MasukJá tinha amanhecido quando Asher terminava de arrumar as coisas das crianças. Elas acordaram e foram se trocar.
Enquanto colocava coisas nas malas das crianças, conversava com elas tentando manter a calma.
— Atenção, lembram do teatro que a mamãe e o papai fizeram sobre o povo mal? — Ela abria as gavetas e puxava roupas aleatórias.
— Eu lembro!!! — Phílos levantou a mão empolgado.
— Mamãe, eu também lembro!!! — Gaia falou tentando passar o buraco da blusa pela cabeça.
A mãe ao pegar uma coberta na parte de cima do guarda roupa, trouxe junto outros lençóis que caíram por sobre sua cabeça e a tirou da sua suposta calma.
— Maldição!!! — Quando deu por si, já havia falado e as crianças de imediato começaram a observá-la.
— Mamãe, você falou palavrão. — Gaia a olhava um pouco assustada.
Asher achou por bem parar com a correria e conversar com seus filhos.
— Filhotes, venham perto da mamãe. — Olhando para eles e sabendo de todo mal que se aproximava, precisou tirar forças do fundo da alma para enfrentar tudo com lucidez e controle. — Deus, como estão grandes.
Ela os apertou e encheu de beijos.
— Mãe, já tenho sete anos, para! — Phílos tentava sair do seu abraço.
— Nunca vai ser velho demais para eu te encher de beijos, meu amor. Mas me deixa continuar... Onde nós iríamos se o povo mal viesse?
— Por que mamãe? O povo mal, eles estão vindo? — Gaia ficou assustada, dava para perceber em toda sua expressão de horror olhando para a mãe. Uma das coisas que ela mais temia, mesmo os pais amenizando a história do povo mal, era a facção de Thiry.
— O que está havendo aqui? — Flavian chegou no quarto e viu a mãe tentando controlar a situação.
— Mamãe está nos contanto que o povo mal está vindo. Phílos saiu de perto da mãe, correu e pegou a sua espada de brinquedo. — Pois podem vir que eu vou lutar com todos eles e…
— Calma lá, rei Arthur. Não é hora de lutar, é hora de ir para o esconderijo. — Flavian foi até o garoto e o pegou no colo. — Vou levar este guerreiro para o carro e volto para pegar as malas. — Olhou para a esposa e piscou um dos olhos tentando acalmá-la.
— E você princesa, não há nada a temer. Pegue charlote e vá com seu pai, espere mamãe no carro, vamos passear e vai ficar tudo bem, prometo.
Eles colocaram as malas no carro, as crianças aguardavam brincando com a pequena cadela que latia e pulava de colo em colo tentando lamber seus rostinhos. Partiram no começo da manhã, sabiam que a viagem era longa e precisaram parar na estrada para as crianças descansarem. O local de encontro era uma das cidades mais antigas do país, isso canalizava muita energia, servindo de camuflagem para os pequenos, dificultando o acesso a eles. Por outro lado, não podiam viver ali, pois as crianças ficariam sobrecarregadas depois de certo tempo, levando tanta carga de energia. Depois de esconderem as crianças, entrariam em contato com a comunidade na Europa pedindo uma assembleia, mas isso só seria possível, se sofressem alguma ameaça concreta, o que ainda não era o caso, mas não podiam arriscar, depois do último encontro com a facção de Urd e Thiry.
— Flavian, não podemos ficar de braços cruzados esperando que eles façam algo, para a assembleia interferir. Precisamos de ajuda agora. Nós sem poderes contra uma facção inteira. — Asher falava baixo, enquanto as crianças dormiam no banco de trás do carro.
— Você tem razão, milady. Já pensei sobre isso. Giles e Alfenas conhecem um grupo de Strix que estão passando uma temporada perto de São Vicente. Vão entrar em contato com eles no caminho para lá.
— Eles ainda permanecem sem filhos?
— Sim, são um casal e um solteiro.
— Acha que nos ajudarão?
— Alfena fazia parte de sua comunidade antes de conhecer Giles, ela confia muito neles.
— Graças ao bom Deus.
A viagem foi muito cansativa, as crianças durante muitas vezes tiveram pesadelos e eles tiveram que parar para distraí-las. Durante o dia, os pais cantavam e faziam todo tipo de brincadeiras para aliviar a tensão da verdadeira causa da viagem. Chegaram à bela cidade no final da noite, ainda tinham que pegar uma estrada de terra para chegar à casa que a família tinha como propriedade. Não só as crianças, mas o casal estava muito cansado e resolveram ficar em um hotel aquela noite, mesmo porque a estrada era muito precária.
— Acordem dorminhocos!!! — As crianças pulavam na grande cama de casal, cheios de energia.
— Não acredito. — Disse o pai, colocando um travesseiro em cima da cabeça, para abafar o som. — Suas pestinhas, não são nem sete da manhã.
— Flavian, faça eles pararem. Vão acordar todo o hotel.
— Crianças, chega. — O homem ganhou forças e se sentou na cama. — Vamos fazer o seguinte.
— O que papai? — Phílos estava empolgadíssimo, finalmente aquela noite não teve nenhum pesadelo.
— Vamos escovar os dentes e descer para ver se já estão servindo o café da manhã.
— Vai ter cereal com frutas? — Gaia perguntou toda animada.
— Isso é o que vamos descobrir. Agora os dois vão para o banheiro. — E virando se para a esposa, que estava tentando se levantar. — Não, amor. Você fica.
— Tem certeza?
— Claro. Dorme mais um pouco, e daqui a pouco desce para nos encontrar.
— Eu te amo muito, meu herói.
Após tomarem o desjejum, Flavian viu que os meninos ainda estavam muito agitados e teve a ideia de os levar pra dar uma volta na praia. O hotel estava logo em frente, e ele deixou recado na recepção para Asher. Ao chegar na praia, o homem alugou uma cadeira e um guarda sol, colocou na areia e ficou observando os filhos brincando.
— Flavian!!! — Ele ouvia uma voz ao longe lhe chamar. — FLAVIAN!!! — Despertou com o grito que Asher deu juntamente com o chacoalhão.
— Oi milady, o que houve?
— Onde estão as crianças?
— Estavam logo ali, brincan… — O seu coração gelou ao olhar ao redor e perceber que não mais os via.
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou






