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A mansão Carter era mais do que uma casa — era uma fortaleza de vidro e aço. Seguranças permaneciam espalhados pela propriedade, enquanto câmeras monitoravam cada movimento. Tudo era impecável, luxuoso e perfeitamente controlado.
Para Liam, no entanto, aquele lugar não passava de uma prisão dourada. Parado diante da janela do quarto, ele observava as luzes de Nova York brilharem à distância.
Do lado de fora, a cidade pulsava com vida. Pessoas caminhavam pelas ruas, carros cruzavam as avenidas e, em algum lugar naquela imensidão, existiam vidas que pertenciam apenas aos seus donos.
Liam queria uma delas. Queria liberdade.
Mas, dentro daquela mansão, o silêncio parecia engoli-lo pouco a pouco.
— Liam, seu pai quer vê-lo no escritório.
A voz fria do mordomo o arrancou de seus pensamentos. Liam respirou fundo antes de deixar o quarto. Desceu as escadas, e o som de seus sapatos ecoou pelo mármore impecável. Cada passo parecia aproximá-lo ainda mais de uma sentença que já conhecia de cor.
No escritório, Charles Carter, o patriarca da família, o esperava.
Era um homem imponente, de traços austeros e postura rígida. Sentado atrás da enorme mesa de madeira escura, segurava um copo de uísque enquanto observava o filho com um olhar que parecia julgá-lo antes mesmo de ele abrir a boca.
— Liam, é hora de parar de brincar de artista.
Charles tomou um gole da bebida.
— Você precisa começar a se preparar para assumir o Carter Group.
Liam engoliu em seco. Aquele discurso, ele já o tinha ouvido vezes demais.
— Eu já disse, pai. Não quero fazer parte do Carter Group. Eu quero...
— Basta!
Charles bateu o copo sobre a mesa. O som seco fez Liam se calar.
— Você é meu filho e, como tal, tem responsabilidades. Não pode simplesmente passar a vida desperdiçando seu potencial com pinturas.
Liam fechou as mãos cravandoas unhas na palma das mãos.
— Para você, tudo o que eu amo é um desperdício.
O olhar de Charles endureceu.
— A arte não vai sustentar o império que sua família construiu.
— Talvez eu não queira sustentar esse império.
Por alguns segundos, o escritório ficou em completo silêncio. Charles levantou-se lentamente.
— Esse não é o tipo de decisão que você pode tomar.
Liam sentiu o peito apertar.
— Então qual decisão é minha?
Charles não respondeu. Não precisava. A resposta estava estampada naquele olhar.
— Nenhuma.
Liam deixou o escritório antes que as lágrimas que lutava para conter aparecessem. Subiu para o quarto e fechou a porta.
Por alguns segundos, ficou parado. Então abriu o guarda-roupa, pegou uma mochila e começou a colocar algumas coisas dentro.
Ele sabia o que precisava fazer.
Precisava sair.
Nem que fosse apenas por algumas horas.
Precisava respirar.
....
Meia hora depois, Liam estava em uma pequena galeria de arte no centro da cidade.
Ali, longe do sobrenome Carter, ele podia ser apenas Liam.
Sob um pseudônimo, algumas de suas pinturas estavam expostas naquele espaço. O ambiente era simples, mas vibrava com criatividade. Quadros preenchiam as paredes, conversas baixas ecoavam pelo salão e uma música suave tocava ao fundo.
Liam sentiu os ombros relaxarem.
Ali, ninguém esperava que ele fosse o herdeiro perfeito.
Ninguém queria transformá-lo em um empresário. Ali, ele podia simplesmente existir.
Enquanto caminhava pelo local, seus olhos encontraram alguém parado diante de uma de suas obras. Era um jovem de aparência marcante.
Cabelos desgrenhados, braços cobertos por tatuagens, uma jaqueta de couro e botas gastas. Havia algo nele que destoava completamente daquele ambiente sofisticado.
E, estranhamente, Liam não conseguia parar de observá-lo. O rapaz parecia completamente concentrado na pintura.
— Interessante, não é?
O jovem virou-se.
Um sorriso curioso surgiu em seus lábios.
— É mais que interessante.
Ele voltou os olhos para a tela.
— É visceral.
Liam ficou em silêncio.
— Quem fez isso tem algo a dizer — continuou o rapaz.
As palavras atingiram Liam de uma maneira inesperada. Era raro alguém falar sobre seu trabalho daquela forma.
