FAZER LOGINVictor ergueu uma sobrancelha, olhando para ela daquele jeito que não escondia absolutamente nada.Bárbara se aproximou ainda mais e levou os lábios ao ouvido dele.— Então acho que chegou a hora de realizar aquela sua vontade, Meninão. Você queria descobrir como é transar comigo sem nada entre nós, não queria?Os olhos de Victor escureceram imediatamente. A ideia de viver aquela primeira experiência com Bárbara mexeu profundamente com ele.— Você sabe exatamente como provocar um homem, não sabe, Bravinha?Bárbara respondeu apenas com um sorriso antes de se abaixar lentamente, sem desviar os olhos dos dele.Não demorou para os gemidos de Victor se misturarem ao som da água do chuveiro atingindo o chão. Ele jogou a cabeça para trás, fechando os olhos por alguns segundos enquanto uma das mãos buscava os cabelos molhados de Bárbara.— Puta que pariu...Quando tornou a olhar para ela, havia um sorriso descaradamente safado em seu rosto.— Engole fundo… isso.Bárbara manteve os olhos nele,
Bárbara riu e fez menção de se levantar, mas Victor foi mais rápido. Passou um braço pelas costas dela e o outro por baixo das pernas de Bárbara, erguendo-a da cama de uma só vez.— Meninão! — gritou ela, surpresa, agarrando-se imediatamente ao pescoço dele enquanto Victor se levantava da cama.— Que foi? — perguntou Victor entre risos, ajustando Bárbara nos braços antes de seguir em direção ao banheiro. — Você está sendo privilegiada, Bravinha. Toda mulher merece ser tratada assim, mas nem toda mulher tem a sorte de encontrar um homem que saiba disso.Bárbara soltou uma risada e balançou a cabeça.— Meu Deus, como você é convencido. Desse jeito eu vou ficar mal-acostumada.— Não vai ficar mal-acostumada — respondeu Victor, diminuindo o sorriso enquanto a olhava nos olhos. — Vai ficar bem-acostumada. É diferente.Bárbara ergueu uma sobrancelha.— E qual é a diferença?— A diferença é que, daqui a algum tempo, você não vai mais aceitar menos do que merece. — Victor apertou Bárbara um p
Bárbara permaneceu quieta, e Victor continuou acariciando o rosto dela enquanto falava.— Eu tenho muitas memórias afetivas com a minha irmã. Meus pais sempre trataram nós dois da mesma forma, mas a Olívia é a caçulinha. — Um sorriso carinhoso apareceu nos lábios dele. — Então é óbvio que nós mimamos aquela criatura mais do que deveríamos.Bárbara sorriu discretamente.— A gente pode até brigar um dia, porque irmão briga. Mas fomos ensinados que, mesmo brigados, se alguma coisa acontecer com um de nós, o outro aparece. Primeiro a gente briga com o mundo, protege, resolve o problema... depois volta a brigar dentro de casa. — Victor deu uma pequena risada. — Foi assim que meus pais criaram a gente. E é exatamente esse tipo de vínculo que eu quero ensinar aos meus filhos um dia. Aos nossos filhos, se nós chegarmos lá.A expressão de Bárbara mudou por um instante, mas Victor não percebeu a razão por trás da reação dela.— Fora que existia sua obsessão pelo Liam — continuou ele, tornando-s
Bárbara ficou alguns segundos olhando para ele, ainda absorvendo tudo o que Victor acabara de dizer, até um sorriso surgir lentamente em seus lábios.— Sério... eu estou surpresa com você.O canto da boca de Victor se ergueu naquele sorriso convencido.— Eu sei. Sou irresistível.Bárbara riu e ergueu um pouco o rosto do peito dele.— Você é um Meninão muito convencido, isso sim.— Um Meninão que um dia você ainda vai amar loucamente.— Você quer mesmo que eu fique louca por você? — Bárbara ergueu uma sobrancelha, divertida, mantendo-se apoiada no peito de Victor. — Cuidado com o que deseja. Eu posso ser muito perigosa.— Perigosa como? — Victor perguntou, deixando um sorriso surgir enquanto observava a expressão provocadora dela.— Você ainda vai descobrir — respondeu Bárbara, estreitando os olhos de maneira brincalhona.Victor segurou delicadamente o queixo dela e a beijou, demorando-se alguns segundos antes de afastar os lábios apenas o suficiente para murmurar:— Eu já descobri que
Bárbara enlaçou as pernas na cintura de Victor, puxando-o mais fundo. O corpo dela respondia sozinho: rebolava, apertava, pedia. Victor gemeu baixo.— Porra… eu vou gozar se você continuar assim.Victor mudou a posição com suavidade. Ficaram de lado, peito contra peito, com uma das pernas de Bárbara sobre o quadril dele. Os movimentos ficaram mais lentos, mais profundos, e as palavras mudaram de tom.— Eu te quero tanto… sente como eu te desejo. — sussurrou Victor, beijando a testa, a têmpora e a boca de Bárbara. — Você me deixa louco… de um jeito que ninguém mais consegue.A mão de Victor percorria as costas dela, a cintura, a curva da bunda, com uma possessividade carinhosa. Os corpos suados deslizavam um contra o outro. Bárbara gemia alto, mantendo o rosto enterrado no pescoço dele.Depois, Bárbara se ergueu e montou nele. Acomodou-se devagar, apoiando as mãos no peito dele antes de começar a cavalgar. Rebolava com ritmo, mantendo o olhar preso ao dele, enquanto Victor permanecia r
Bárbara apertou os lábios, tentando conter o choro.— Você está falando sério?— Muito sério. — Ele sustentou o olhar dela. — Não estou te prometendo que nunca vamos discutir ou que tudo vai ser perfeito. Nós dois temos personalidades fortes, e provavelmente vamos discordar de muita coisa. Mas posso te prometer que não vou entrar na sua vida para brincar com seus sentimentos. Se você aceitar, quero construir alguma coisa de verdade. Não quero mais fugir disso.Bárbara respirou profundamente, enquanto novas lágrimas desciam por suas bochechas.— Eu quero tentar — confessou, com a voz trêmula. — Estou morrendo de medo, Victor, mas quero tentar com você.Ele sorriu, visivelmente emocionado, e acariciou o rosto dela.— Tem certeza, Bravinha?Bárbara assentiu, segurando uma das mãos dele contra sua bochecha.— Tenho. — Uma lágrima escorreu até seus lábios. — Mas estou te entregando meu coração, Victor. E ele já foi machucado tantas vezes... — Ela precisou interromper a frase para respirar.







