LOGINRaul Maldonado não acredita no amor. Conhecido como o homem mais frio e perigoso da Itália, ele construiu um império onde tudo tem preço — e sentimentos não fazem parte do acordo. Chamado por muitos de “O MAL”, Raul domina o mundo dos negócios com poder, riqueza… e controle absoluto. Até que Zoe Pyersen cruza o seu caminho. Sozinha, abandonada grávida pela família e pelo homem que prometeu ficar, Zoe fugiu dos Estados Unidos em busca de recomeço. Agora, em Nápoles, tudo o que ela tem é sua filha de dois anos… e a força para não quebrar. Mas o destino não pede permissão. Quando Raul lhe propõe um acordo frio, sem espaço para amor… Zoe aceita. Sob o mesmo teto, entre regras, silêncio e tensão, duas almas completamente opostas se veem presas em um jogo perigoso — onde o controle pode se transformar em desejo… e o acordo pode custar muito mais do que eles imaginavam.
View MoreRaul me esperava no fim do jardim.E por um segundo, todo o resto desapareceu.Os convidados.A música.As luzes.Os anos.Só ele.O homem que entrou na minha vida como um acordo.O homem que segurou minha filha antes de ter o direito de chamá-la assim.O homem que chorou quando Rodrigo apertou seu dedo pela primeira vez.O homem que enterrou a avó ao meu lado.Que apareceu no Napolitano quando eu não atendia o telefone.Que discutiu com uma adolescente sobre horário.Que fingia odiar o cachorro e era sempre quem levava o animal ao veterinário.Que ainda me olhava daquele jeito.Raul respirou fundo quando me aproximei.— Você está atrasada.Ri.— Era isso que tinha para dizer?— Não.Estendeu a mão.Segurei.— Está linda, meu amor.— Melhor.O celebrante começou.Não ouvi metade.Olhei para nossos filhos.Lira ao lado de Rodrigo.Os dois elegantes.Os dois tentando não demonstrar emoção.Kyra perto de Lorenzo.Enzo e Luca surpreendentemente parados por mais de três minutos.Heloísa en
Quase vinte anos de amizade.Às vezes eu olhava para ela e ainda via a garota que dividiu comigo noites ruins, contas, medo e uma quantidade absurda de decisões erradas.Agora havia uma aliança na mão esquerda.Dois filhos correndo naquela casa.Um marido que ainda carregava todas as sacolas dela.E nenhuma intenção de me deixar esquecer que estivera certa sobre Lorenzo desde o início.— Onde está Luca? — perguntei.Kyra olhou para o teto.— Eu gostaria de saber.Lorenzo fechou os olhos.— Ele estava com Rodrigo.— Então piorou — Raul murmurou.— Muito — respondi.Do andar de cima veio um estrondo.Todos paramos.Depois:— EU NÃO FIZ NADA! — Rodrigo gritou.Treze anos.E continuava sendo uma frase perigosa.Raul respirou fundo.— Vou ver.Segurei seu braço.— Hoje não.— Alguma coisa caiu.— A casa está inteira há décadas. Sobrevive mais duas horas.Lorenzo apontou.— Apoio.Raul olhou para ele.— É seu filho lá em cima também.— Por isso mesmo.Kyra riu.— Grande exemplo de paternida
POV ZOEDez anos depoisO Napolitano ainda cheirava igual.Talvez fosse aquilo que eu mais amasse.Quase cem anos de história, reformas suficientes para manter o prédio vivo, uma cozinha que obviamente já não era a mesma da época em que a família de Flora abriu as portas pela primeira vez, equipamentos novos, fornecedores melhores, alguns pratos acrescentados ao cardápio ao longo dos anos.Mas a alma continuava ali.Na madeira escura.Nas fotografias antigas.Nas receitas que ninguém ousava alterar sem uma razão muito boa.No molho que começava a ser preparado cedo.No pão chegando quente à mesa.Nas famílias que voltavam havia décadas e agora apareciam acompanhadas pelos filhos e netos.Passei os dedos pela borda de uma das páginas do cardápio novo.— Essa fica.O chef assentiu.— E o ravioli?— Também. Mas não tira o antigo para colocar esse.— Vai ficar grande.— Então reorganiza.Ele sorriu.— Sabia que ia falar isso.— Se já sabia, por que perguntou?— Esperança.Ri.— Péssima es
POV ZOERaul terminou a conta de Lira.— Agora.Ela comparou com o caderno.— Igual.— Eu falei.— A professora faz melhor.Ele fechou os olhos.Eu ri.Lira guardou o lápis.— Posso ver desenho?— Meia hora — Raul respondeu.— Uma.— Meia.— Quarenta.Raul olhou para mim.— Foi você que ensinou negociação?— Não.— Foi o sangue Maldonado — Kyra comentou.— Ela é Pyersen também — respondi.Lira ergueu a cabeça.— Eu sou os dois.Meu coração parou por uma fração de segundo.Ela voltou a guardar os lápis.Natural.Sem peso.Sem dúvida.Eu sou os dois.Sorri.— É, meu amor. É mesmo.Raul olhou para ela.Depois para mim.Não dissemos nada.Não precisava.---Foi mais tarde, depois que as crianças dormiram, que eu voltei ao Napolitano na minha cabeça.Não porque houvesse problema.Justamente porque não havia.Eu estava na varanda do nosso quarto.Raul apareceu atrás de mim com duas taças.Entregou uma.— Água?— Você trabalha cedo amanhã.Olhei.— E?— Água.— Você ficou chato.— Disseram i












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