INICIAR SESIÓN
"Você recebe R$500.000,00 mil reais por mês apenas para dormir comigo. O que mais você quer?"
Na quietude opressiva da sala, a voz de Daniel Craig era um fio de gelo, uniforme e desprovida de qualquer emoção. Ele se afundou no sofá com uma indiferença cortante, lançando a Alana Bratz um olhar de puro desdém.
A mente de Alana deu um estalo. O mundo ao seu redor pareceu perder a cor enquanto o peso daquelas palavras esmagava seu peito.
— Quinhentos mil ? — A voz dela era um sussurro trêmulo. Lágrimas quentes borravam sua visão enquanto ela tentava decifrar o olhar gélido do homem à sua frente. — Daniel, eu me casei com você. Eu não me vendi para você.
Para ele, o casamento era apenas uma transação de luxo? Qual era a diferença entre o que eles tinham e a prostituição, além de um pedaço de papel timbrado pelo cartório? Na cabeça de Daniel, ela era apenas uma mercadoria cara com data de validade.
Há apenas três horas, o mundo de Alana começou a ruir quando ela recebeu aquele vídeo de vigilância. As imagens eram nítidas: uma mulher elegante e sedutora batendo à porta da suíte presidencial de Daniel no Hotel Halls, no meio da madrugada. Ele abriu a porta sem hesitar. Ela só saiu de lá três horas depois.
Alana tentou, desesperadamente, inventar desculpas. Convenceu-se de que ele tinha necessidades, de que o ritmo intenso do casamento de dois anos — onde faziam amor todas as noites, exceto em seu período menstrual — justificava um deslize puramente carnal. Era o aniversário dele, afinal. Ela queria paz.
Ela passou a tarde moldando um bolo em pasta americana, decorando a casa com o mesmo entusiasmo dos últimos dois anos. Acreditava que Daniel era apenas um homem reservado, pouco afeito ao romantismo.
Até que a notícia estourou no seu celular.
Daniel não era incapaz de romance; ele apenas não o reservava para ela. Ele havia fechado o maior hotel de Acrópole para Mariela, a vice-presidente da empresa. Distribuiu bônus para milhares de funcionários apenas para vê-la sorrir. Presenteou-a com joias de sete dígitos sob os holofotes da mídia. E a gravata que ele usava agora? A mesma que Mariela havia ajustado em seu pescoço, carinhosamente, diante das câmeras.
— Daniel... — Alana começou, a voz falhando. — Por que você nunca me disse que a vice-presidente que viaja com você é uma mulher?
— Assuntos de trabalho não são da sua conta — ele respondeu, sem desviar os olhos do celular.
Ele tomou a sopa para ressaca que ela preparara com tanto zelo, ignorando as fotos da festa de Mariela que brilhavam na tela do celular de Alana. Nenhuma explicação. Nenhum remorso.
— Comemorar o aniversário de uma subordinada com joias de milhões agora faz parte do seu trabalho?
— Ela reuniu o que restava de sua coragem para questionar.
Daniel ergueu a sobrancelha, fixando nela um olhar profundo e insondável, vasto como um céu noturno que ameaçava engoli-la. Naquele silêncio pesado, Alana sentiu-se minúscula, uma peça descartável em um jogo que ela nunca soube que estava jogando.
O desprezo dele era uma barreira intransponível, mas o que ele disse a seguir faria o chão de Alana desaparecer por completo.
"Meus assuntos não são da sua conta. Vá arrumar minhas malas, tenho uma viagem de negócios."
A ordem de Daniel foi seca, um muro intransponível. Ele não apenas se recusava a explicar por que transformou outra mulher no assunto mais comentado da noite; ele sequer concedia a Alana o direito de questionar.
Mas, pela primeira vez em dois anos, a paciência dela se estilhaçou.
— Somos marido e mulher, Daniel! Por que eu não posso intervir? — Alana disparou, a voz subindo de tom. — Aquelas joias de milhões de dólares fazem parte do nosso patrimônio. Eu tenho todo o direito de saber cada centavo que você gasta com ela!
Daniel levantou-se subitamente. Sua presença, marcada por traços aristocráticos e uma aura de gelo, pareceu diminuir o oxigênio do ambiente.
