LOGINJACK“Robin!” Berrei, a correr por cada um dos quartos, a minha voz ansiosa a rugir o nome do amor da minha vida, o nível de decibéis mais alto do que antecipara, o coração na garganta enquanto fazia a última viagem duas vezes, ao quarto dela. Um vestido azul estava na cama, acompanhado pela mala dela. Estava a preparar-se para o nosso encontro. Rosneei, encostando-me à parede do quarto, derrotado, a respirar ruidosamente antes de rugir uma última fodida vez. Ia matar aquele filho da puta quando o visse. A gemer, pensei em todas as formas como tinha falhado a Robin, não tendo agido depressa o suficiente para garantir a sua segurança. Eliminar o Brandon não seria uma tarefa difícil, mas não queria acrescentar à lista de coisas com que a Robin devia preocupar-se. Pelo menos sabia que ela demoraria uma eternidade a perdoar-me se o matasse, mas agora… agora sentia vontade de o estrangular até a vida escapar do seu corpo. Arrastei o meu corpo derrotado escadas abaixo, deparando-me com o te
ROBINO meu corpo recostou-se contra o banco, o meu cérebro a aceitar finalmente a realidade da minha situação. Era de facto o Brandon, estava a raptar-me e nunca mais ia ver o Jack, a Lana ou os meus pais, ele próprio o disse. Ia certificar-se disso. Não fazia ideia de quanto tempo fiquei a gemer no banco de trás, mas finalmente chegámos ao suposto destino, o carro a parar abruptamente sem aviso. O Brandon ajudou-me a sair, a apalpar à volta do meu pescoço tenso para guiar os meus movimentos.A primeira coisa que me atingiu foi o cheiro húmido a bater-me na cara, o lugar carregava uma mistura pesada de madeira húmida e bolor. Ar viciado a emanar com uma mistura de um subtil cheiro metálico. O cheiro a mofo a emanar das paredes era nauseante. Tive uma ânsia, mas engoli rapidamente, forçando-me a manter a repugnância cá dentro. Estendi o braço, a balançá-lo da esquerda para a direita como uma vaca cega, esperando que o movimento de balanço me guiasse. Mas isso era altamente desnecessár
ROBIN“Não! Brandon… por favor.” Implorei, a soluçar, a tentar libertar-me do seu aperto intenso. “Por que estás a fazer isto? Somos amigos, foda-se!”“Robin, estou a ser muito compreensivo porque estás grávida, mas se não fodidamente cooperares, vou usar o clorofórmio.” Respirou, pousando olhos penetrantes em mim. “Não quero usar o clorofórmio, bebé. É perigoso para ti e para os teus bebés.”“Não sou a tua fodida bebé!” Rosneei para ele. Era uma pessoa completamente diferente, como se nunca o tivesse conhecido de todo. Seria este o mesmo Brandon? O doce e atencioso que não queria nada mais do que me ver feliz e contente? Meu Deus! Era literalmente o monstro! “Esmagaste o meu telefone contra a fodida parede!” Gritei, a arquejar. O meu corpo já tinha chegado ao limite desta brutalidade e apalpões, não ia a lado nenhum com ele.Fechei os olhos, como fazia sempre em situações avassaladoras. Desta vez, quis que isto também fosse mais um pesadelo terrível. A minha mente correu de volta a q
JACKDeixei-me cair no banco, a recolher os meus pensamentos. Nada implicava o Brandon através das fotografias que o Miller tirou, estava deitado numa fodida cama de hospital. Talvez se eu não o tivesse posto lá, tivéssemos encontrado uma ligação entre ele e a fraude do ADN. A investigação tinha chegado a um impasse com ele e também não queria ir falar com os meus amigos nas autoridades, o que lhes diria? Que conduzi uma investigação privada sobre um perseguidor que por algum fodido acaso sabia que eu causei um acidente há cinco anos que fodidamente matou duas pessoas? E que está de volta para atormentar a minha rapariga para me deixar? Isso ia correr fodidamente bem sem me incriminar. Cinco anos atrás, tudo fodidamente remontava aos malditos cinco anos atrás! Resoplei, voltando o olhar para a porta.“Entre,” disse, baixando a cabeça com uma respiração explosiva. Parecia que estava de volta à estaca zero no fodido assunto. Nenhuma fodida luz à vista para mim neste túnel.“Senhor? A Mi
