INICIAR SESIÓNSamanta era a mais velha de quatro irmãos. Moravam em um bairro de classe média em uma casa modesta com seus pais. Desde muito pequena aprendeu a dividir tudo que ganhava, fazendo crescer o desejo de ter algo que pudesse ser só seu, como sua paixão por fotografia. Ganhou de sua madrinha uma câmera fotográfica aos 14 anos e frequentou um curso gratuito que lhe proporcionou aprimorar seu dom natural. Sempre andava com sua câmera, por onde fosse via a possibilidade de encontrar um ângulo perfeito de algo que só ela podia ver e eternizar. Esse era seu escape para a triste realidade que vivia dentro de casa com seu pai alcoólatra. Por diversas vezes queria se esconder nas suas fotografias, quando ele chegava agressivo e procurava um alvo para descontar seja lá qual fosse sua ira. Por muitas vezes era somente sua mãe que se sacrificava para aliviar os filhos dessa penosa tortura. Mas nem sempre ficava só nela e Samanta era o alvo escolhido a esmo. Ela era a mais calada do grupo, mas quando Jéssica e Bruna a apresentaram para a turma, a acolheram de imediato trazendo para ela uma nova perspectiva de aliviar seus dias difíceis. O encontro foi em um dia em que seu pai, na noite anterior, tinha pegado pesado com a garota e ela chorava no vestiário. Jéssica se aproximou dela e ofereceu uma caixa com lenços de papel, em seguida perguntou:
— Que câmera bacana, você pode tirar uma foto minha? Eu adoraria uma imagem diferente da câmera do meu celular. Que é horrível, aliás. — E deu um sorriso já fazendo uma pose.
Samanta se acalmou e olhou para a garota que a fez sair daquela angústia. Percebeu que ela não iniciou a conversa com um interrogatório, isso fez com que a admirasse. Logo na segunda foto que tirava na sua nova conhecida, chegou Bruna, que logo foi apresentada:
— Esta é minha amiga Bruna, — disse Jéssica — Bruna está é... como se chama mesmo?
— Samanta — disse já com um pequeno sorriso no rosto.
— Prazer. — Bruna lhe estendeu a mão. — Vamos almoçar, meninas?
E assim a nova integrante do grupo foi ficando cada vez mais íntima de todos da turma. Aos poucos, todos sabiam o que acontecia na casa de Samanta, e acolhiam ela de todas as maneiras que podiam.
Samanta foi procurada pelo editor do jornal estudantil para ser a fotógrafa daquele ano e especialmente nos jogos regionais, o que ela achou de grande responsabilidade, mas incentivada pelos amigos, acabou por aceitar.
Amanheceu e Samanta foi olhar as fotos que tirou na festa da noite anterior no terraço da escola. Ela passava sempre do cartão de memória para o notebook a fim de dar mais espaço para a câmera. Ao abrir as fotos no notebook verificou que tinha muitas fotos boas para enviar para o jornal e selecionou algumas que enviou por e-mail. As fotos da festa anterior, ela queria separar para m****r no grupo da galera. Quando começou a selecionar, começou a sorrir sozinha olhando as poses engraçadas que tirou do pessoal fazendo caretas ou apenas se mostrando muito felizes. Pensou que realmente amava aqueles amigos. Mas o que mais chamou sua atenção é que quando olhava as fotos do local onde o pessoal dançava no centro do ambiente, nada se via a não ser uma forte luz azul que tomava conta de toda a foto. Pensou ser algum problema com a câmera e que não podia ser em um momento pior para isso acontecer, então foi para a assistência técnica no centro da cidade e esqueceu, por estar muito preocupada com a situação, de avisar os amigos.
Chegando à loja foi logo atendida por um conhecido, pois já estivera lá por outros problemas com câmeras antigas.
— Bom dia, Samanta. Como posso ajudar? — Disse o atendente.
— Bom dia, Sr. Malta. É minha câmera, ela está com algum problema. Não sei se é o flash, o que pode ser. — tirando o notebook da bolsa, mostrou as fotos em tom azulado.
— Vou fazer alguns testes e já te dou uma resposta, mas não me parece ser a câmera. — E apontando para a foto na tela do notebook, falou. — Observe, nesta borda superior, a luz externa do local refletida nesta direção e a profundidade, levando em conta a movimentação de pessoas no momento, ela transpassa a luz azul chegando a outra parte da borda inferior. Isso mostra que a foto foi contida, só não entendo essa luz azulada. Já volto.
Samanta entendeu o que o Sr. Malta explicou, e ficou ainda mais intrigada com somente as fotos do centro, onde... e de repente lembrou, elas dançavam!
Passaram-se alguns minutos e o Sr. Malta voltou com a câmera.
— Foi como eu imaginei, não tem nenhum problema. Tire mais algumas fotos e se aparecer algo você volta aqui e eu vejo o que posso fazer por você, ok?
— Ok, Sr. Malta. Por enquanto, obrigada e tenha um bom dia. — Despediu-se e foi correndo pegar o ônibus para a escola.