— Se eu gasto milhões com ela, por que precisaria da sua permissão? — Ele se aproximou, o olhar cortante. — Quando sua família lucrou centenas de milhões através de mim, você não pareceu tão preocupada com a transparência das contas.
Alana recuou um passo, atingida. Ela sabia que sua família havia buscado socorro financeiro em Daniel após o casamento, mas o que isso tinha a ver com o respeito entre um casal?
— É diferente! — protestou ela. — Como ela pode se comparar a mim? Eu sou sua esposa!
— Você não chega aos pés dela. — O desprezo na voz de Daniel foi como uma lâmina que atravessa o peito e gira. — Alguns milhões são apenas uma fração do que Mariela gera para esta empresa. Como você ousa achar que pode se comparar?
O coração de Alana sangrou. Onde estava o homem que, entre lençóis, sussurrava palavras que ela acreditava serem de amor? Diante dela estava apenas um estranho nobre e cruel.
— Se ela é tão maravilhosa, por que não se casou com ela? — As lágrimas finalmente transbordaram, embaçando a visão do rosto que ela amou à primeira vista desde a infância. — Você não se casou comigo porque... porque gostava de mim?
Daniel soltou uma risada curta e amarga, como se a pergunta fosse o cúmulo do absurdo. Ele terminou de beber a sopa para ressaca com um gole indiferente e caminhou em direção às escadas.
— Se você não gosta de mim, então vamos nos divorciar! — O grito de Alana ecoou pela casa, parando Daniel no primeiro degrau.
Ele se virou, a expressão agora carregada de uma advertência sombria.
— Você deveria ser grata pela mesada de R$500.000,00 mil reias, que recebe por mês para dormir comigo. Acha mesmo que pode voltar a ser a mocinha mimada da sua família se sair por aquela porta? Alana, não seja ingênua. Seja esperta.
— Eu tenho mãos, pés e uma carreira que abandonei por você! Posso viver muito bem sem o seu dinheiro — ela devolveu, secando as lágrimas com as costas da mão.
Num impulso de dignidade ferida, Alana subiu as escadas antes dele. Ignorando o olhar pesado de Daniel, ela arrancou uma mala branca do armário e começou a jogar suas roupas dentro, com movimentos bruscos e decididos
Mariela sentiu, inconscientemente, um ligeiro desconforto."Aconteceu alguma coisa com Marília?"Alana sussurrou: "Não desligue ainda", e então olhou para Mariela."Se Marília não quiser te ver, você ainda assim a verá?"O corpo de Mariela tremia, e seu rosto ficava cada vez mais pálido e fraco.Ela havia considerado muitas possibilidades, como Marília correndo em sua direção como uma louca e lhe dando dois tapas quando se encontrassem.Ou talvez Marília fique desapontada com ela e se recuse a falar com ela...Espere um minuto, mas ela nunca imaginou que Marília nem sequer a veria!Marília não queria se encontrar, mas Daniel ainda poderia marcar um encontro se ela quisesse.Mas ela hesitou..."Volte a falar comigo depois de ter pensado melhor sobre isso."Alana estava prestes a desligar, então pediu que lhe desse mais tempo para pensar a respeito.Mariela imediatamente colocou a mão na borda da mesa, que estava pendurada ao seu lado. "Eu vejo! Por favor, peça para ele arrumar para mim
O "curtir" de Daniel significa que ele reconheceu a notícia.Como Suzi havia previsto, a captura de tela da notícia que ele havia curtido rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados.A conta pública de Alana foi inundada de comentários, com muitos internautas pedindo que ela respondesse.O telefone dela não parava de tocar, então ela simplesmente desligou todas as notificações e concentrou toda a sua atenção no trabalho.Suzi ficou em casa e não saiu, enquanto ela e Edgar saíram para trabalhar.Dentro da loja, o jeito como Wane e os outros a olhavam mudou.O ponto crucial é que nenhum deles fofocou; eles apenas a olharam com sorrisos cúmplices."Srta. Alana, devo agendar menos viagens de negócios no futuro?"A única ligação entre a vida amorosa de Alana e seu trabalho é se Daniel permitirá que ela faça viagens a negócios.Wane precisa resolver isso para evitar erros mais tarde.“Não precisa, organize como quiser.” Alana entendeu o que ele queria dizer e acrescentou: “Essa no
"Então você deve estar doente!" disse Suzi sem hesitar. "Em plena juventude, você não aceitaria uma mulher que lhe fosse dada de graça?"Edgar ficou atônito, sem conseguir encontrar uma única palavra para respondê-la por um longo tempo.Suzi estava em vantagem naquele momento e se sentia satisfeita consigo mesma. "A propósito, você já teve algum relacionamento na vida?""Não se meta na minha vida!" disse Edgar, irritado."Você está com raiva porque está envergonhada? Você nunca teve um relacionamento antes?" Suzi sorriu. "Pirralho, você já teve uma queda por alguém?"Edgar enrijeceu o pescoço: "Claro que eu... fiz isso!"Suzi ficou interessada. "Colega de classe ou de trabalho? Você está se saindo muito bem agora. Essa pessoa ainda está por aí?""Você nem o conhece." Edgar sentiu-se inexplicavelmente desconfortável."Você vai me conhecer melhor quando me contar, não é?" Suzi se inclinou para mais perto, parecendo preocupada. "Ela é bonita? Talvez você possa me apresentá-la algum dia?"
