FAZER LOGINZayd Robson acordou com o sol filtrando pelas cortinas pesadas do apartamento,o quarto ainda cheirava a perfume dela e a sexo da noite anterior. Letícia estava enroscada nele a cabeça apoiada no peito, uma perna jogada sobre a coxa dele, o cabelo bagunçado espalhado pela pele.
Zayd ficou alguns segundos só observando,o jeito que ela respirava devagar,o lábio inferior um pouco inchado de tanto beijar,a mão dela ainda descansava sobre o peito dele como se, mesmo dormindo não quisesse soltar. Ele sorriu de canto e puxou-a um pouco mais para perto. O apartamento no último andar do edifício mais alto da avenida era o refúgio dos dois, dele e de Viktor. Tinham escolhido morar ali porque ficava a poucos minutos do escritório, dos restaurantes, da vida. A única condição que Marcelo impôs era clara,pelo menos uma vez por semana os dois voltavam para a mansão Robson. Almoço de domingo,jantar no meio da semana,nada negociável. Letícia se mexeu murmurando contra o peito dele. — Hmm… bom dia amor. — Bom dia meu bem respondeu Zayd a voz ainda rouca de sono,beijou o topo da cabeça dela. — Dormiu bem? Ela ergueu o rosto, os olhos ainda meio fechados e sorriu daquele jeito preguiçoso que sempre o desarmava. — Dormi bem depois que você me comeu até eu não conseguir mais pensar. Zayd riu baixo e rolou o corpo ficando por cima dela. Beijou a boca devagar no começo, depois com mais fome,letícia abriu as pernas recebendo-o entre elas, as mãos subindo pelas costas nuas dele. — Banho? perguntou ele contra os lábios dela. — Só se for junto. O chuveiro do banheiro suíte era amplo de vidro fosco, com água quente caindo de uma chuva de teto. Zayd abriu o registro e puxou Letícia para dentro antes mesmo da água esquentar de verdade,a camisola dela que ela nem chegou a vestir direito ficou esquecida no chão do quarto. A água escorreu pelos corpos. Zayd encostou-a na parede fria de mármore e beijou o pescoço descendo até os seios,chupou um mamilo depois o outro enquanto a mão descia entre as coxas dela. Letícia já estava molhada,gemeu quando dois dedos entraram nela com facilidade. — Haaa, Zayd… Ele se ajoelhou ali mesmo sob a água,abriu as pernas dela e passou a língua devagar de baixo para cima, chupando o clitóris com a precisão de quem já conhecia cada reação do corpo dela. Letícia enterrou os dedos no cabelo molhado dele, a cabeça jogada para trás gemendo alto o suficiente para ecoar no banheiro. Quando as pernas dela começaram a tremer, Zayd se levantou virou-a de frente para a parede e entrou de uma vez. Fundo. Letícia gritou, as unhas arranhando o mármore molhado. Ele meteu forte, o barulho da pele batendo misturado ao som da água,uma mão na cintura dela a outra segurando um seio apertando. — Mais… assim… ahhhh...pediu ela ofegante. Zayd obedeceu, acelerou a água escorria entre os corpos, o vapor enchendo o box. Ele inclinou-se e mordeu o ombro dela no momento em que gozou sentindo as paredes internas apertarem o pau dele com força. Letícia veio logo em seguida, um gemido longo e rouco, o corpo inteiro tremendo contra a parede. Ficaram ali mais um tempo ainda unidos, a respiração voltando aos poucos. Zayd beijou a nuca molhada dela. — Eu te amo murmurou. Letícia virou o rosto e sorriu cansada e satisfeita. — Eu também. Depois do banho, ela se vestiu rápido,tinha reunião cedo. Beijou Zayd na boca longa e doce e saiu com o cabelo ainda úmido, o perfume dele grudado na pele. ................................................................................................................................... O apartamento ficou em silêncio. Zayd vestiu uma calça de moletom e uma camiseta preta e desceu para