تسجيل الدخولSimone ainda não tinha decidido se a cena que encontrara ao chegar em casa fora absurda ou simplesmente constrangedora.Provavelmente as duas coisas.No primeiro instante, ao abrir a porta e encontrar Daniel no sofá com a calça molhada e Melissa inclinada sobre ele, passando um guardanapo perigosamente perto de sua virilha, ficara em choque.Depois se lembrara de quem era sua mãe.Melissa agia como se fosse uma mulher solteira havia anos. Seu pai continuava muito vivo, mas isso nunca parecera impedir a esposa de flertar sempre que algum homem interessante cruzava seu caminho. E, quando o homem em questão era jovem e bonito, a transformação era ainda pior.Virava uma loba.Daniel, por outro lado, parecera completamente apavorado.E aquela fora a parte engraçada.Simone tentou se controlar enquanto deixava a bolsa sobre a poltrona, mas a lembrança da expressão dele quando Melissa tentava limpar o chá de sua calça fez seus lábios
Daniel afastou a mão de Melissa mais uma vez no exato momento em que a porta do apartamento se abriu.Simone entrou.Por alguns segundos, ele teve a impressão de que o tempo havia parado apenas para castigá-lo.Melissa estava sentada ao lado dele no sofá, inclinada em sua direção, com um guardanapo na mão. Daniel tinha uma enorme mancha de chá na parte superior da calça e segurava o pulso dela numa tentativa desesperada de impedir que continuasse esfregando justamente o lugar onde ninguém gostaria de ser surpreendido pela mulher que pretendia conquistar.Simone fechou a porta devagar.Seu olhar desceu até a mão da mãe e depois para a calça dele.“Posso saber o que está acontecendo?”Daniel soltou Melissa imediatamente e se levantou.“Não é nada do que parece.”“Não se
Melissa continuou olhando para Daniel como se sua presença diante daquela porta fosse a coisa mais interessante que lhe acontecera durante todo o dia.“Daniel?”“Senhora Whitmore.”“Que surpresa.” Ela apoiou uma das mãos na porta. “O que está fazendo aqui?”A pergunta era perfeitamente razoável.O problema era que Daniel não preparara uma resposta para ela. Passara todo o caminho pensando no que diria a Simone e, estupidamente, não considerara a possibilidade de encontrar outra pessoa.“Vim buscar um documento.”Melissa arqueou uma sobrancelha.“Um documento?”“Sim.”“Que documento?”Daniel abriu a boca.Precisava aprender a mentir melhor.“Um documento que Simone ficou de me entregar.”“Entendo.”Ela claramente nã
Daniel dormira muito pouco.Na verdade, não tinha certeza se chegara a dormir de verdade em algum momento. Passara boa parte da noite deitado, olhando para o teto do apartamento e revivendo a conversa com Simone.Principalmente as coisas que ele próprio dissera.“Quem é o pai?”Daniel fechou os olhos enquanto esperava o elevador.Que pergunta idiota.Pior ainda tinha sido perguntar se ela tinha certeza.Se pudesse voltar no tempo, provavelmente daria um soco em si mesmo antes que abrisse a boca.Simone não era uma mulher com quem ele tivesse um relacionamento estabelecido. Os dois sequer haviam definido o que existia entre eles. Tinham passado uma noite juntos, se afastado, se aproximado novamente e passado semanas fingindo que a atração entre eles não era tão evidente quanto realmente era.Mesmo assim, ele a conhecia o suficiente para saber que a pergun
Eleanor entrou na mansão ainda com a sensação desagradável de que deveria olhar por cima do ombro.As crianças, ao contrário, pareciam ter superado rapidamente a saída inesperada do shopping. A maior preocupação de Tomas continuava sendo o balão do Sonic que a avó prometera comprar e não comprara. Sofia reclamava que nem terminara o sorvete, enquanto Theo tentava explicar que seu joelho precisava de um curativo, embora a pequena marca da queda mal pudesse ser vista.“Vamos subir”, disse a governanta, conduzindo os três em direção à escada.“Eu não quero banho”, Tomas avisou.“Nem eu”, Theo concordou.“Eu quero”, Sofia declarou, apenas para contrariar os irmãos.A governanta suspirou e chamou outra funcionária que passava pelo hall.“Pode me ajudar com
Eleanor estava começando a compreender por que Natasha parecia permanentemente cansada.Cuidar de três crianças ao mesmo tempo exigia uma habilidade que ela definitivamente não possuía.Mesmo contando com a governanta e dois seguranças, aquela simples ida ao shopping já havia se transformado em uma pequena operação. Theo queria entrar em todas as lojas que tivessem brinquedos na vitrine, Sofia parava diante de qualquer coisa cor-de-rosa e Tomas fazia perguntas sobre absolutamente tudo.Ainda assim, Eleanor estava adorando.Os seguranças mantinham uma distância razoável. Ela mesma pedira que não ficassem grudados nas crianças. Não queria assustá-las nem transformar um passeio comum em uma operação militar. Bastava que permanecessem atentos.Depois de comprar algumas roupas que Natasha provavelmente diria que as crianças






