แชร์

5. HISTÓRIA DE JULIETA

ผู้เขียน: Bris
last update วันที่เผยแพร่: 2025-09-24 15:29:56

O ar denso e úmido da favela filtrava-se pelas janelas quebradas daquela precária habitação. Eu, com o cabelo negro ensanguentado, me arrastava pelo chão de cimento rachado, deixando atrás de mim um rastro carmesim. Meus olhos, que normalmente brilhavam com um tom âmbar sobrenatural, estavam nublados pela dor e pelas lágrimas. Álvaro permanecia de pé. Em sua mão direita segurava um frasco de veneno, enquanto com a esquerda tinha um embrulho.  

— Álvaro, deixa que eu leve a menina, por favor! —suplicava, tentando conter a hemorragia com uma mão trêmula.  

— Você não vai levá-la! —rugiu ele, com raiva e terror—. Quero que você se vá, você é um monstro! Me enganou todos esses anos!  

Tentei me levantar, mas minhas pernas cederam. O cheiro de sangue impregnava o ambiente, fazendo com que meus sentidos lupinos se agudizassem dolorosamente.  

— Amor, você é minha metade! —gemia, enquanto minhas unhas começavam a se alongar involuntariamente contra o chão—. Eu te amo, mais do que a ninguém neste mundo! Por favor, não seja assim!  

— Você me enganou! —a voz de Álvaro se quebrou, revelando a dor profunda por trás da sua ira—. Fez-me me apaixonar por você, sem me dizer o que você é! Um monstro! Saia! Vou avisar os caçadores!  

Os últimos raios de sol se refletiam nas lágrimas que corriam pelas minhas bochechas, enquanto o som distante das crianças brincando na favela criava um contraste brutal com a cena de horror que se desenrolava naquela pequena casa.  

— A menina, ela é igual a mim, amor —disse com a pouca força que me restava, tentando que me entregasse minha filhinha—. Deixe que eu a leve, por favor. Ela não pode viver entre os humanos.  

— Você não levará minha filha a lugar nenhum! Ela viverá como uma humana; nunca vou dizer a ela que é um monstro como você —gritou Álvaro sem saber o que dizia. Estava claro para mim que ele não sabia nada sobre os licantropos.  

— Onde está? Onde você a escondeu? —perguntei desesperada, vendo como ele recuava—. É minha filha! Me dá ela!  

 Álvaro colocou as mãos na cabeça, cheio de fúria e medo. Eu podiam sentir, esse terror tão humano que o paralisava e o tornava mais irracional a cada palavra que pronunciava. Ele dava passos desajeitados para trás, tentando manter distância de mim. Eu não lhe faria mal, mas estava fraca devido ao parto e ao veneno que ele me fez ingerir.  

— Basta, Vera! Não se aproxime! —exclamou, quase gritando. — Não vou te dizer! Saia, é meu último aviso! —gritou, parado na porta—. Vou sair! Quando voltar, não quero te ver aqui, ou juro que te matarei com minhas próprias mãos.  

 Vejo-o sair batendo a porta. Me movo com dificuldade. Estou muito fraca pelo veneno letal que me fez engolir. Tentei me pôr de pé, mas caí novamente no chão.  

— Meu bebê, meu filhinha. Onde estará? —murmuro entre soluços.  

O barulho da porta se abrindo faz com que eu olhe nessa direção. Um homem bonito está parado ali. Ao me ver, corre para o meu lado.  

— Vera, irmã! O que aconteceu? Desculpe ter chegado tão tarde! —diz, enquanto me levanta do chão e me coloca em uma cadeira.  

— Fabio, irmão, obrigado por vir —digo, respirando aliviada com minhas últimas forças—. Precisamos ir agora. Você tem que me carregar, não tenho forças.  

— O que aconteceu? Por que você está assim? O que você tem? E o bebê? —me enche de perguntas Fabio, olhando ao redor.  

Sei que não podemos nos demorar; as ameaças de Álvaro eram sérias. Nesta área há muitos caçadores de lobos que estariam felizes em nos pegar. Seus olhos, tão parecidos com os meus, brilham sob a luz tênue do crepúsculo filtrada pelas janelas. Está evidente que está desesperado, mas não permite que o pânico o domine.  

— Vera —diz, apertando suavemente minhas mãos—, me diga agora, o que Álvaro fez? Onde está o bebê?  

Meus lábios tremem enquanto tento falar. A fraqueza me consome e sinto minha voz se quebrar a cada palavra. Quase não consigo me manter acordada.  

— Fabio, ele a escondeu... —paro, uma punhalada atravessa meu peito—. Ele a escondeu porque sabe que ela é como nós. Não quer aceitar. Ele me deu veneno, tentou me matar... Irmão, não temos tempo a perder. No caminho, te conto tudo. Vamos embora agora, por favor.  

Fabio reprime um gruñido. Sua mandíbula se tensa e seus olhos brilham com ira. Embora sempre tenha sido o mais sereno da família, agora posso ver o lobo nele, espreitando sob a superfície e pronto para sair.  

