Se connecterPhílos e Gaia ainda estavam no quarto de Jéssica pensando na estratégia que fariam para passar todo um dia protegendo os amigos e se preparando para o ritual do despertar de Brida.
— Jéssica, meu amor, preciso ir. Vou deixar você descansar para o jogo de amanhã cedo. — Disse Phílos tocando o rosto de sua amada e acordando ela do transe.
— Mas você acabou de chegar, não pode ficar mais um minuto? — Ele pediu que a irmã esperasse por ele no corredor, achava que elas tinham que se conhecer do jeito natural, sem hipnose. Gaia antes de sair apagou a lembrança de ter estado ali.
— Não posso, só passei pra te falar que vai dar tudo certo amanhã.
— Mas bênção, e nossas amigas? — Phílos sabia o que deveria fazer, por mais que não fosse o certo, pois foi ensinado que o humano precisa vivenciar o luto.
Ele se aproximou dela, olhando profundamente em seus olhos e a beijou. Neste momento apagou as lindas lembranças que tinha das queridas amigas Samanta e Maia.
— Amanhã será um dia de vitória para nosso time, se Deus quiser! — Jéssica estava novamente com o sorriso no rosto e a expressão de alegria.
— Deus torce por todos os seus filhos, isso inclui o time adversário. — O garoto brincou antes de fechar a porta.
Os irmãos foram para casa de Phílos, Jéssica estaria segura enquanto elas estivessem com Amanda. O rapaz assim que chegou em casa, ao conferir o celular tinham nove chamadas perdidas de seus pais.
— Gaia, vou falar com meus pais… — Ao olhar para a irmã achou aquela frase meio desconecta. — Você entendeu. Fique à vontade enquanto isso.
Ele iniciou uma chamada de vídeo.
— Oi querido, como você está?
— Olá, mãe. — Essas palavras pela primeira vez soaram de forma muito estranha. Lembrou-se de Asher e quase se deixou levar pela emoção.
— Que foi querido? Está com uma carinha de preocupado.
— Não foi nada, mãe. Como está a viagem?
— Ah meu amor, cada lugar que vamos, queríamos que estivesse aqui conosco para desfrutar.
— E o papai, está bem?
— Sim, hoje pegou muito sol, foi deitar mais cedo. Mas não se preocupe que ele fala com você antes de sairmos daqui amanhã.
— Mãe, porque não ficam mais o final de semana?
— Não amor, já aproveitamos tudo que deveríamos aqui. Estou morrendo de saudades de casa.
— E de mim?
— E principalmente de você, querido.
Ele podia usar seus poderes e fazer com que eles ficassem longe até resolver tudo por ali, mas sabia que não eram alvo e se acontecesse algo com ele, eles se esqueceriam que um dia existiu.
— Então, até amanhã.
— Até amanhã… — E antes de desligar lembrou. — Ah, Marcelo... não esqueça o remédio.
— Ok, mãe. Fica com Deus.
— Você também, meu anjinho.
Gaia tinha ido à cozinha preparar algo para comerem, mas ouviu a conversa e ficou feliz pelo irmão ter sido colocado em uma família tão amorosa.
— Eles parecem ótimos.
— E são. Agora que despertamos mais cedo que o previsto, fico triste em saber que tenho que deixá-los. — Ele falou com uma certa tristeza e pegou seu lanche.
— Talvez não precise, também tenho uma ótima família, podemos continuar o disfarce. — A garota parecia empolgada com a ideia. Deu uma mordida no lanche e se jogou no sofá.
— E quando pararmos de envelhecer?
— Esperamos mais uns dois anos, para que possam notar que não mudou nossa aparência e vamos embora.
— Parece um bom plano, mas tudo depende de aprisionarmos Urd e sua corja.
Os dois ficaram quietos e quando os pensamentos sombrios iam dominando o pensamento dos dois, Gaia cortou o silêncio.
— Como aconteceu sua ligação com Jéssica? Mamãe dizia que era quase impossível um Strix e um humano se conectarem.
— É verdade, a única história que já ouviram foi uma lenda antiga de uma camponesa e um duque.
— Agora sabemos que não é só lenda.
— Gaia, como será que eles despertaram e saíram da prisão?
— Não sei, mas tenho certeza que Thiry dará um jeito de nos contar. — Lembrando da garota maléfica, seu olhar entristeceu ao saber que sua melhor amiga estava em seu poder.
— Fique firme irmã, nós vamos salvá-la. Prometo.
Os irmãos foram tentar dormir. Sabiam que iriam ter um dia tenso, pois até que pudessem despertar a amiga, tinham que proteger o restante da turma. Gaia não queria comentar para não deixar o irmão ainda mais preocupado, mas uma energia como viu na Jéssica, eles não iriam deixar passar.
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou







