Masuk— Alô, Maurício?
— Sim, quem fala?
— Lucas, amigo de Samanta. Queria saber…
— Peraí cara, que Samanta?
— Sua irmã.
— Quem está falando mesmo?
— Sou Lucas, ou melhor LM, você corta a grama lá em casa de vez em quando — falava apressadamente pois queria saber notícias da amiga. — Minha mãe é a senhora Iris Pereira.
— Ah, claro! E aí cara, vai precisar essa semana de corte?
— Na verdade não sei, vou falar com minha mãe, estou ligando para saber da sua irmã, Samanta.
— Olha cara, acho que se enganou, não tenho nenhuma irmã chamada assim, tenho duas irmãs mais novas, Samira e Selina.
LM estava sem jeito, tinha certeza que ligou certo, pois os nomes das irmãs de Samanta eram exatamente estes.
— Me enganei então, foi mal aí, valeu.
— Mas e a grama, você…
LM desligou pois era tudo tão irreal, mas estava acontecendo. Estava o tempo todo na viva voz, eles tinham acabado de almoçar e estavam reunidos no gramado nos jardins do campus onde era muito arborizado. Sentados embaixo de um pergolado coberto por primaveras cor de rosa, em bancos de madeira, começaram a armar uma nova estratégia para descobrir o que houve com suas amigas.
— Vamos procurar a mãe de Maia? — Pedro perguntou aos outros.
— Posso ir até lá. — Se ofereceu Bruna.
— Qual o próximo jogo de vocês meninas? — Disse Marcelo, com cara de quem teve uma ideia.
— Agora que passamos para próxima fase, os jogos serão mais próximos uns dos outros — Jéssica olhou para o celular e digitando logo em seguida continuou — amanhã pela manhã temos as semifinais e se passarmos…
— Quando passarmos — interrompeu Bruna com um leve sorriso de otimismo.
— Quando passarmos — corrigiu a amiga — no sábado a final pela manhã.
— Vamos eu e os meninos até o hotel, se sairmos agora estaremos de volta antes do jantar. — Olhou para os amigos esperando uma concordância.
— Eu estou dentro. — Lucas concordou de imediato, mandando uma mensagem para sua mãe que sempre o esperava na escola.
— Também estou. — LM nem precisava avisar pois seus pais eram mais ausentes, algo que o deixava meio triste às vezes.
— Desculpa galera, sei que é uma emergência, mas tenho médico está tarde, minha mãe não me deixará remarcar, sabe como é … — Pedro falou sem jeito, queria ajudar os amigos.
— Benção, posso ir com você? — Jéssica estava triste por não ser escalada pelo seu amado.
— Prefiro que se mantenha longe deles por enquanto, e também tem que descansar para amanhã. — Falou e logo em seguida deu um beijo em sua testa.
— Marcelo, não me trate como criança. — Agora a garota estava emburrada.
Marcelo se levantou e a pegou pela mão. Quando ela o chamava pelo nome, a coisa estava séria.
— Vem comigo, oncinha! — e virando para a galera falou — já voltamos, pessoal.
Estavam todos à flor da pele, era uma situação que nunca pensaram em vivenciar. Eles sabiam que o casal, apesar de dividir todos os momentos com eles, não gostavam de discutir na sua frente. Marcelo sentiu que a galera precisava descansar um pouco de tudo aquilo também. Caminharam só uns passos e sentaram em baixo de uma árvore frondosa, na grama mesmo. Jéssica encostou na árvore e Marcelo deitou em seu colo. Ela passava a mão sobre os cabelos castanhos do rapaz, e olhava como ele fechava os olhos aceitando o carinho que ela fazia. A brisa era refrescante, e ele olhou para cima, viu as folhas balançarem com o vento, viu também que o cabelo loiro da moça invadia seu lindo rosto. Com uma das mãos tirou os cabelos do rosto dela e colocou atrás da orelha.
— Lembra quando fizemos um ano de namoro? — Ele olhava bem nos olhos dela agora, percebeu como estava mais calma, mas ainda triste.
— Claro, como poderia esquecer? Você fingiu que não lembrava — apertou os olhos e fez um olhar de brava, mas logo sorriu. — e depois me surpreendeu com uma rosa multicolorida, disse que era o mais próximo da invasão de sentimentos que eu fiz com seu coração.
— Não posso arriscar perder você por nada desse mundo, ou de qualquer outro. — e ele levantou. — Sinto que essas pessoas não estão de brincadeira — lembrou das luzes e do acontecimento daquela manhã, mas não podia contar para ela pois traria mais preocupação. — Por favor, por mim, fique aqui e descanse, prometo te informar tudo que for descobrindo.
— E você acha que eu posso perder você... — Jéssica já ia se exaltar novamente.
— Oncinha, sou sua benção ou não sou?
— Claro que é, Deus me deu você. Sei disso.
— Então confie Nele para cuidar de mim agora, nossas amigas precisam de nós. Você me ajuda ficando aqui e orando por nós. Combinado?
Ela olhou nos olhos verdes do seu amado, se derreteu com seu jeito de falar sobre Deus e de sua fé. Lembrou dos ensinamentos da mulher virtuosa e auxiliadora idônea.
— Tem razão, preciso confiar em Deus. Mas isso não quer dizer que não deva me enviar mensagem de hora em …
Ele a beijou.
Eles estavam na estrada já se aproximando da capital, Lucas olhou no celular a localização do hotel. Já tinham em mente como abordariam a recepção. O plano era descobrir se Samanta e Maia estavam hospedadas e chegar até elas para conversarem sem a influência do time. Marcelo sabia que os garotos do time tinham ligação com as garotas da festa, pois foram elas que foram vistas por último com Maia, portanto estava apreensivo pois poderia encontrar com elas também e seus poderes. Chegaram ao hotel. Marcelo e Lucas ficaram em lindos sofás que se localizavam na entrada, enquanto LM foi até a recepção.
— Boa tarde — LM falou para um rapaz de uniforme impecável e muito bem aparentado, cabelos penteados com gel, e com um sorriso no rosto.
— Boa tarde. Bem-vindo ao Resort Di Volpe, em que posso ajudar?
— Vim para falar com o Sr. Amis Hakon.
— Sabe em que quarto está hospedado?
— Não, ele só disse para vir até a recepção.
— Claro, só um instante. — Sentou-se e começou a digitar em um notebook. — Achei, só um minuto que ligarei no quarto.
Nesse momento LM ficou muito atento para que número ele ia digitar no telefone que estava ao lado do notebook, e esperava que o técnico do time não estivesse no quarto. O recepcionista ao invés de tocar no telefone ao seu lado, pegou um fone de ouvido e colocou na cabeça, digitou alguma coisa do notebook e olhou para LM, como se aguardasse algo. Deu um sorriso e mostrou o dedo indicador como se pedisse um minuto.
— Boa tarde Sr. Amis, tem um rapaz aqui, o senhor … — e dirigindo-se para LM perguntou seu nome.
— Carlos Almeida da redação do jornal da escola em Terra Linda Céu.
O recepcionista repetiu o que LM falou.
— Claro senhor, pode deixar. Até mais. — O rapaz tirou os fones de ouvido e olhou sorridente para LM. — Sr. Carlos, pode aguardar no nosso saguão, o Sr. Amis vai descer para falar com o senhor em breve.
— Ok, obrigada. — LM nesse momento teve uma pequena dor na barriga que não fazia parte do plano, mas tentou disfarçar e voltou para seus amigos que o esperavam no belo saguão.
— E aí, conseguiu o número do quarto? — Perguntou Marcelo.
— Não, mas o Sr. Amis está vindo aí pra falar com o Carlos. — LM falou com um misto de preocupação e dor.
— E agora, o que faremos? — Lucas perguntou.
— Calma, vamos dar um jeito. — Marcelo os acalmou, mas ainda não sabia o que iriam fazer.
— Boa tarde, qual de vocês é o Carlos?
Marcelo viu que o amigo estava paralisado diante do homem robusto e alto, com olhos negros e penetrantes, e deu um leve empurrão nas costas do garoto.
— Ah!! Sou eu, Sr. Amis. — A dor de barriga apertou um pouquinho mais.
— Prazer! — o homem continuava com as mãos para trás — Podemos nos sentar aqui mesmo. — E apontou para os sofás.
Todos sentaram, e as mentes dos meninos pareciam uma explosão de ideias, a mais comum entre eles era, “qual a saída mais próxima?”. Marcelo, que se mantinha mais calmo começou o diálogo.