a sala de jantar. O café já estava pronto,a empregada diária deixava tudo organizado antes de sair. Ele serviu uma xícara preta, sem açúcar, e sentou-se à mesa grande de madeira clara, olhando a cidade pela janela panorâmica. A porta de entrada se abriu com o som característico da fechadura eletrônica e Viktor apareceu no corredor como um homem que tinha passado a noite inteira cometendo pecados. Óculos escuros mesmo dentro de casa, camisa amassada, cabelo bagunçado, o cheiro de perfume caro e álcool ainda impregnado. Ele tirou os óculos só quando chegou na sala e jogou o casaco no sofá. — Bom dia príncipe falou, a voz rouca. — A Letícia já foi? — Foi. Zayd ergueu a xícara em cumprimento. — E você? Sobreviveu à noite? Viktor puxou a cadeira em frente e se jogou nela servindo café preto como se a vida dependesse daquilo. — Sobrevivi por pouco. Tinha uma loira de pernas infinitas e um amigo dela que não sabia ficar no lugar. Foi… educativo. Zayd revirou os olhos, mas sorriu. A amizade deles não tinha nascido de sangue,tinha nascido de uma noite chuvosa, quinze anos atrás. Marcelo Robson encontrou Viktor quando era só um menino de doze anos, sujo, faminto e com o olho roxo, escondido atrás de um contêiner no porto. O garoto tinha tentado roubar comida de um dos caminhões da empresa,em vez de chamar a polícia, Marcelo olhou para aquele menino raivoso e assustado e viu algo. Levou-o para casa,deu banho, comida, um quarto e aos poucos um lugar. Zayd na época com dez anos, tinha olhado o estranho com desconfiança no primeiro dia. No segundo já estavam brigando pelo controle do videogame. No terceiro, Viktor quebrou o nariz de um menino que empurrara Zayd na escola,desde então, nunca mais se separaram. Cresceram como irmãos,dividiram segredos, surras, o primeiro cigarro que se arrependeram amargamente porque o Marcelo descobriu, a primeira bebedeira, as primeiras mentiras para Marcelo. Quando Zayd herdou as primeiras empresas Viktor estava ao lado,quando Viktor precisou de um sobrenome que não fosse o da rua, os Robson deram,a lealdade entre eles era silenciosa e absoluta. Viktor bebeu o café de uma vez só e olhou para o amigo por cima da xícara. — Você tá com cara de quem fodeu bem hoje cedo. Zayd não negou. — E você tá com cara de quem precisa de um remédio para ressaca. — Já tomei. Viktor encostou na cadeira, o sorriso de sempre voltando. — Agora me conta, o velho ligou ontem de novo,o almoço amanhã,só nós três,você acha que tem alguma coisa estranha acontecendo com ele? Zayd deu de ombros, ainda olhando a cidade. — Acho que ele só está cansado,trabalhou a vida inteira,agora quer desacelerar. Viktor não respondeu de imediato,só ficou observando o perfil do amigo, o maxilar um pouco tenso. A amizade deles sempre foi assim,Zayd acreditava,viktor desconfiava e juntos equilibravam o mundo. ................................................................................................................................... Viktor riu baixo ainda com a xícara de café nas mãos e se recostou na cadeira como se estivesse se preparando para contar uma história épica. — Então… a loira. Nome dela era Isabella ou Isabela,honestamente depois da terceira dose eu parei de me importar. Ela tinha um amigo alto, de olhos verdes, daqueles que olham como se já soubessem que vão te foder. Os dois me levaram para um penthouse em Itaim. Música alta, whisky caro e em algum momento a Isabella estava de joelhos na minha frente enquanto o amigo beijava meu pescoço,depois a gente trocou de lugar,depois trocou de novo. Acho que perdi a conta de quantas vezes gozei,o sol já estava nascendo quando eu saí de lá cambaleando. Zayd