— Não devia ter esperado tanto —diz, enquanto se levanta e começa a examinar rapidamente a casa—. Vou buscá-la, Vera. Não importa onde a tenha escondido, eu vou encontrá-la. Mas primeiro preciso tirar você daqui.  

— Fabio, escute —digo, esforçando-me para ficar acordada—. Álvaro disse que voltaria. Se nos encontrar aqui, ele fará algo, tenho certeza. Há muitos rogues nesta favela. Além disso, você precisa me levar à bruxa da matilha, estou muito mal.  

Fabio assente e se aproxima de mim novamente, inclinando-se para me pegar nos braços. Embora eu saiba que sou um fardo, sua força sobrenatural mal parece notar meu peso. Ele me levanta com facilidade, protegendo-me como se eu fosse uma criança ferida.  

— Não se preocupe, irmã —diz calmamente—. Não vou permitir que ele te faça mais mal. Venha, tenho o carro lá fora. Quer que eu pegue algo?  

— Só aquela mala, com as coisas do bebê. —E lhe indico a bolsa, jogada em um canto.  

FABIO:

Coletou a bolsa e corre para pegar a minha irmã Vera, justo a tempo para que ela não caia no chão ao perder a consciência. Saio com ela e vou direto para minha matilha. Ao chegar, a levo à bruxa, que a examina. Ela sai com o rosto muito preocupado.  

— Fabio, sua irmã foi envenenada. Não foi tão grave; se não fosse pelo fato de que ela acaba de ter seu filhotinho —me explica com a expressão carregada—. Fiz tudo o que pude, agora só nos resta esperar.  

— Obrigado, Graciela —digo pensativo, sentindo a culpa por não ter chegado na noite passada como ela me pediu.  

— Você não precisa se preocupar com isso —responde a bruxa—. E o filhote, onde está?  

— Não sei. Vera me ligou na noite passada, que fosse urgente, que estava em trabalho de parto, mas só hoje consegui chegar e a encontrei nesse estado —explico, querendo sair com urgência—. Ela não me disse onde estava o bebê, nem o que havia acontecido. Nem sabia que estava morando na cidade. Acho que o humano o levou.  

— Ela saiu há alguns meses, dizendo que ia trabalhar na cidade. Ninguém sabia para onde —me informa a bruxa, semicerrando os olhos—. Não voltou a ter contato com ninguém. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para salvá-la. Você deveria encontrar um rastreador para ver se conseguem achar o filhote. Lembre-se de que seu poder é muito valorizado pelos vampiros.  

— Sim, farei isso —digo, afirmo—. A deixo em suas mãos, Graciela. Muito obrigado por tudo.  

 Volto para o quartinho onde peguei minha irmã, apenas para encontrar que tudo foi consumido pelas chamas. Olho desalentado para todos. Tentam descobrir se minha irmã estava relacionada com alguém, mas ninguém consegue me dizer nada. Volto triste para a matilha. Minha irmã continua igual e o filhote..., está perdido.  

อ่านหนังสือเล่มนี้ต่อได้ฟรี
สแกนรหัสเพื่อดาวน์โหลดแอป

บทล่าสุด

  • PROIBO-TE DE ÑAO ME AMARES LOBA   EPÍLOGO: UMA AUSÊNCIA TÃO PRESENTE

    JACKING: Tudo havia terminado, nós conseguimos. Olhei ao redor, observando os rostos felizes de todos os membros da minha alcateia. Pareciam respirar uma alegria que trazia calor à vida restaurada. As florestas se enchiam de um sussurro sutil. A alcateia La Maat Ra se erguia novamente radiante em meio ao nosso território. No entanto, eu, seu Alfa Supremo, permanecia ancorado no mesmo ponto onde havia realizado o impossível. Minha figura, majestosa e imponente como sempre, agora parecia mais pesada. O bastão celestial que havia absorvido os poderes dos deuses ainda brilhava tenuemente na minha mão direita, mas para mim já não era mais do que um lembrete constante do que havia perdido. Meus olhos percorriam o horizonte, mas o que eu buscava não estava à vista. A luz e o calor do sol não chegavam a tocar minha alma ferida. Embora a vida se manifestasse em todo seu esplendo

  • PROIBO-TE DE ÑAO ME AMARES LOBA   358. TUDO COMO DEVERIA SER

    NARRADOR:Eles obedecem instantaneamente, repetindo todos o feitiço que lhes transmite por meio do vínculo seu Alfa Supremo. Os antigos os cercam e enterram seus bastões no chão, que se ilumina criando um símbolo ancestral. Formam um círculo ao redor do Alfa Supremo e colocam suas mãos em seu corpo.O Alfa Supremo se conecta com o vínculo de todos os integrantes da matilha. Levanta sua potente voz acima do ruído ensurdecedor que os cerca.— Eu, o Alfa Supremo, me ajoelho diante de todos os deuses do universo! — Peço perdão por todos os nossos erros! — Rogo que me concedam o poder para unir o tempo! — Há muitas vidas inocentes a serem salvas! — Deuses de todos os deuses, ouçam meu apelo!Levanta seu bastão ao céu, absorvendo a energia do raio e o enterra com todas as suas for&cc

