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Rejeitada pelo Alfa supremo
Rejeitada pelo Alfa supremo
작가: Maria eufrasio

A dor da Rejeição

last update 게시일: 2026-10-02 08:36:12

MAYA

Enquanto eu circulava pelo salão servindo os convidados, não conseguia tirar os olhos do meu grande amor e meu companheiro, o Alfa supremo Caleb Crescent. Ele estava magnífico, sentado ao lado de seu pai e de sua mãe. Mas meu coração disparou de verdade quando ele se levantou, a figura imponente silenciando o recinto com sua aura de comando. Parei no meio da multidão, a bandeja esquecida nas mãos, para ouvir a voz do meu amado, grave e autoritária como sempre:

— Boa noite a todos e sejam muito bem-vindos. Esta noite é a noite da minha coroação, em que assumirei o lugar de rei e líder da matilha Lua Vermelha, ocupado até outrora por meu pai com todo o seu poder e sabedoria.

Meus olhos brilhavam. Meu peito arfava de emoção porque eu tinha escolhido aquela mesma noite para revelar o nosso maior segredo, para lhe dar a surpresa mais maravilhosa da sua vida: dentro de mim, silencioso e abençoado, batia o coração do seu filhote, o herdeiro e príncipe da matilha.

Eu sempre fui apaixonada por ele. Desde a adolescência, quando meus pais ômegas vieram trabalhar na mansão da família dele e servi-lo, meus olhos o buscavam em cada sombra. Mas por força do destino , ou seja lá o que tenha ocorrido , eu acabei sendo notada por ele quando fiz 18 anos.

Naquela noite, ao entrar em seu quarto para arrumá-lo, encontrei-o queimando em febre, vulnerável, logo descinfie que ele foi drogado por alguma droga afrodisíaca. Ele me implorou por ajuda, dizendo que estava pegando fogo. Acabou que, entregando-me a ele naquela noite ardente , descobri o nosso vínculo ,: éramos companheiros destinados. Por dois anos, vivemos um caso secreto nas sombras, alimentado por promessas sussurradas contra ao meu ouvido, de que esta noite ele me apresentaria a todos como sua companheira e futura Luna.

Quando Caleb estendeu a mão na direção da multidão, um suspiro escapou de meus lábios. Alisei o pano simples do meu vestido de serva, ergui o queixo e ajustei a postura, apenas aguardando o som do meu nome. Eu estava pronta para que todos aqueles nobres , que sempre me trataram como uma Zé-ninguém, uma ômega fraca e sem lobo , finalmente me vissem como a futura Luna e rainha deles.

Dava meus primeiros passos, tímida e ao mesmo tempo radiante, em direção ao em direção onde meu amor estava reinando lindo imponente como sempre .. até que o chão simplesmente pareceu se abrir sob meus pés.

— Eu apresento a todos Viviam, minha futura Luna e rainha, à qual todos devem respeito e lealdade da mesma forma que devem a mim.

As palavras cortaram o ar como lâminas congeladas.

Nesse mesmo instante, Viviam , a prima dele que sempre me detestou, que de sempre fez da minha vida um inferno de humilhações diárias desde que comecei a trabalhar para eles .

Ela emergiu da multidão, caminhou ao encontro dele radiante, ostentando um vestido vermelho deslumbrante tecido com fios de ouro, ostentando a postura imponente , digno de uma rainha.

Foi como se um golpe duro e muito doloroso atingisse meu peito. Eu não aguentei ficar ali nem mais um segundo; não queria desabar em lágrimas na frente de todos, nem dar aos que sabiam do nosso caso o gosto de ver que estavam certos: eu nunca passara de um brinquedo temporário para Caleb. Que eu só servia para aquecer a sua cama, mas para o trono e para ser a sua Luna , ficou claro que só a viviam a noiva que ele dizia que ia largar por mim ,era digna.

Ainda com o peito doendo e me sentindo uma idiota por acreditar nas promessas de X

Caleb dei alguns passos desordenados e despesperados em direção à saída, tentando me esgueirar no meio da multidão sem querer ninguém me notasse , mas a voz estridente e venenosa de Viviam cortou o salão, ordenando que eu parasse.

— Que eu saiba, ninguém te deu permissão para se retirar, sua criada insolente!

Engoli o seco, sem me virar por completo, a voz embargada pelo nó na garganta:

Engoli o seco, sem me virar por completo, a voz embargada pelo nó na garganta:

— Perdão, senhora... mas eu já servi a todos. Eu só ia...

— Você ia fugir, sua imunda! — Viviam deu um passo à frente, a risada cruel ressoando no teto alto.

— Para que não fique mais do que claro para todos que você sempre foi um mero brinquedo para o meu Alfa, e que agora vai ser descartada como o lixo que é e jogada na sarjeta por ele, que é exatamente o seu lugar!

Uma onda de gargalhadas ecoou pelo salão. Os nobres debochavam abertamente, escarniando da minha dor, soltando comentários repugnantes. E o pior, a gota de veneno mais amarga que corroía minhas entranhas, era que Caleb não dizia absolutamente nada em minha defesa. Ele apenas assistia a tudo em silêncio, a postura rígida, a expressão impenetrável e fria como o gelo.

— É isso mesmo, sua vagabunda! — vociferou o pai de Caleb, o velho Alfa Kerim, adiantando-se com o rosto contorcido de desprezo.

— Todos sabem que você não passa de uma golpista! Você usou do meio mais baixo para se enfiar na cama do meu filho: o drogou e depois abriu as pernas para ele, fingindo que o estava ajudando quando foi você que o fez entrar no cio .

— Meu senhor, eu nunca fiz isso! — as lágrimas finalmente transbordaram, queimando minhas bochechas.

— Eu jamais ousaria fazer mal ao Alfa Supremo de maneira alguma! Eu...

A frase morreu na minha garganta. Caleb avançou em minha direção com passos rápidos e furiosos e me calou com um tapa brutal no rosto.

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