ergueu uma sobrancelha, o canto da boca se curvando num sorriso de quem já tinha ouvido histórias parecidas dezenas de vezes. — Você é um canalha Viktor. Viktor ergueu a xícara em um brinde teatral, os olhos brilhando atrás do cansaço. — E eu aceito o título com orgulho. Nasci canalha, cresci canalha e pretendo morrer canalha,pelo menos enquanto o corpo aguentar. Zayd balançou a cabeça rindo de verdade agora. — Um dia uma dessas noites vai te matar. — Talvez. Mas eu vou morrer sorrindo. Viktor ainda queria continuar já estava abrindo a boca para contar o detalhe da banheira de hidromassagem quando Zayd levantou a mão cortando o assunto com a mesma facilidade com que fechava contratos. — Chega. Não quero saber de mais nenhum detalhe das suas orgias,a gente tem coisa séria pra resolver. Viktor suspirou derrotado e largou a xícara na mesa. — Você é chato pra caralho quando está em modo empresário. — E você é irresponsável pra caralho o tempo todo. Agora presta atenção. Zayd puxou o tablet que estava sobre a mesa e girou a tela para o amigo. Gráficos, cláusulas, números altos. — A rede de hospitais,já faz três meses que estamos nisso. Os donos estão finalmente cedendo,o último obstáculo era a cláusula de manutenção dos cargos de diretoria por dois anos. Ontem eles aceitaram reduzir para um. Viktor se a gente fechar isso até o final da semana, a Robson passa a controlar a maior rede privada de saúde do Sudeste. Viktor tirou os óculos escuros de vez, o cansaço da noite ainda no rosto, mas o olhar já afiado. Era impressionante como ele mudava quando o assunto era negócio,o canalha de minutos atrás desapareceu,apareceu o homem que Marcelo tinha treinado para ser o braço direito perfeito. — Eu cuido dos trâmites finais hoje disse já digitando no próprio celular. — Reunião com os advogados às quatorze horas,vou apertar eles sobre a multa rescisória e a transferência dos contratos de fornecedores. Se tudo correr bem a assinatura fica para sexta, Zayd assentiu satisfeito. — Bom. Eu quero isso fechado antes do almoço de domingo com o pai,ele vai gostar de saber que a gente conseguiu. Viktor ficou olhando a tela por mais alguns segundos depois ergueu os olhos. — Você tá animado demais com essa negociação. — É um bom negócio. — É. Viktor guardou o celular. — Só não esquece de viver um pouco também Zayd. Você trabalha como se o mundo fosse acabar amanhã. Zayd sorriu de lado batendo de leve no ombro do amigo ao se levantar. — E você vive como se o mundo já tivesse acabado e só restasse a festa. Viktor riu levantando-se também. — Por isso a gente se completa príncipe. Agora me deixa tomar um banho,eu ainda cheiro a sexo e arrependimento. Zayd ficou sozinho na sala de jantar por mais alguns minutos, olhando a cidade lá embaixo. O café já tinha esfriado,no tablet os números da rede de hospitais piscavam em verde. Tudo parecia sob controle,a vida, o império, a amizade, o amor. ................................................................................................................................. Zayd deixou a xícara vazia sobre a mesa e se levantou. O dia já estava começando de verdade lá fora,ele subiu para o quarto, trocou a calça de moletom por um terno cinza impecável, camisa branca e gravata escura. O cabelo organizado com a precisão de quem sabia que no Império Robson a imagem também era poder. No espelho, o reflexo mostrava o homem que a cidade respeitava,herdeiro, empresário, o filho de Marcelo que estava construindo o próprio nome. Quando desceu novamente, Viktor já estava na sala,a transformação era sempre impressionante. O homem que minutos atrás cheirava a álcool, sexo e arrependimento