FAZER LOGINO garçom retirou os três pratos vazios da mesa. Darío soltou uma gargalhada alta, jogando a cabeça para trás, genuinamente divertido pela primeira vez em meses.
—Não acredito que você realmente teve coragem de dizer isso ao professor de física na frente da turma inteira —disse Darío, limpando a boca com o g
Victoria empurrou a porta da diretoria-geral sem bater e encontrou o irmão sentado atrás da mesa. Alex segurava um copo de tequila pela metade, com o olhar perdido na parede e uma expressão de derrota absoluta que preenchia todo o escritório.—Ele foi embora —disparou Victoria, fechando com força a porta atrás de si—. Não consegui alcançá-lo, o avião decolou justamente quando cheguei correndo à janela da sala de espera.Alex não se abalou, tomou um longo gole do copo, fazendo uma leve careta de dor quando o álcool tocou o lábio aberto pelos golpes de Emilio.—Eu avisei quando você me ligou no celular —respondeu ele, com a voz arrastada e carregada de ressentimento—. Disse claramente que já era tarde demais e você não quis ouvir. Darío não queria que você o detivesse, planejou tudo isso
—Fui completamente egoísta, peço que me perdoe —desabafou Darío, soltando de repente a alça da mala bem no meio da sala do apartamento que acabavam de alugar—. Sou um idiota.Celeste fechou a porta principal atrás de si, deixando suas próprias coisas de lado. Encarou-o, com a testa franzida e sem entender absolutamente nada.—Do que diabos você está falando, Darío? Acabamos de chegar, você nem sequer se sentou.—Estou falando de ter trazido você para Londres —respondeu ele, começando a andar de um lado para o outro pelo espaço, incapaz de ficar parado—. Fugi de Andraka como um covarde porque não suportava a ideia de ver Victoria se casando com aquele infeliz. Agi por puro impulso, movido pela raiva, e arrastei você comigo sem pensar em você por um único segundo.—Darío, acalme-se. Eu decid
A voz mecânica do alto-falante anunciou o embarque do voo 450 com destino a Londres.Darío Montenegro pegou sua mala e entrou diretamente na fila da primeira classe. Celeste parou logo atrás dele, de braços cruzados, observando-o em absoluto silêncio durante dois minutos antes de decidir falar.—Você continua verificando o celular a cada dois minutos —disse ela diretamente e sem nenhum filtro, percebendo a ansiedade contida em suas mãos.Darío bloqueou rapidamente a tela e guardou o aparelho no bolso do paletó.—Eu só estava esperando a confirmação do hotel em Londres. Já está resolvido.—Você é um péssimo mentiroso, Darío. Está há meia hora olhando para a tela preta, sei que ainda tem esperança de que Victoria atravesse aquela porta, faça um escândalo diante de todos e p
As ameaças de Emilio Vargas ecoaram por toda a cafeteria do hospital, mas não parei para ouvi-las, ignorei-as e virei as costas para as portas de vidro pelas quais os seguranças acabavam de retirar o arquiteto à força, caminhei diretamente até meu irmão.Alex estava encostado na parede ao lado da máquina de venda automática, respirava com dificuldade e seu terno estava arruinado.—Você está bem? —perguntei, aproximando-me rapidamente para examinar o forte golpe em sua maçã do rosto esquerda.—Sim, estou bem. Meu orgulho e minha raiva doem muito mais do que esta maldita cara —respondeu Alex, fazendo uma careta de dor ao tentar falar e cuspindo um pouco de sangue—. O que vamos fazer agora, Victoria? Vargas não estava brincando.—Que faça o que bem entender, não me importo com o dinheiro da construtora nem com os
Victoria recuou alguns passos, cobrindo a boca com as duas mãos. O impacto do golpe ainda ecoava nas paredes da cafeteria do hospital. Emilio Vargas estava caído de lado no chão, tossindo com força e apoiando uma das mãos sobre a mesa de plástico tombada para tentar se equilibrar, um fio de sangue escuro e muito espesso escorria pelo canto dos lábios, manchando a gola impecável de sua camisa branca sob medida.Alex não recuou um único milímetro de sua posição. Permaneceu completamente plantado no lugar, com os punhos cerrados ao lado do corpo, a respiração muito ofegante e o peito subindo e descendo, pronto para desferir outro golpe se o arquiteto ousasse se aproximar novamente.Emilio cuspiu um pouco de sangue no chão e ergueu o olhar para Alex. Seus olhos escuros, que normalmente demonstravam uma calma calculada, agora brilhavam com uma fúria enlouqu
O choro de Victoria inundou o silencioso quarto do hospital. Ela se agarrou à mão de León, escondendo o rosto contra a palma da mão dele e deixando escapar toda a pressão que a sufocava por dentro. Seu pai não a interrompeu em momento algum. Esperava pacientemente que os soluços da filha diminuíssem, acariciando-lhe os cabelos com a pouca força que tinha.Quando Victoria finalmente ergueu o rosto, estava com os olhos vermelhos e a respiração entrecortada.—Eu não o amo, papai —confessou ela, com a voz quebrada, mas cheia de uma verdade que já não conseguia continuar escondendo—. Ele me sufoca, estar com Emilio é como ter uma corda amarrada ao pescoço que aperta um pouco mais a cada dia.León franziu a testa, cerrando a mandíbula.—Então, por que diabos você aceitou esse anel, Victoria? Por que f







