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20- Entre dor e cuidado

Author: CaHostins
last update publish date: 2026-08-26 10:52:40

Laura chorava sem tentar se controlar.

Os ombros tremiam, a respiração falha, os olhos fixos em algum ponto perdido no mar.

Miguel deu um passo à frente.

Depois outro.

E então se sentou ao lado dela.

Por um instante, não disse nada.

Apenas ficou ali.

Presente.

— Ei… — falou, baixo.

Laura não respondeu.

— Eles não viram a gente… — ele continuou, mais calmo. — Mas isso não quer dizer que não vão voltar.

Ela balançou a cabeça, ainda chorando.

— A gente estava tão perto…

M
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  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   33- Apaixonado por você.

    Depois de terminarem o sinal de SOS e deixarem a fogueira preparada no alto da ilha, Miguel e Laura iniciaram a descida. O caminho exigia cuidado. As pedras estavam escorregadias em alguns trechos e, de vez em quando, Miguel estendia a mão para ajudá-la. Quando finalmente chegaram à parte mais baixa da ilha, Laura soltou um longo suspiro. — Acho que nunca fiquei tão cansada. Miguel riu. — Nem eu. Ela olhou na direção da cachoeira. A água cristalina parecia convidá-los. — O que você acha de um banho antes de voltarmos? Ele sorriu. — Acho que nós merecemos. Os dois seguiram até a cachoeira. Sem pensar muito, Laura entrou primeiro na água. A corrente fria arrancou um pequeno grito dela. — Está gelada! Miguel riu. — Covarde. Ela virou-se rapidamente. — Então entra você! Ele deu mais alguns passos e mergulhou de uma vez. Quando voltou à superfície, jogou um pouco de água na direção dela. Laura arregalou os olhos. — Ah, é assim? Abaixou-se, ench

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   32- sob o Céu da ilha

    O dia amanheceu calmo. Miguel abriu os olhos antes mesmo do nascer do sol. Por um instante, permaneceu deitado observando Laura dormir tranquilamente ao seu lado. Um sorriso discreto surgiu em seu rosto. Era bom vê-la totalmente recuperada. Então se lembrou da fogueira. Assustado, levantou-se rapidamente e caminhou até onde haviam deixado as brasas na noite anterior. Ajoelhou-se diante delas. Um suspiro de alívio escapou de seus lábios. Ainda havia pequenas brasas escondidas sob a camada de cinzas. Sem perder tempo, colocou alguns gravetos finos sobre elas e soprou delicadamente. Pouco a pouco, uma pequena chama reapareceu. Em seguida, acrescentou alguns pedaços de lenha mais grossos. Quando Laura acordou, encontrou Miguel alimentando o fogo. Ela se aproximou, ainda sonolenta. — Achei que tivesse acontecido alguma coisa. Miguel sorriu. — Quase aconteceu. Olhou para as chamas. — Fiquei com medo de elas terem apagado durante a noite. Laura sentou-se

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   31- Verdades ao redor do fogo

    Depois de alimentarem a fogueira, Laura pegou os mariscos e os colocou sobre as brasas. Pouco a pouco, as conchas começaram a se abrir, liberando um aroma delicioso que se misturava à fumaça da fogueira. Miguel os retirou cuidadosamente do fogo e esperaram alguns instantes para que esfriassem. Então, finalmente, saborearam os mariscos, com aquele leve gosto defumado. Para os dois, aquela simples refeição tinha um sabor especial. Depois de tantos dias sobrevivendo com tão pouco, era uma das melhores sensações que haviam experimentado desde que chegaram à ilha. Miguel sorriu enquanto terminava o último marisco. — Vou verificar a armadilha. Laura se levantou. — Eu vou com você. Juntos, os dois caminharam novamente em direção ao mar, ansiosos para descobrir se a armadilha havia funcionado. Miguel chegou próximo e percebeu pequenos movimentos dentro da armadilha. Seus olhos se arregalaram. — Laura! Ela levantou a cabeça. — O quê? — Acho que funcionou. Dentro

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   30- Uma nova conquista.

    O dia amanheceu tranquilo. Os primeiros raios de sol atravessavam as folhas das árvores e iluminavam aos poucos a pequena cabana. Miguel abriu os olhos. Laura ainda dormia profundamente ao seu lado. Por alguns segundos, ele ficou observando-a, certificando-se de que ela estava bem. Depois se levantou com cuidado para não acordá-la. Precisavam de comida. Pegou a lança improvisada e deixou a cabana. Caminhou pela mata, procurando novamente pelos frutos que já conhecia. Não demorou muito para encontrar alguns cocos. Mais adiante, encontrou um pequeno cacho de bananas. Depois foi pelo outro caminho para pegar um pouco mais de castanhas. Miguel sorriu. Com os braços carregados, começou a retornar para a praia. Laura acordou pouco tempo depois. Ainda sonolenta, virou-se para o lado. — Miguel? Não houve resposta. Ela se sentou rapidamente. Olhou ao redor da cabana. Nada. Seu coração acelerou. Por um instante, o medo tomou conta dela. — Miguel?

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   29- Os presentes do Recife.

    A água não passava da cintura em boa parte do caminho, mas as pedras escorregadias exigiam atenção. Logo encontrou vários mariscos presos às rochas. Miguel foi soltando-os um a um e colocando-os dentro da camiseta que havia improvisado, como se fosse uma pequena sacola, amarrando as mangas e a parte de baixo para que os mariscos não escapassem. Era uma boa descoberta. Mais adiante, avistou pequenos cardumes escondidos entre as formações de coral. Tentou acertá-los com a lança. Uma vez. Duas. Três. Nada. Os peixes escapavam antes mesmo que ele conseguisse se aproximar. Os peixes eram rápidos demais e pareciam perceber cada movimento antes mesmo que ele conseguisse alcançá-los. Miguel respirou fundo e permaneceu imóvel por alguns instantes. Precisava ter paciência. Esperou mais uma vez. Um pequeno peixe surgiu entre as pedras. Miguel se moveu devagar. Aproximou a ponta da lança. Esperou o momento certo. Golpeou. O peixe escapou. — Droga... Ele

  • Presa na ilha com o herdeiro Bilionário.   28- Pequenas Vitórias.

    Enquanto Laura se banhava lentamente na água da cachoeira, Miguel seguiu por uma trilha estreita que ainda não haviam explorado. Caminhava atento, mas sem se afastar muito. De tempos em tempos, parava por alguns segundos apenas para ouvir o som da queda d’água e ter certeza de que Laura continuava bem. Depois de alguns minutos, algo chamou sua atenção. Entre as árvores, havia algumas sementes e frutos espalhados pelo chão. Miguel se abaixou e pegou um deles, reconhecendo imediatamente. Castanhas. Olhou ao redor e percebeu que havia algumas árvores daquela espécie espalhadas pela região. Algumas ainda tinham frutos presos aos galhos, enquanto outras já haviam caído sobre a terra úmida. Um sorriso surgiu em seu rosto. — Isso vai ajudar bastante... Recolheu algumas com cuidado, escolhendo as que pareciam estar em melhores condições. Talvez não fossem suficientes para uma grande refeição, mas, naquele momento, qualquer fonte de alimento era preciosa. Depois de observar a

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