agora vestia um terno preto cortado sob medida, camisa preta por baixo, gravata afrouxada só o suficiente para não perder o ar de perigo controlado. O cabelo estava arrumado, o rosto limpo e os óculos escuros tinham sido trocados por um olhar afiado e descansado. O canalha das noites tinha desaparecido e no lugar dele estava o braço direito de Zayd Robson, o homem que resolvia problemas antes mesmo que eles chegassem à mesa. — Pronto príncipe? Perguntou Viktor, já com a pasta de documentos na mão. — O carro está embaixo e o trânsito hoje promete ser uma merda. Zayd ajustou o punho da camisa e pegou o próprio tablet. — Vamos. Trabalho não espera. Os dois desceram juntos pelo elevador privativo,lá fora o carro preto blindado já esperava com o motorista ao volante. Viktor abriu a porta traseira para Zayd por hábito um gesto antigo quase irmão e depois entrou pelo outro lado. Enquanto o veículo cortava as ruas em direção ao centro, os dois já estavam em modo de guerra. — A reunião com os advogados da rede de hospitais ficou para amanhã, às dez informou Viktor, mexendo no celular. — Eu pedi a revisão final das cláusulas de rescisão e a lista completa dos contratos de fornecimento. Se eles tentarem esconder alguma dívida trabalhista de novo eu quebro a cara deles na mesa. Zayd olhou pela janela, mas a mente já estava nos números. — Quero o parecer do nosso jurídico antes das nove e confirma com o departamento financeiro se o valor da entrada já está separado. Não quero surpresa de última hora. — Já está. Eu separei ontem. Viktor guardou o celular e olhou para o amigo. — Você dormiu pouco de novo. — Dormi o suficiente. — Mentiroso. Zayd não respondeu. Só sorriu de lado. O Império Robson ocupava um dos prédios mais altos da cidade ,torres de vidro e aço, o logo da família gravado em letras discretas na fachada. Quando o carro parou na entrada privativa, os dois desceram juntos. Segurança, recepcionistas e funcionários baixavam a cabeça ao vê-los passar. Zayd e Viktor caminhavam lado a lado pelo saguão de mármore como se o prédio inteiro lhes pertencesse e em muitos sentidos pertencia. No elevador executivo, Viktor apertou o botão do andar da presidência. — Hoje a gente fecha os últimos pontos internos — disse. Amanhã a gente senta com os advogados deles e enfia o contrato goela abaixo e até o final da semana a rede é nossa. Zayd assentiu, olhando os números do elevador subirem. — E depois a gente conta pro pai no almoço de domingo. Ele vai gostar. Viktor ficou em silêncio por um segundo,depois falou mais baixo. — Vai mesmo. As portas se abriram no último andar. O Império Robson os esperava e o trabalho como sempre não esperava por ninguém.Jadson desceu as escadas da mansão Kasley impecável. Terno preto, camisa aberta no primeiro botão, cabelo solto sobre os ombros. As mãos nos bolsos e cantarolando baixo quase sem melodia, mas o suficiente para qualquer um que o conhecesse sentir o perigo no ar. Bruno já estava na sala de jantar, sentado tomando café preto quando viu o sorriso no rosto do amigo, ergueu uma sobrancelha e largou a xícara. — Esse sorriso…murmurou. Esse sorriso é de quem fez merda. Jadson puxou a cadeira em frente e se sentou com a elegância de sempre. Pegou a xícara que a Ana já tinha deixado pronta. — O Marcelo ligou,disse que o filho está puto da vida e que vai nos investigar. Bruno ficou dois segundos em silêncio,depois explodiu numa gargalhada alta genuína jogando a cabeça para trás. — Eu sabia! Eu sabia que o menino não ia engolir calado. Três meses de trabalho apagados em algumas horas, o orgulho dele deve estar sangrando. Jadson bebeu um gole de café, o sorriso ainda no rosto.