  • PROIBO-TE DE ÑAO ME AMARES LOBA   357. COLOCANDO TUDO NO SEU LUGAR

    NARRADOR:O ar começa a soprar forte, formando assobios agudos com seu toque. O céu se enche de luzes coloridas que giram a uma velocidade supersônica. Bombas de energia percorrem tudo ao seu redor. A atmosfera começa a se carregar de eletricidade.Um forte impulso os levanta a todos e os transporta para o centro da matilha La Maat Ra. Eles se olham; o Alfa Supremo observa ao seu redor, sabe que precisa dominar os elementos. Olha para sua Lua, que compreende e acena com a cabeça, e se conecta no vínculo mais profundo com Amet, Horácio, Bennu e todas as suas metades.—¡Irmãos! —os chama acima de todo o barulho—. Precisamos de todo o seu poder para realizar a viagem no tempo agora!Todos os integrantes da matilha formam um círculo ao redor dos Alfas Supremos, colocam a mão direita no ombro da pessoa à sua frente, conectando-se entre eles. Os da frente colocam

  • PROIBO-TE DE ÑAO ME AMARES LOBA   356. O RENASCER

    NARRADOR:A deusa Ísis se irrita ao perceber de repente tudo o que fizeram sofrer à sua reencarnação vital e sua metade com Isfet. Compreende tudo em um instante, gira-se furiosa para Rá e lhe lança um poderoso raio de energia como advertência às deusas, que retrocedem, colocando-se atrás de Rá, que se engrandece e inclina a cabeça diante de Ísis, dando a entender que ninguém voltará a interferir com eles. A deusa Ísis se vira satisfeita, toma o Ba de Ísis e desce em um mergulho até parar exatamente sobre o corpo inerte da humana Ísis.Ela a preenche com energia, fazendo-a levitar em seu encontro, entrando nela e levando o Ba consigo. Todos estão atentos, observando como a humana Ísis ainda não reage. Isfet continua lutando para se libertar dos lobos sombras; todos os lobos da matilha aparecem, a cercam e, de suas frentes, desp

  • PROIBO-TE DE ÑAO ME AMARES LOBA   355. CONTINUAÇÃO DA CERIMÔNIA

    NARRAÇÃO:Todos os irmãos de Ísis, junto com seus pais que permaneceram ao lado em silêncio, começam a chorar ao sentir a morte de Ísis e a implorar em suas mentes à deusa Ísis que a salve. Agora, os Adjule, seguidos pelas sombras de todos os bruxos e feiticeiros de luz, começam a emitir um grito, movendo suas línguas rapidamente. Anúbis se aproxima de Ísis e lhe abre a boca. Todos podem observar como o Ba do ente começa a sair pela boca aberta de Ísis, se une ao Ka da rainha e se introduz novamente em seu cadáver. Anúbis fecha imediatamente os orifícios, ajudado por Upuaut.A deusa Ísis começa a conjurar, buscando o Ba da humana Ísis, mas não o encontra. Gira sobre si mesma, convoca seu poder divino, e a deusa Yat lança uma potente descarga de energia vital sobre Ísis, que continua sem reagir. A deusa Ísis se engrandece no céu, buscando o Ba da humana, mas não consegue encontrá-lo. Todos a observam desesperados. Jacking se transforma em Alfa Supremo e também lhe lança uma descarga de

  • PROIBO-TE DE ÑAO ME AMARES LOBA   354. CONTINUAÇÃO DA GRANDE CERIMÔNIA

    NARRADOR:A aldeia está pronta. Em uma grande mesa no centro, têm Ísis deitada inconsciente e o cadáver da rainha Tiy. O avô se transforma em Upuaut, Amet em Sobek, Netfis assume sua forma divina e todos os presentes a imitam. Eles se ajoelham, levantam as mãos e começam a convocar Anúbis e todos os deuses que os acompanharão.Ó grande Anúbis, te invocamos para que faças ato de presença hoje perante teus humildes servos.Eu, Upuaut.Eu, Sobek.Pelo poder de tudo o que perdura.Pela força divina do universo.Pelo poder de tudo o que é conhecido.Te imploramos, venha fazer ato de presença para render respeito.Eu, Upuaut.Eu, Sobek.Te chamo pelo amor que tens ao grande Osíris.Pela força da primeira palavra.Pelo amor aos filhos do grande Osíris.Ó grande Anúbis, ouça nosso clamor.Eu, Upuaut.Eu, Sobek.Te invocamos pela infinita duração do tempo.Por todo o imenso espaço terreno.Pelos quatro deuses que sustentam o universo.Ó grande Anúbis, ouça nosso clamor.Te invocamos.Eu, Upuau

บทอื่นๆ
สำรวจและอ่านนวนิยายดีๆ ได้ฟรี
เข้าถึงนวนิยายดีๆ จำนวนมากได้ฟรีบนแอป GoodNovel ดาวน์โหลดหนังสือที่คุณชอบและอ่านได้ทุกที่ทุกเวลา
อ่านหนังสือฟรีบนแอป
สแกนรหัสเพื่ออ่านบนแอป
DMCA.com Protection Status