— ÚLTIMA CHAMADA PARA SETOR B!!! — o alto-falante da prisão, anunciava o final da jornada de passeio no pátio daquele dia.— Prisioneira T77, Dra.Flor a aguarda. — Antes que a moça entrasse na cela, uma guarda a alertou.— A hora mais feliz do meu dia. — Uma moça de lindos cabelos cacheados e compridos, pele morena, jambo e traços simétricos; respondeu com tom de ironia e sarcasmo.O consultório era dividido por um vidro “fortificado”, não somente em termos comuns. De um lado um belo escritório clássico, com mesa, estantes e muitos livros. Nele uma mulher muito elegante, sentada em uma cadeira com um notebook em mãos, esperava sua paciente das 17h.Do outro lado, a prisioneira chegou e antes de ser convidada se jogou em um pequeno sofá, que era a única coisa que fi
— Bom dia, flor do dia. — Gaia abria as cortinas do quarto do irmão, deixando entrar a luz sobre o rosto do rapaz.— Qual é, milady. Ainda está muito cedo ainda. — Phílos cobria a cabeça com o travesseiro.— Nada disso, vamos levantar, já fiz o café. E ela deve estar chegando a qualquer momento.— Ok, ok!! Agora vai, que vou tomar um banho. — E jogou o travesseiro na irmã.Gaia foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, levou para sala onde fechou os olhos e invocou a irmã.— “Onde você está?”— “No aeroporto, acabei de pousar.”— “Porque não abriu um portal e apareceu aqui?”— “Já te falei, tenho medo de ir parar no Everest ou em Marte e morrer sem ar.”Gaia ria muito disso, cad
— “Brida, para ele completar o ritual, precisa de uma Striga, então você fará o seguinte... — O Barão falava com a garota em sua mente.”— Phílos, venha aqui, agora. — Pedro ordenava.— “Phílos, ganhe tempo. — O Barão pediu.”— Não, sem mim nada pode fazer.— Tem razão, amigão. Mas mato ela por pura diversão. — E apertou seu pescoço, fazendo a garota gemer.Phílos quase desmaiou tamanha foi a sensação de agonia que sentiu ao ver sua amada sofrer. Mas tinha que se segurar, concentrou-se em sua raiva.— Vou me render, seu monstro.— “AGORA, MENINAS.”Em um momento de distração Gaia, a Baronesa e Brida lançaram um raio contra Pedro, lançando o jovem para longe de Jéssica. O Barão que est
No caminho para resgatar seus amigos, Brida explicou sobre como seria o ritual que possivelmente Thiry queria fazer para tomar o poder dos jovens amantes. Ela iria precisar de mais uma Striga, a energia de seis seres humanos, sendo três machos e três fêmeas, o casal de amantes, sendo um Strix e um humano. O humano tem que dar seu poder de bom grado a Striga, e está se tornará além de imortal, sem precisar mais sugar mais ninguém, mais poderosa que qualquer um dos Strix.Depois que ela falou, todos ficaram em silêncio o resto da viagem, mergulhados em seus pensamentos mais sombrios.Gaia e Phílos chegaram no mirante, ele pisou no freio com tanta força que o carro derrapou quase chegando ao precipício, de onde estavam já avistaram Amanda. Mal o carro parou e Gaia abriu a porta do carro e saltou, correu até a amiga que faltava pouco para cair.— Mandi, Mandi!!! Acorde!!! El
— Tenho que ir em casa, você leva a Jéssi pra lá.— Mas Brida, o que você descobriu?— Acho que sei porque Thiry voltou. E melhor: Como detê-la. — Ela já falava e andava. — Tenho que ir.Ela correu para casa, no seu quarto tinha uma estante com vários livros comuns para as jovens da sua idade, livros escolares e mais abaixo, vários jogos de videogame. Ela passou a mão em frente aos livros que se revelaram outros muito diferentes. Mais antigos, alguns muito grossos e com capas de couro. Ela puxou um da estante. Era muito grosso, com páginas amareladas, tinha o papel áspero e cheio de figuras, cada página tinha a borda dourada. Folheou bastante procurando algo em específico.— ACHEI!!!— Que foi besta? Que livro é esse? — Um garotinho ruivo entrou pulando em sua cama, devia ter uns sete anos.— Oi
— Brida, aquela é Amanda, minha melhor amiga, ela… — Gaia falava levando a garota para mais perto quando foi interrompida.— Já sei de tudo, querida irmã. — Pois depois da tragédia que os uniu, era assim que se consideravam. — Quando me despertaram, me atualizei de toda a situação. Infelizmente não posso quebrar o encantamento de outra Striga sozinha. — Brida viu a esperança esvair do olhar da irmã. — Hei!! — Ela passou a mão pelo rosto da garota, segurou em seu queixo e olhou bem em seus olhos. — Não disse que não a salvaremos. — As duas se abraçaram. — Vamos sair daqui. Deixei os outros apenas desmaiados. Temos muito o que conversar.— E Amanda?— Vou