Viktor entrou no escritório de Zayd como se tivesse acabado de engolir veneno. A porta bateu com força. O terno amassado, a gravata torta, o cabelo bagunçado. O rosto estava vermelho de pura raiva contida. Zayd ergueu os olhos do monitor e imediatamente sentiu o estômago gelar. Conhecia demais aquela expressão. — Viktor o que está acontecendo? Viktor jogou a pasta preta sobre a mesa,os papéis se espalharam como uma sentença. — Acabou. A rede de hospitais,alguém comprou. Zayd se levantou devagar, a voz já baixa e perigosa. — Quem? — Jadson Kasley. O nome ecoou no escritório como um tiro. Zayd ficou em silêncio por dois segundos depois a raiva veio quente e violenta, subindo pelo peito até a garganta. — Aquele filho da puta… Viktor passou a mão pelo rosto, ainda mais irritado. — Eu investiguei Zayd. Fui atrás de tudo,aquele homem não precisava daquela rede. Ele já tem hospitais, clínicas, laboratórios. É conhecido por ter de tudo, ele comprou só porque quis,só
Bruno entrou no escritório de Jadson como uma tempestade controlada. A porta do último andar do Império Kasley bateu com força contra a parede de madeira escura, o som ecoando pelo espaço amplo e silencioso. O carpete grosso abafou os passos seguintes, mas a energia que ele trazia era impossível de ignorar. Camisa preta arregaçada nos antebraços, gravata frouxa, cabelo um pouco bagunçado de tanto passar a mão sinal claro de que a investigação tinha sido pessoal. Jadson estava sentado atrás da mesa imensa, as luzes da cidade entrando pelas janelas do chão ao teto atrás dele. O monitor à frente mostrava relatórios financeiros, mas ele ergueu o olhar no mesmo instante em que Bruno cruzou a porta,não precisou de cumprimentos. — Você tem cara de quem encontrou algo podre disse Jadson a voz baixa quase preguiçosa. Bruno não respondeu de imediato,caminhou até a mesa e jogou a pasta preta fina sobre a madeira com um estrondo seco. O impacto fez o copo de whisky de Jadson tremer l
Zayd Robson acordou com o sol filtrando pelas cortinas pesadas do apartamento,o quarto ainda cheirava a perfume dela e a sexo da noite anterior. Letícia estava enroscada nele a cabeça apoiada no peito, uma perna jogada sobre a coxa dele, o cabelo bagunçado espalhado pela pele. Zayd ficou alguns segundos só observando,o jeito que ela respirava devagar,o lábio inferior um pouco inchado de tanto beijar,a mão dela ainda descansava sobre o peito dele como se, mesmo dormindo não quisesse soltar. Ele sorriu de canto e puxou-a um pouco mais para perto. O apartamento no último andar do edifício mais alto da avenida era o refúgio dos dois, dele e de Viktor. Tinham escolhido morar ali porque ficava a poucos minutos do escritório, dos restaurantes, da vida. A única condição que Marcelo impôs era clara,pelo menos uma vez por semana os dois voltavam para a mansão Robson. Almoço de domingo,jantar no meio da semana,nada negociável. Letícia se mexeu murmurando contra o peito dele. — Hmm… b
O cheiro de sangue e suor encharcado misturava-se ao ar denso do porão subterrâneo da mansão Kasley. As luzes fluorescentes piscavam de forma irregular, projetando sombras longas nas paredes de concreto úmido. Jadson Kasley estava sentado numa cadeira de couro preto, pernas cruzadas, terno impecável preto, claro, o cotovelo apoiado no joelho e o queixo descansando nos dedos. Parecia um homem que acabara de sair de uma reunião de conselho, não alguém que estava prestes a decidir se outro ser humano continuaria respirando. À sua frente ajoelhado e amarrado a uma cadeira de ferro, estava Ricardo “Rico” Mendes, 34 anos, ex-contador de confiança do Anjo Negro. O rosto estava inchado, o lábio inferior partido e uma linha fina de sangue escorria do canto da boca até o queixo. As mãos tremiam tanto que as cordas rangiam — Você… você não precisa fazer isso senhor gaguejou Rico a voz embargada. — Eu… eu posso devolver o dinheiro. Tudo com juros,eu juro por Deus. Jadson ergueu apenas um