"Então você deve estar doente!" disse Suzi sem hesitar. "Em plena juventude, você não aceitaria uma mulher que lhe fosse dada de graça?"Henrique ficou atônito, sem conseguir encontrar uma única palavra para respondê-la por um longo tempo.Suzi estava em vantagem naquele momento e se sentia satisfeita consigo mesma. "A propósito, você já teve algum relacionamento na vida?""Não se meta na minha vida!" disse Henrique, irritado."Você está com raiva porque está envergonhada? Você nunca teve um relacionamento antes?" Suzi sorriu. "Pirralho, você já teve uma queda por alguém?"Henrique enrijeceu o pescoço: "Claro que eu... fiz isso!"Suzi ficou interessada. "Colega de classe ou de trabalho? Você está se saindo muito bem agora. Essa pessoa ainda está por aí?""Você nem o conhece." Henrique sentiu-se inexplicavelmente desconfortável."Você vai me conhecer melhor quando me contar, não é?" Suzi se inclinou para mais perto, parecendo preocupada. "Ela é bonita? Talvez você possa me apresentá-la
Alana não caiu na armadilha dele de testá-la."Você pode me emprestar um carro e eu mesmo volto dirigindo."A mão dela está quase totalmente recuperada e ela já pode dirigir.A mão de Daniel, com as veias claramente visíveis, repousava no corrimão da escada, encostada nele, olhando diretamente para ela.Alana contornou-o e desceu as escadas.Pensei que tinha escapado da ambiguidade e do constrangimento causados por aquela investigação.Para surpresa de todos, a sala de estar estava vazia; Henrique e Suzi não estavam em lugar nenhum.Daniel desceu lentamente por trás e parou nos dois degraus.Ele parecia completamente indiferente, parado ali casualmente com as mãos nos bolsos.O olhar dele fez Alana se sentir desconfortável mais uma vez.Alana pegou o celular e ligou para Henrique e Suzi, discando qualquer número que encontrasse.A chamada foi interrompida dois segundos após ser discada.A mesma coisa aconteceu quando eles atropelaram outra pessoa.O tom incessante do celular ressoava
Com a gaze amarrada atrás das costas, Alana agachou-se, ficando de frente para os ombros largos e a cintura fina do homem. Nas áreas não cobertas por gaze, havia grandes áreas de hematomas e inchaço. As pontas dos dedos frias dela percorreram suas costas bem definidas, e seus músculos se tensionaram instantaneamente. Daniel prendeu a respiração por um instante, suas mãos, que estavam ao lado do corpo, se fecharam com força, e seu olhar se tornou extremamente profundo. Alana desatou o nó, levantou-se, envolveu-o com os braços e desfez o embrulho, camada por camada. A respiração dela fez cócegas na nuca dele, e ele se endireitou ainda mais na cadeira. Não era por causa da dor da ferida nas minhas costas, mas sim porque meu corpo estava se tensionando involuntariamente e um fogo caótico estava se acumulando gradualmente na parte inferior do meu abdômen. Ao ver os ferimentos por toda a extensão de suas costas, Alana engasgou em choque. Duas cicatrizes feias percorriam toda