— Sr. Amis, sou repórter do jornal e estou aqui acompanhando Carlos…
— Nem se preocupe em perguntar, com certeza seria pela maneira absurda com que meu time foi desclassificado do campeonato, o que eu acho de extrema…
Enquanto o técnico ia falando Marcelo sentiu um mal estar, não conseguia prestar atenção mais em suas palavras, ficou olhando para seus lábios e não ouvia mais o som da sua voz, tentou manter a calma a todo custo, olhou para os olhos do homem e foi levado à uma casa familiar, com crianças brincando na sala de estar. “Meu Deus, o que está havendo? Onde estou?”, pensava Marcelo, andou um pouco e viu pela porta à sua direita uma senhora cozinhando.
— “Crianças, o almoço já está quase pronto. Por favor, vão lavar as mãos.”
Conseguia sentir o cheiro da comida, parecia deliciosa. Resolveu explorar um pouco mais o lugar, andou mais três passos por um corredor e viu uma sala que parecia um escritório, uma escrivaninha e alguns livros, mas o que mais havia eram troféus.
— “Amor, vem! A comida está na mesa!”
Nesse momento a mulher estava de pé atrás dele, olhando para dentro da sala através de Marcelo, “mas como ela não me vê?” “quem é a pessoa…”, e o garoto foi transpassado por um homem robusto e alto, que ele reconheceu ser o Sr. Amis. “Meu Deus, estou na mente dele, claro! Mas, como?”. O homem foi se reunir com a família para refeição, sentados todos à mesa para o jantar pois estava noite, a campainha tocou.
— “Quem será a esta hora?”
A senhora levantou e foi atender, assim que abriu a porta, a garota mulata e muito bela a fez desmaiar. Entrou na casa e foi deparada com o Sr. Amis que gritou com ela. Ela só pôde entrar porque uma de suas seguidoras já havia conseguido permissão fingindo ser vendedora outro dia que passou por ali.
— “O que fez com minha esposa? Quem são vocês?”
Porque nesse momento as outras cinco já estavam invadindo. Ele foi arremessado para longe com uma luz roxa que saiu da moça, as outras cuidaram para que as crianças dormissem ali em cima da mesa mesmo. Marcelo vendo tudo aquilo ficou perplexo, queria ajudar, mas sabia que de alguma forma, não ia adiantar, pois não estava presente de corpo ali. Thiry se aproximou do homem jogado ao chão e com as mãos sobre sua cabeça começou a lançar raios de energia roxos, dessa vez não fortes, mas suaves que rodeavam a sua mente, apagando sua memória e criando uma nova história.
— Marcelo, o que achou da ideia? — perguntou LM.
A pupila de Marcelo se contraiu por um segundo e ele estava de frente dos seus amigos e o coitado daquele homem. Como puderam fazer aquilo à uma família para chegar aos jogos, só podia ser por essa razão.
LM olhava para o amigo como se fosse um pedido de socorro, não sabia como responder a tantos questionamentos que o homem tinha deferido.
— Sr. Amis, sentimos muito pelo acontecido, por isso viemos aqui para esclarecer os fatos. — Lembrou das séries de investigação para saber as falas. — Do seu ponto de vista, o que aconteceu então?
— Como eu estava dizendo, parece que não me entendeu… — a pergunta deixou o homem mais irritado, mas precisava ganhar tempo, pois teve uma ideia.
Olhou profundamente para os olhos do homem e se concentrou, queria saber qual quarto estavam os garotos do time ou melhor ainda, se ele sabia de Samanta e Maia. Foi levado novamente para a mente do Sr. Amis, tentou pensar nele naquele hotel, e foi o que aconteceu. Estava em um quarto pequeno, mas bem equipado e com certo luxo, o senhor estava desfazendo as malas. “Vou olhar o número na porta.”, Marcelo andou até a entrada do quarto e finalmente viu a plaquinha dourada escrita 267. Mas o quarto era muito pequeno, ele precisa descobrir onde estavam os outros.
— Oi, Phílos. Que feio! Espionando a mente desse pobre capacho. — Parado ali à sua frente apareceu Urd. — Está me procurando? Estou na cobertura, se estivesse em sã consciência, já teria me achado. Não demore.
— Ok Sr. Amis, vamos levar seu depoimento para a escola agora mesmo. — disse Marcelo voltando do transe. — Obrigado.
E fazendo sinal com as mãos, pediu que os amigos se levantassem. Eles se despediram do homem que ainda falou sobre sua revolta ao ser desclassificado dos jogos, agradeceram e foram para o carro.
— Preciso que confiem em mim. Não posso explicar agora, mas tenho que ir até a cobertura do hotel. — Marcelo falava com os amigos que faziam expressões de não estarem entendendo nada.