Sem julgamentos.
Sem mencionar dinheiro.
Sem perguntar quanto valia.
Apenas enxergando a pintura.
— E você? O que faz por aqui? — perguntou Liam, tentando parecer casual.
O rapaz deu de ombros.
— Passei por acaso. Não sou exatamente o tipo de pessoa que frequenta lugares como este.
Então voltou o olhar para Liam.
— E você? Parece deslocado também.
Liam soltou uma pequena risada.
— Talvez eu esteja.
O desconhecido estendeu a mão.
— Dante.
Liam hesitou por um instante antes de apertá-la.
— Liam.
O simples toque fez algo estranho percorrer seu corpo.
Uma sensação que não soube explicar.
Dante também pareceu notar alguma coisa, embora seu sorriso não revelasse o quê.
— Foi um prazer, Liam.
— O prazer foi meu.
Liam olhou discretamente para o relógio.
O tempo havia passado rápido demais.
Se demorasse muito, seus seguranças poderiam encontrá-lo. E ele não queria imaginar as consequências.
— Espero que a gente se veja de novo.
Dante sorriu de lado.
— Quem sabe.
Aquela resposta deveria ter sido insignificante.
Mas não foi.
Liam deixou a galeria às pressas.
Enquanto caminhava pelas ruas, percebeu que seu coração estava acelerado.
Não sabia se era por medo de ser descoberto ou por causa daquele estranho de olhos intrigantes.
Talvez fosse pelos dois.
---
Quando voltou à mansão, a atmosfera havia mudado.
A tensão pairava no ar.
Charles estava na sala de estar, esperando por ele.
Liam parou no último degrau.
— Espero que tenha aproveitado sua escapada — disse o pai, sem sequer levantar a voz. — Porque não haverá outra.
Liam não respondeu.
Apenas passou por ele e subiu novamente para o quarto. Assim que fechou a porta, encostou-se nela.
Seus olhos arderam.
Ele sabia que sua vida estava destinada a ser controlada.
Sabia que, mais cedo ou mais tarde, teria de enfrentar o futuro que seu pai havia escolhido para ele.
Mas naquela noite algo havia mudado.
Pela primeira vez em muito tempo, Liam sentira uma fagulha de liberdade.
Uma fagulha que não sabia onde o levaria.
E ela tinha um nome.
Dante.
Os dois se abraçaram, e então Dante se dirigiu à porta. Antes de sair, o pai o chamou. – Dante. Ele olhou para trás. – Estou orgulhoso de você, filho. Ver você lutar pelo que acredita me dá orgulho. Dante sorriu levemente. – Aprendi com o melhor, coroa. Ele saiu, murmurando que ia se despedir da mãe antes de partir. (Fim do flashback) De volta ao presente, Vanessa limpou uma lágrima que escorreu pelo rosto. Ela olhou para Dante, pálido e imóvel, e apertou sua mão com força. – Já te deixei ir uma vez... não vou te deixar ir de novo.Determinada, levantou-se e saiu do quarto. Caminhou até a recepção e chamou todos os médicos e enfermeiros envolvidos no caso de Dante. – Escutem bem – começou, sua voz firme e baixa. – Qualquer pessoa que vier aqui perguntar sobre o paciente Dante Navarro, vocês vão dizer que ele morreu. Uma d
No hospitalHoras se passaram, e Dante continuava imóvel. Vanessa estava sentada ao lado dele, segurando sua mão. Os sons rítmicos dos aparelhos preenchiam o silêncio do quarto, cada "bip" aumentando sua ansiedade e alimentando seu medo. "E se de repente esses sons pararem? E se ele não resistir?"Ela apertava a mão de Dante com mais força a cada pensamento sombrio que surgia, tentando afastar o pânico. Seus olhos marejados estavam fixos no rosto dele, tão diferente do Dante cheio de energia que ela conhecia.Então, um som mais alto vindo do monitor a fez sobressaltar. Não era um alarme, apenas uma mudança no ritmo dos sinais vitais, mas foi suficiente para fazê-la recordar de um momento do passado.(Flashback)Vanessa estava sentada na lateral de uma poltrona de couro preto. O escritório era amplo, com janelas enormes que deixavam a luz da manhã entrar, mas o ambiente parecia pesado.Na poltrona, um homem de presença imponente estava sentado. Era o pai de Dante, um homem que exalava
