LOGIN💬 NOTA DA AUTORA Dezoito anos. Aniversário. Noivado. Faixa no portão, presente e uma gargantilha como “símbolo do amor”. Para Gaby, o dia não poderia ser mais perfeito. ❤️ Só que Jane decidiu que chegou a hora de mostrar a ela o que existe por trás da promessa. 👀 E vocês: Jane passou de todos os limites ao usar o celular de Beto para atrair Gaby até o quarto ou ele mesmo criou essa situação quando decidiu manter as duas em sua vida? E aquela última imagem... “VOCÊ É A MULHER DA MINHA VIDA.” Gaby lê, sorri e entra na casa acreditando que encontrará outra surpresa de Beto. O que vocês acham que Jane está planejando? 😳 Conta pra mim nos comentários! Se gostou do capítulo, deixe seu like. Isso ajuda muito a história a crescer por aqui. ❤️ Nos vemos no próximo capítulo! Nelma de Paula
Manhã de segunda-feira:Fred tentou ligar para Gaby outra vez.A chamada não completou.Ficou olhando para a tela por alguns segundos.Desde que a deixara na rodoviária de Uruaçu, esperava alguma notícia.Qualquer coisa.Um “cheguei”.Um “estou bem”.Até um “me deixa em paz” serviria.Mas Gaby não tinha ligado.Quando a vira entrar sozinha naquele ônibus, sabia que ela tinha uma boa quantia de dinheiro. Sabia que era inteligente. Sabia que conseguia se virar.Naquele momento, tudo isso parecera suficiente.Agora já não tinha tanta certeza.Não porque duvidasse dela.Mas porque fora ele quem a ajudara a partir.E fora ele quem escolhera guardar silêncio.A conversa com Beto só piorara a sensação.Seu Ivan procurara pelas amigas.Fora à rodoviária.Dona Glória passara a noite sem saber onde a filha estava.Talvez Gaby já tivesse ligado para os pais.Fred esperava que sim.Ela podia querer distância de Minaçu, de Beto, de Jane e de tudo que lembrasse aquela noite.Mas Dona Glória e Seu Iv
Fim da tarde de domingo:Beto encontrou Fred encostado no carro, olhando alguma coisa no celular. Assim que percebeu a aproximação do amigo, Fred guardou o aparelho no bolso.Não sorriu.Beto notou.— Preciso falar com você.Fred cruzou os braços.— Fala.— Aqui?— Você veio até aqui.Beto respirou fundo.Desde que acordara, parecia que todas as pessoas de Minaçu haviam decidido julgá-lo.Seus pais.Os pais de Gaby.Cida.Flávia.Até gente com quem mal conversava.Agora Fred.— Você soube do que aconteceu, né?Fred o encarou.— Acho que a cidade inteira soube.— Não precisa falar assim.— Assim como?Beto passou a mão pelos cabelos.— Parece que todo mundo resolveu me condenar.Fred arqueou uma sobrancelha.— E você esperava o quê? Uma festa?— Eu sei que fiz merda.— Fez.Fred fez uma pequena pausa.— E das grandes.Beto soltou o ar devagar.— Eu não vim aqui para brigar. Você é meu amigo.Fred ficou alguns segundos olhando para ele.— É. Eu achava que isso significava alguma coisa.B
Manhã de domingo:O ônibus deixou Uruaçu para trás.Gaby continuou olhando pela janela por algum tempo, embora já não houvesse nada para ver além da estrada.A paisagem passava diante de seus olhos sem que realmente a enxergasse.Agora não havia Fred para distraí-la com uma piada. Não havia malas para arrumar nem ônibus para procurar. Não havia mais nada a fazer.Só pensar.E era justamente o que Gaby não queria.Fechou os olhos.Imediatamente viu Beto e Jane outra vez.Abriu-os.A imagem continuava lá.Tentou se concentrar na estrada.Não conseguiu.Como não percebera?A pergunta surgiu pela primeira vez e trouxe outras atrás dela.Lembrou-se das vezes em que Cida e Flávia haviam falado sobre Jane.Dos olhares.Da
Amanhecer de domingo:Gaby despertou devagar.Por alguns segundos, não soube onde estava.Sentia frio. A cabeça pesava e havia um gosto amargo em sua boca.Então percebeu o banco.O lago.E Fred.Estava apoiada no ombro dele, coberta pela camisa que ele usara na noite anterior.Levantou a cabeça rapidamente.— Meu Deus...Fred abriu os olhos.Também parecera cochilar por algum tempo, embora provavelmente não tivesse dormido muito.Gaby olhou para a camisa sobre o próprio corpo e depois para ele.— Você ficou sem camisa a noite inteira?Fred deu de ombros.— A temperatura caiu e achei melhor manter você quentinha.Gaby olhou para a camisa que a cobria. Só então entendeu que, enquanto dormia, Fred havia preferido enfrentar o frio para protegê-la.E
Sábado à noite:Fred continuou dirigindo sem rumo.Não perguntou para onde Gaby queria ir. Talvez porque soubesse que ela também não fazia ideia.De vez em quando, olhava discretamente para ela. Gaby permanecia virada para a janela, os braços cruzados sobre o corpo, o rosto molhado pelas lágrimas.O vestido escolhido para o noivado ainda estava nela.Aquilo dizia muito mais do que qualquer explicação.Depois de algum tempo, Fred seguiu para os lados do lago e parou o carro.Gaby finalmente desviou os olhos da janela e o encarou, sem entender.Fred apontou para a frente.— Você pediu para ir para o inferno. Como não sei onde fica, achei melhor parar aqui. Quem sabe a gente encontra o caminho.Sorriu.Gaby ficou alguns segundos olhando para ele, como se precisasse processar a piada. Depois voltou os olhos para a imensidão escura do lago.— Aqui já tá bom.Abriu a porta e desceu.Fred saiu também e a acompanhou até um banco em frente à orla.— Espere um minuto.Gaby permaneceu no banco en
Sábado à noite, na casa de Beto:Jane esperou a confusão se concentrar em Beto.Enquanto os pais dele e os de Gaby exigiam explicações, vestiu-se rapidamente e recolheu o que conseguira encontrar de suas coisas.Aquilo definitivamente não fazia parte do plano.Em seu roteiro, tudo seria muito mais simples.Gaby entraria no quarto.Veria os dois juntos.Ficaria arrasada.Depois sairia chorando, como fizera em Campinaçu, e iria para casa sofrer longe dos olhos de todos.Talvez os pais descobrissem depois, se ela contasse.Talvez Cida e Flávia.Não importava.O que importava era Gaby saber.Jane queria que ela visse com os próprios olhos que Beto podia traí-la. Queria destruir aquela certeza irritante de que os dois tinham uma história especial, um amor destinado a sobreviver a qualquer coisa.E queria feri-la.Queria que, dali em diante, cada vez que Gaby olhasse para Beto, se lembrasse de que ele estivera com Jane.Era esse o roteiro.Só que Gaby resolvera improvisar.Em Campinaçu, fora







