que tiveram no da anterior, mas era impossível Laissa fazer com qu ele voltasse para o time do nada, sabia das limitações da escola e não iria passar disso. Se bem que agora ele poderia voltar para a o futebol pagando o preço que seus colegas faziam, só que mais importante que o futebol, seria pagar a escola até o final? Faltavam poucos meses, e assim que tivesse todo o dinheiro tiraria isso das costas de Jason. Jason, até subia um arrepio ao imaginar a cara