JACKEla arquejou, os olhos bem abertos, os braços a cair antes de mãos transbordantes pentearem os caracóis ásperos e caóticos.“O pai é o pai da Margaret? Como é fodidamente possível, Jack? A Lois pode estar a mentir!”“Em primeiro lugar, bebé, cuida dessa boca bonita. Em segundo lugar, não acho que estivesse a mentir, tinha-a pela garganta, não me mentiria.”“Mas mentiu antes, podia fazê-lo outra vez. Não consigo, não consigo acreditar nisto. O George adora a Lindsey, não havia maneira de a magoar assim. Não!”“Bebé,” sussurrei, pousando a minha mão sobre a dela. “Respira, bebé.” Inspirei fundo, a boca ligeiramente aberta, a gesticular para ela fazer o mesmo, a relaxar os ombros a arquejar. “Calma, calma.”“Não consigo acreditar nisto!” Soltou uma respiração suave, uma grande lágrima a derramar-se dos seus olhos. Oh, meu Deus! Era exactamente por isto que não queria dizer merda nenhuma. Foda-se outra vez, Lois! Supunha-se que isto fosse um fodido reencontro feliz.“Jesus, bebé, não
JACKFicámos deitados de colher na cama dela, a atmosfera serena a fazer toda a diferença aconchegante. Os meus braços estavam enrolados à volta da barriga dela, as costas dela firmemente pressionadas contra o meu peito, o queixo pousado no topo da cabeça dela, a cantarolar a música favorita dela. Senti-a contorcer-se um pouco no meu aperto, e fiquei tenso. Sabia que não podia ser nada de melhor, tinha muito na cabeça e precisava de respostas, rapidamente.“Bebé?” Sussurrou ela, a enrolar os dedos à volta do meu bícep enorme.“O que se passa na tua mente bonita.” Suspirei, preparando-me para responder a algumas perguntas difíceis que não tinha fodida vontade nenhuma de responder.“O que aconteceu à Lois e à Margaret?”“Tratei da Lois.” Retorqui secamente, não querendo que ela investigasse mais. Mas conhecendo a Robin, percebi que não me ia safar tão facilmente.“O que queres dizer?” Torceu o corpo, a encarar-me. O rosto a transbordar de curiosidade.“Mandei-a prender, bebé.” Pisquei o
O Jack continuava com o rosto enterrado no meu cabelo, as mãos envolvidas possessivamente em torno da minha cintura minúscula e ainda a tagarelar sobre irmos morar juntos. Deus! Eu ainda não estava pronta para isso. Ainda havia tanto que eu precisava de aprender sobre este homem. Ele era um mistéri
Quando chegámos ao seu Jaguar, ele instalou-me suavemente no banco do passageiro e fechou a porta antes de contornar para o seu lado, deslizando para o seu assento e arrancando a toda a velocidade. Chegámos aos Heights em tempo recorde. Ele caminhou até ao meu assento, acolhendo-me nos seus braços.
« Robin. »A voz do Jack seguiu-me lá para fora, carregada de urgência.Não parei… não conseguia parar.As portas do elevador tilintaram ao abrir-se, entrei. As portas estavam a fechar-se quando a mão dele disparou através delas, agarrando-me o braço com firmeza, imobilizando-me antes que conseguis
“Porque é que precisas que eu te foda, Robin?”– repetiu, a sua enorme ereção pressionando com força entre as minhas coxas.O que estava ele a tentar provar? Se ele queria que eu sentisse a sua frustração por ter sentimentos por mim, foram todos recebidos e reconhecidos. Ele podia foder-me agora? E







