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Capítulo 112: Esgotamento

Author: Jhenny M.
last update Petsa ng paglalathala: 2026-09-26 07:01:24

~~ Jade ~~

Duas semanas haviam se passado desde que me despedi do meu irmão. Eu olhava para a minha mãe, sentada no sofá da cobertura com uma expressão serena, entretida com um tricô, e sentia alívio por ver que ela estava sabendo lidar com a dor melhor do que eu.

Eu me sentia culpada. Culpada por não tê-lo impedido de pular naquela cachoeira anos atrás, culpada por não ter sido rápida o suficiente com as pesquisas para iniciar o tratamento dele a tempo, e destruída por não ter conseguido cumpr
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    ~~ Jade ~~Duas semanas haviam se passado desde que me despedi do meu irmão. Eu olhava para a minha mãe, sentada no sofá da cobertura com uma expressão serena, entretida com um tricô, e sentia alívio por ver que ela estava sabendo lidar com a dor melhor do que eu.Eu me sentia culpada. Culpada por não tê-lo impedido de pular naquela cachoeira anos atrás, culpada por não ter sido rápida o suficiente com as pesquisas para iniciar o tratamento dele a tempo, e destruída por não ter conseguido cumprir a promessa que fiz de arrancá-lo daquela cama.Quanto mais os dias passavam, mais fraca eu me sentia. A sensação de esgotamento físico e psicológico era terrível: eu mal conseguia comer, passava as noites em claro encarando o teto e vagava pela casa como um corpo desprovido de alma.Valentina e Edward já haviam retornado para Boston a trabalho, e eu sabia que também precisava reagir. Decidi que retomaria as minhas pesquisas nos laboratórios da filial. Faria isso pelo Giovanne, pela minha mãe

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    ~~ Giovanne ~~Os dias que se seguiram ao sepultamento pareceram mergulhados em uma névoa densa e silenciosa. Eu não tive coragem de deixar dona Maria Helena sozinha naquela casa cheia de lembranças dolorosas do filho, nem permitiria que Jade ficasse dormindo em um sofá. Sugeri a Jade que a convidasse para ficar conosco por uns dias na cobertura, assim ela teria um tempo para vivenciar o luto com a filha, e ambas teriam mais conforto. Já havia se passado quase uma semana do ocorrido, era uma manhã de sábado, e como de costume preparei uma bandeja de café com torradas leves, frutas frescas fatiadas, um copo de suco e o comprimido antiemético que eu havia comprado, depois de notar que o remédio cedido pela irmã de Valentina havia amenizado o desconforto gástrico de Jade.Empurrei a porta do nosso quarto com cuidado. As cortinas pesadas bloqueavam a luz, mantendo o ambiente em uma penumbra suave. Jade continuava deitada de lado, encolhida sob o edredom, com os olhos castanhos abertos e

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    ~~ Valentina ~~Bati na porta de madeira da casa de dona Maria Helena com o coração apertado. Ao meu lado, Edward segurava as malas de roupas dos nossos amigos que trouxemos de Boston. Quando a porta se abriu, foi Giovanne quem apareceu. O terno impecável e o olhar imponente de costume tinham dado lugar a uma camisa escura com as mangas dobradas, olhos fundos e um semblante visivelmente abatido pela noite em claro.Nem precisamos trocar palavras formais. Dei um abraço apertado no meu chefe, que me acolheu com um suspiro pesado, antes de seguir direto para o quarto simples no fundo do corredor.Encontrar Jade naquele estado partiu a minha alma. Ela estava encolhida na cama de solteiro, envolta em um cobertor grosso, com os olhos inchados de tanto chorar. Abracei minha amiga com força, deixando que ela desabafasse mais uma rodada de lágrimas silenciosas contra o meu peito. Edward permaneceu encostado no batente, os olhos marejados diante de uma dor que nem todo o dinheiro do mundo poder

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