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PROTEÇÃO PARA JÉSSICA

Penulis: Ita Toledo
last update Tanggal publikasi: 2021-06-11 03:23:19

— Mandi, gostou da lasanha? Eu que fiz.         — Flávia soltou uma risada.

— Ví, até eu sei colocar uma lasanha semi pronta de caixinha no micro-ondas. — E riu junto com a amiga.  — Mas estava uma delícia. Apesar de você dizer que estava cansada de fast food.

— Mas olha o que tem de sobremesa que lá na escola não teria.

Amanda fez uma cara de felicidade e passou a língua pela boca antes mesmo de responder.

— Pavê de chocolate? Por favor Ví, diz que é. — e um biquinho com a boca e juntando as mãos no sentido de implorar algo.

— Sim!!! E com calda de morango que minha mãe fez antes de viajar.

— Sua mãe é uma santa. Me dá! Me dá!!!

As garotas comeram e, satisfeitas, ficaram relaxadas no sofá.

— Mandi, pode ir deitar um pouco no meu quarto, vou ligar o ar pra você se refrescar e eu, como não consigo dormir à tarde, vou assistir algum filme, ok?

— Ví, não me provoque, sabe que eu também não gosto de dormir a tarde, mas estou tão…. — E deu um belo bocejo — cansada. Vou lá tirar uma sonequinha. Me acorde daqui uma hora, promete?

— Prometo. Vai lá.

Gaia queria que ela dormisse para agir. Quando a amiga estava desacordada, ela se aproximou, colocou as mãos sobre a cabeça da amiga e elas começaram a brilhar de uma luz amarela. A luz começou a sair das mãos e foi passando para o corpo da garota, Gaia fez isso por uns segundos e Amanda deu alguns suspiros e até sorriu como se sonhasse com algo bom.

— Pronto, acho que já está energizada novamente. — Gaia falava baixinho para si mesma    — preciso achar Phílos.

Voltou pra sala e se concentrou ao máximo, lembrou da fisionomia do rapaz. Sabia que ele não lembrando de quem era de verdade seria muito difícil abrir uma conexão se estivesse muito longe, mas ficou tentando por um tempo. O celular da Amanda tocou. Ela, para evitar que acordasse a amiga, abaixou o som, era Luciano do comitê. Depois chegou um recado no grupo do comitê.

Luciano diz: "Aconteceu uma desclassificação hoje nos times de voleibol masculino. Preciso que verifique a classificação do time e fale com o Sr. Flávio.”

Thomas diz: “Vou verificar qual a classificação deles para ver se precisa mudar algo nos panfletos.”

George diz: “Vou falar com o Sr. Flávio responsável pelo setor técnico de jogos, ver se precisa de algo mais de nossa parte.”

Flávia diz: “Amanda e eu estamos cientes, logo entraremos em contato com todos. Obrigada.”

Gaia sabia que a amiga ao acordar e não encontrá-la ia ficar uma fera, mas a situação era muito importante, portanto, deixou um recado no seu W******p que tinha saído e que ficasse à vontade. Foi para a escola onde pensava encontrar o irmão e juntos deter Urd e os outros. Chegando lá foi para um local mais reservado, e em meio aos jogos e não havendo aula a biblioteca seria ideal. Sentou-se entre as estantes de livros no chão mesmo, concentrou-se mais uma vez e nada. Gaia pensou que logo seria noite e com Thiry a solta seria muito mais perigoso para Phílos. E mais uma vez o chamou:

— “Phílos!”

— “Gaia, preciso de ajuda!!!”

— “Vou abrir um portal, continue falando comigo, sinto que está fraco.”

— “Não há tempo, preciso que vá à um lugar, vou te mostrar como chegar até lá, prote...”

— “Phílos?!?!”

Gaia não conseguia mais ouvi-lo. Mas entendeu como chegar até uma casa, estilo sobrado, em um condomínio fechado. Viu uma jovem e entendeu que deveria ser ela que ele queria que protegesse. Ficou feliz por Phílos ter acordado do encantamento e partiu para ajudar. 

Desceu do táxi em frente ao condomínio, não tinha pensado como ia entrar, poderia usar seus poderes, mas tinha que ser bem discreta. Foi até a portaria, só havia uma pessoa, mas tinham muitas câmeras. A cabine onde o porteiro ficava era de vidro denso e escuro, para que seus poderes funcionassem, Gaia precisava olhar nos olhos da pessoa pelo menos uma vez. Tinha que tentar entrar de outra forma. Seu celular tocou, era Amanda, de certo queria saber onde a amiga estava.

— Alô, Mandi! Acordou, dorminhoca! — tentou disfarçar a tensão que estava sentindo.

— Ví, onde você está?

— Vim ao supermercado comprar nosso jantar.

— Desculpa florzinha, mas tenho que ir. Minha mãe enviou mensagem, tem que ir para o hospital, surgiu um plantão de urgência e tenho que ficar com a Agnes.

— Ah!!! Que pena. Ok, então, nos vemos amanhã na escola?

— Sim, sim. Deixo a chave na pedra. Beijo, beijo.

— Beijo.

Amanda estava a salvo no momento, as garotas tinham um novo alvo, e era dever dela proteger, mas como faria para chegar até ela? Pensou que se estivessem os três juntos novamente seria uma moleza pular aquele muro. Notou que uma mulher passeava com um cachorrinho muito fofo, da raça Shih Tzu, branco e bege, na calçada do condomínio e pareceu que poderia ser uma moradora.

— Boa noite! Que lindo seu cachorrinho! — isso chamou a atenção da senhora que olhou diretamente para ela.

— Boa noite! Obrigada.

Foi fácil entrar na sua mente e ver que ela morava em um dos sobrados. Sentiu que estava com sorte. Fez com que a senhora a levasse até a portaria e a apresentasse como uma convidada.

— Boa noite Sra. Villar. Tenho que anotar o nome e registro da visitante, são as regras.

Gaia fez a senhora repetir um nome falso e um número também. O rapaz liberou o portão e as duas entraram. Gaia tinha que encontrar a casa que via em sua mente o mais rápido que pudesse. Pelo menos sabia que Thiry não estava por lá, pois já teria sentido sua energia, mas devia estar a caminho, pela urgência na voz de Phílos. Começou a andar, observou que o formato do condomínio era redondo, duas ruas formavam um círculo muito grande de casas e ao centro um lago com uma incrível área arborizada, era tudo muito bem iluminado. Ainda bem, pois já era noite. Perto do lago dava pra ver melhor as casas ao redor dele, apesar de estarem um pouco longe, pois o local era realmente extenso. Ao lado direito tinha uma quadra cercada de uma pequena mureta, alguns jovens jogavam futebol. À sua esquerda um barquinho, com gangorras e balanços entre outros brinquedos, algumas crianças brincavam enquanto eram observadas por pessoas que estavam sentadas em bancos de madeiras bem próximos a elas. Por onde começar? Pensou. Voltou para a rua principal entre as casas e começou a caminhar, não demorou muito sentiu algo, parou na calçada onde estava e tentou se concentrar. Era a energia de Phílos, mas não era ele. Como isso era possível? Estava fraca e andou um pouco mais. Sim, era isso mesmo. Gaia sentia cada vez mais forte a energia do irmão associada à uma outra presença. Será que Phílos teria chegado ali antes dela? Mas não era ele, ela sabia que não era. Andou mais um pouco e ali estava a casa e a forte presença. Olhou para a janela no andar de cima e viu uma jovem falando ao telefone, ela brilhava com a tão familiar luz que Gaia havia crescido.  

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