De volta ao presente...Liam estava em seu quarto, andando de um lado para o outro como um animal enjaulado. As janelas estavam trancadas, e havia um guarda na porta, além de dois do lado de fora. Seu pai havia reforçado a segurança, isolando-o completamente.Ele se jogou na cama, apertando os punhos, o peito subindo e descendo com respirações irregulares. Desde a chamada que recebera do hospital, ele não conseguia pensar em outra coisa. "Dante está ferido. E eu aqui, trancado como um inútil."As palavras frias de seu pai ecoaram em sua mente: "Você precisa aprender a ficar longe de pessoas que só trazem problemas."A raiva tomou conta de Liam. Ele se levantou, correndo até a porta e batendo com força.– ME DEIXEM SAIR! – ele gritou, socando a madeira.Os guardas não responderam.– Por favor! Eu só quero saber como ele está! – implorou, a voz quebrada pela angústia.Sem perceber, ele caiu de joelhos, as lágrimas escorrendo pelo rosto.– Me deixem sair... – sussurrou, encostando a test
As lembranças voltaram como um pesadelo. Dante não sabia ao certo quando a noite deu errado, mas a dor em seu corpo o fazia reviver cada momento como se ainda estivesse acontecendo.Tudo começou com os agiotas. Eles surgiram do nada, fechando o caminho de sua moto com um carro velho e barulhento.– Olha só quem encontramos! – gritou um deles, descendo do carro com um sorriso cruel.Dante parou a moto, mas manteve o motor ligado, tentando calcular suas chances de fuga.– Navarro, você acha que pode fugir pra sempre? – disse outro, puxando uma faca do bolso.– Eu disse que vou pagar! Só preciso de tempo! – Dante respondeu, firme, mas sua voz traiu o nervosismo.– Tempo? – O primeiro riu, aproximando-se. – O que você acha que é isso, um banco?Dante apertou o guidão da moto. "Preciso sair daqui. Só um momento de distração deles."Mas antes que pudesse agir, um dos homens o puxou pela jaqueta, derrubando-o da moto. Ele tentou resistir, chutando para afastar o agressor, mas logo foi cercad
Após se vestirem, Dante e Liam subiram na moto e saíram da floresta. O vento batia no rosto de Liam, mas ele não conseguia parar de sorrir. Quando chegaram à imponente mansão Carter, Dante estacionou a moto e os dois se despediram com um abraço. – Até mais, leãozinho – disse Dante, piscando para Liam antes de partir. Liam entrou na mansão, ainda sorrindo, mas seu humor mudou ao encontrar o pai sentado no sofá, com uma expressão séria e sombria. – Onde você estava? – perguntou o Sr. Carter, sua voz fria e cortante. – Isso não é da sua conta – respondeu Liam, subindo as escadas rapidamente. – Eu te avisei para ficar longe daquele rapaz, não avisei? – gritou o pai, fazendo Liam parar no meio da escada. Liam se virou, os olhos brilhando de fúria. – Eu não sou sua marionete! Não vou viver fazendo apenas o que você quer! – Eu sou o seu pai! – rebateu o Sr. Carter, levantando-se. – E eu sou um ser humano! Não sou mais uma criança, pai. Agora vou viver pelas minhas próprias escolhas.
Aviso de Conteúdo Adulto: Este capítulo contém cenas e temas que envolvem conteúdo adulto e podem não ser adequados para todas as idades. A leitura é recomendada para maiores de 18 anos ou para leitores que estejam confortáveis com este tipo de conteúdo. Por favor, continue por sua conta e risco. Alguns minutos depois... – E... eu~aaah... vou gozar! – Eu nem meti o meu pau ainda, e você já vai gozar? – brinca Dante, metendo os dedos cada vez mais forte e mais rápido. – Eu...não aguento mais! ~aaah... – Liam goza. – Õmm, és tão fofo... Olha para você agora, quem imaginaria que poderia fazer esse tipo de expressão? – Dante pensa, já sentindo seu desejo aumentar. – Ugh, eu não aguento mais... Eu vou meter. aah! – Geme Liam, sentindo dor e prazer. – Isso dói pra caralho! Parece que vai me rasgar. – Ah, mas eu nem meti a metade ainda. – Dante sorri, enquanto Liam vira tentando olhar. – Mas... que... – A cada momento que passa, suas expressões ficam mais impressionantes –







