เข้าสู่ระบบMadame Samovar me entregou um par de luvas:— Espero que tenha feito um curso sobre como lavar louça. — Ela suspirou. — Comece pelas panelas.— Não seria melhor começar pelos pratos? — sugeri.— Por quê?— Porque, se a pilha cair, as panelas terão mais chances de sobreviver. Estou fazendo uma análise de risco.Madame Samovar cruzou os braços:— Paige...— Está bem... eu lavo. Mas quero que fique registrado que isso fere todas as convenções internacionais sobre o tratamento digno de prisioneiros.Peguei a primeira panela e a mergulhei na água:— Esta coisa serviu comida ou foi usada para cozinhar cimento?— Foi usada para fazer risoto — respondeu Madame Samovar.— Alessandro mandou preparar um banquete só para jogar tudo fora e me obrigar a limpar as
— Onze — respondeu, abaixando a cabeça. — Onze pessoas.— Isso é impossível! Existe louça para, no mínimo, quinhentas pessoas muito famintas e sem qualquer respeito por quem fica na cozinha.— Não veio nenhum convidado — uma das cozinheiras murmurou, bem perto de mim. — É louça que o senhor Alessandro mandou sujar de propósito.Madame Samovar suspirou:— Suas fofoqueiras.— Não podemos mentir — disse a outra. — A senhora Paige é a presidente do sindicato.Sorri, feliz:— Vocês já me escolheram? — perguntei, emocionada.— Sim — respondeu, alegre. — Fizemos uma votação, e a senhora ganhou com noventa e nove por cento dos votos.Arqueei uma sobrancelha, curiosa:— Quem ficou com o um por cento restante?&mda
Depois da partida de Lisandro, Alessandro se tornou um ser inalcançável. A primeira coisa que fez, depois de exigir que eu dirigisse um Lexus, foi me mandar de volta para o quarto de empregada.Mal consegui aproveitar o nosso quarto de casal. Ainda bem que tomei um banho digno na noite do nosso quase sexo e usei produtos de qualidade no corpo. Ou melhor, simplesmente produtos, já que na minha cela não existia produto algum.Dormi numa cama confortável por oito horas. Tive travesseiros macios, lençóis egípcios e ar-condicionado. Agora estava de volta à cama minúscula e desconfortável, com um banheiro tão apertado que eu conseguia escovar os dentes, tomar banho e usar o vaso sanitário sem sair do mesmo lugar.Eu me sentia como uma plebeia que passou uma noite no palácio, experimentou a vida da realeza e, na manhã seguinte, foi devolvida ao quartinho dos fundos
Olhei para o volante e depois para os pedais sob meus pés.— Eu... não sei dirigir — confessei com a voz quase inaudível.— Ligue a porra do carro! — gritou, fazendo-me dar um sobressalto.— Eu... não tenho a mínima noção de como fazer isso. — Não consegui conter as lágrimas, que desceram mornas pelas minhas bochechas e alcançaram meus lábios.— Não me faça perder a cabeça, Paige.Ele estava transtornado, de um jeito que nunca vi antes.— Você não está me ouvindo? Eu não sei dirigir, porra! — gritei.Alessandro não se deu por satisfeito. Inclinou-se sobre mim e apertou o botão de partida. O rugido do motor rompeu o silêncio e fez meu coração disparar. Recuei contra o banco, assustada.— Agora dirija, Paige &mdash
POV PaigeEu jamais imaginei que Alessandro realmente cumpriria sua palavra. Quando aceitei aquele jogo, fiz por mim e também por Lisandro. Não dava para acreditar em um homem que, menos de dois dias antes, fez uma promessa exatamente igual àquela e não a cumpriu.Mas, através do vidro da janela, vi Lumière abrir a porta do carro para Lisandro, que caminhava com dificuldade por causa dos ferimentos. Eu não sabia exatamente o que aconteceu com ele e sabia que Alessandro jamais me contaria a verdade. No entanto, imaginava que Lisandro perdeu a memória devido à quantidade de vezes que bateram em sua cabeça.Eu não entendia Alessandro De Luca Montrelli. E já fazia algum tempo que perdi a esperança de conhecê-lo. Aquele homem jamais se entregaria ao que sentíamos um pelo outro. Às vezes, eu achava que ele nem sequer sabia sentir.Fechei
A respiração dela tocou meu peito quando encostou a testa ali, como fez durante o abraço de antes. Seu coração continuava disparado, assim como o meu.Paige se levantou, retirou a calcinha e a jogou sobre mim:— Lisandro sai amanhã pela manhã.Não existia mais qualquer fragilidade em sua voz. Aquilo não era um pedido, mas uma ordem. Uma ordem dada a um dos homens mais ricos do mundo pela mulher que eu odiava o suficiente para prender em meu castelo e manter em cárcere privado. A mesma mulher que eu desejava tanto que propus um jogo no qual, desde o início, imaginei que perderia.— Lisandro vai embora amanhã pela manhã — confirmei.Paige arregalou os olhos, recuou um passo e franziu a testa.— Você... vai mesmo deixá-lo sair? — Sua voz perdeu quase toda a força.— O jogo acabou — respo







