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106 UM ESPAÇO COMPARTILHADO

Author: MARA VELUM
last update publish date: 2026-10-02 02:01:50

—Não sabia que agora você também tinha uma porteira —disse Alex quando Victoria abriu a porta.

Ela estava descalça, com o cabelo preso de qualquer jeito e uma xícara de café na mão. Acabara de acordar e não estava com disposição para ouvir provocações antes do café da manhã.

—E eu não sabia que você precisava marcar hora para visitar Darío. Bom d

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  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   106 UM ESPAÇO COMPARTILHADO

    —Não sabia que agora você também tinha uma porteira —disse Alex quando Victoria abriu a porta.Ela estava descalça, com o cabelo preso de qualquer jeito e uma xícara de café na mão. Acabara de acordar e não estava com disposição para ouvir provocações antes do café da manhã.—E eu não sabia que você precisava marcar hora para visitar Darío. Bom dia, papai.León demorou a responder. Seu olhar passou de Victoria para os livros de arquitetura empilhados sobre uma cadeira e, depois, para os sapatos femininos junto à entrada.—Bom dia, filha.Alex entrou atrás dele e voltou a olhar para os sapatos.—Você está morando aqui?—Não. Meus livros chegaram sozinhos e eu vim me assegurar de que não roubassem a cafeteira.Darío apareceu

  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   105 NOSSO

    A mala com a qual Victoria passara uma semana entrando e saindo do apartamento caiu sobre o tapete do closet. Ela parou diante dos armários abertos.Darío havia levado a bagagem até ali em vez de deixá-la ao lado do sofá, como nas outras noites. Victoria entendeu o motivo assim que viu o espaço que a esperava.Do lado esquerdo estavam os ternos de Darío, suas camisas escuras e uma fileira de sapatos que parecia nunca ter pisado em uma rua. Do lado direito não havia nada. Gavetas vazias, prateleiras limpas e mais de vinte cabides esperando por roupas.—O que você fez?Darío continuava apoiado no batente da porta, com a gravata frouxa e as mãos nos bolsos.—Abri espaço.—Isso eu já percebi. Por quê?—Porque quero que você more aqui enquanto terminamos a casa.Victoria se virou para ele.—E se

  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   104 AS CHAVES

    —Se isto acabar sendo outra reunião surpresa, juro que vou pedir o divórcio antes mesmo de nos casarmos.Victoria estava com os olhos cobertos por uma venda escura e os braços cruzados no banco do passageiro da caminhonete. Haviam deixado para trás as ruas de Andraka meia hora antes. Para piorar, seu telefone não parava de vibrar dentro da bolsa com mensagens de Nuria, exigindo decisões urgentes sobre uma infinidade de detalhes com os quais Victoria não se importava.Darío soltou uma gargalhada rouca, girando o volante com apenas uma das mãos para fazer uma curva na estrada de terra.—Que temperamento. Nem sequer assinamos a certidão e você já quer ficar com metade das minhas ações.—Suas ações, não. A cafeteira do seu apartamento, sim —retrucou ela, ajeitando-se no banco—. Além disso, minha mãe está há três dias me perseguindo com catálogos de arranjos de mesa. Se você me trouxe a um viveiro para me obrigar a escolher flores de surpresa, já vou avisando: vou saltar do carro em movime

  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   103 SEM DIREITO DE ESCAPAR

    Nuria estava há quinze minutos discutindo as sutis diferenças entre uma toalha de mesa branca de linho egípcio e outra de cor pérola, mas Victoria mal a escutava. Sua atenção estava fixa do outro lado das portas da biblioteca.Do lado de fora, nos jardins iluminados, Darío caminhava de um lado para o outro com o telefone encostado no ouvido, acertando os últimos detalhes do controle de danos na mídia. Dentro da casa, o conflito era bem diferente.Celeste digitava em seu laptop com uma pressa quase mecânica. Alex, sentado diante dela, do outro lado da escrivaninha de mogno, não tirava os olhos dela.Victoria reconhecia aquela atitude defensiva na postura tensa de Celeste. Ela e Darío quase haviam se destruído fazendo exatamente a mesma coisa: afastando-se antes de serem abandonados, erguendo muralhas de gelo e fingindo que o trabalho era a única coisa que importava.—Você está prestando atenção em mim, Victoria? —perguntou Nuria, franzindo a testa enquanto olhava seu tablet, incomodada

  • O TIO DO MEU EX: Minha melhor vingança   102

    Durante alguns segundos, ninguém disse nada. Até mesmo Darío manteve a caneta suspensa sobre o contrato. Celeste foi a primeira a romper o contato visual, ajeitou as lapelas do casaco, limpou a garganta e deu um passo para trás. Alex deixou os braços caírem ao lado do corpo, mas não tirou os olhos dela. Celeste sentiu o olhar de Alex mesmo depois de lhe dar as costas.—Peço desculpas pela interrupção —disse Celeste, recuperando seu tom profissional—. León, Nuria, meus parabéns pelo noivado de Victoria. Darío, preciso que termine esses anexos o mais rápido possível, o conselho em Londres não esperará nem mais um minuto.Darío soltou uma breve expiração, baixou o olhar e voltou a assinar as últimas folhas dos contratos. Victoria, sentada ao lado dele, dirigiu a Celeste um sorriso caloroso e compreensivo, sabendo perfeitamente como o ritmo operacional da Phoenix Capital podia ser estressante.Nuria, sempre disposta a preencher qualquer silêncio com sua energia inesgotável, pegou imediata

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    O almoço de domingo na mansão Armand sempre teve um ar de formalidade, mas naquela tarde o ambiente parecia diferente. O sol entrava pelas imensas janelas da sala de jantar, iluminando a longa mesa de mogno onde León, Nuria e Alex terminavam uma sobremesa de frutas vermelhas. As vozes estavam tranquilas e o eco dos talheres contra a porcelana marcava um ritmo lento, muito diferente do caos corporativo dos últimos dias.Victoria e Darío atravessaram a entrada de mãos dadas, não disseram uma única palavra, mas o enorme sorriso no rosto de Victoria iluminava o cômodo inteiro.—Chegaram tarde para a sobremesa —repreendeu-os Nuria sem muita seriedade, tomando um gole de sua taça de vinho branco, embora observasse o casal com evidente curiosidade materna.—Tínhamos assuntos importantes para resolver em casa —respondeu Darío, afastando uma das pesadas cadeiras para que Victoria se sentasse.Victoria não se sentou, deu um passo à frente, ergueu a mão esquerda e a apoiou suavemente sobre a mes

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