— Quem está na cobertura, as meninas? Você as viu subir ou algo assim? — LM estava entusiasmado de o amigo ter achado as amigas.
— Mais ou menos, preciso que confiem em mim, ok?
— Mas se os garotos do time estiverem lá, como vai enfrentar eles sozinho? — Lucas falou muito preocupado.
— Se estiverem lá não os enfrentarei, prometo que venho e aviso vocês.
Nesse momento, pegou o celular e viu que já eram 18:20pm e que já tinha um tempo que não mandava notícias para Jéssica.
Marcelo diz: “Oi, amor. Estamos bem, mais um pouco e voltamos, beijos.”
Observou que os pontinhos do aplicativo que indicam quando uma pessoa recebeu a mensagem, estavam certos, mas ela, apesar de estar online, não havia lido ainda. Não ligava muito para isso, era o tempo de ele subir lá e descobrir mais coisas sobre o que estava havendo. Deixou os amigos no carro e foi até a recepção.
— Boa tarde! Meu nome é Marcelo…
O rapaz que estava sorridente olhando para ele a pouco, quando ouviu seu nome, mudou de expressão e como se repetisse o que ouvia em sua mente falou:
— Ah, Phílos! Esse nome não combina nada com você, suba logo e deixe de incomodar esse jovem. Não esqueça de pegar a chave. — E o rapaz virou-se para um painel cheio de chaves e pegou uma muito pequena, depois deu para Marcelo.
Marcelo, esses dias tinha visto tantas coisas incomuns que mais essa não o intimidou. Além do mais, a vontade de descobrir quem eram aquelas pessoas e onde estavam suas amigas era bem maior. Foi até os elevadores e apertou o botão da cobertura, nada aconteceu, percebeu que uma luz onde tinha um buraco para uma chave se acendeu, era a chave que estava em suas mãos. Claro, o acesso para a cobertura. Enquanto o luxuoso elevador subia, Marcelo sentiu uma leve tontura, lembrou que desde que seus pais viajaram, não tomava seu medicamento e deveria ser por isso. Mas nada poderia interferir agora, então se concentrou. O elevador chegou, as portas se abriram e um lindo corredor todo com piso em mármore e as paredes em gesso com pilares romanos, tinham duas portas no final do corredor uma em cada lado. Marcelo ficou um tempo parado decidindo onde iria, resolveu ir para a direita. Chegou até a imensa porta de madeira talhada com vários detalhes, olhou para a maçaneta dourada sem saber ao certo se entrava ou batia, já que era tudo tão fora da sua realidade. Tentou a maçaneta. A porta estava aberta, foi abrindo aos poucos.
— Olá!
Estava dentro do quarto, em uma enorme sala, muito luxuosa como tudo ali. Marcelo pensou que nunca tinha visto um lustre tão bonito com todos aqueles cristais, dava pra ver uma enorme porta de vidro que levava à varanda com mesas e cadeiras. À esquerda, uma porta menor, estava fechada e à direita um amplo espaço para o quarto com uma cama enorme de casal.
— Olá! Tem alguém aqui?
Ninguém respondia, resolveu explorar o local já que estava ali. Ao lado da luxuosa cama tinha uma entrada para o closet e o banheiro que viu rapidamente a hidromassagem e o box com várias duchas. Decidiu abrir uma das portas do closet, eram algumas calças jeans muitos bem dobradas, várias camisetas brancas, bem abaixo vários tênis tamanhos grandes, deveria ser do time. Comprovou isso quando viu as jaquetas nos cabides. Abriu mais uma porta, aí sim se admirou.
— Mas o que é isso?
Eram muitos vestidos, de vários tamanhos e estilos, abaixo muitas sandálias e botas. “Será que as moças da noite do campo também estão hospedadas com eles?”, pensou Marcelo. “Só pode ser.” O celular vibrou, eram os meninos chamando do carro.
— Alô, o que houve?
— Marcelo, as garotas da festa acabaram de sair do hotel e entraram em duas picapes, passaram por nós e ficaram nos olhando, foi muito estranho.
— Vou descer, só mais um minuto.
Marcelo começou a pensar: “Porque ele me chamaria aqui e não apareceria?”, “As garotas desceram enquanto eu subia.” Não faz sentido. “Que relação tem esse time e essas mulheres?”. Começou a ir em direção à porta que tinha visto ao entrar no quarto. Estava aberta, entrou e seu coração disparou.
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou






