LOGINFelipe aproximou o rosto do dela.— Então nós enfrentamos o que vier. Juntos. Como sempre fizemos. — Felipe sustentou os olhos dela. — Eu estive ao seu lado até aqui e não vai ser agora que vou soltar a sua mão. A diferença é que, desta vez, vamos resolver tudo sem precisar continuar sustentando essa mentira.— Eu tenho medo.— Eu sei. — Felipe lhe deu outro selinho e permaneceu com a testa encostada à dela. — Mas não quero que tome nenhuma decisão movida pelo medo. Deixa que eu resolva uma coisa de cada vez.Elisa fechou os olhos.— Você ainda faria tudo isso por mim depois de tantos anos?Felipe soltou um suspiro baixo.— Elisa, eu já fui um homem cheio de defeitos. Alguns deles imperdoáveis. Mas proteger você e as meninas nunca foi um peso que coloquei nas suas costas. As decisões que tomei foram minhas. Não quero ouvir você dizer que acabou com a minha vida, porque eu sabia exatamente o que estava fazendo quando escolhi ficar.Ela abriu os olhos novamente.— Meu amor...— Só confi
A voz de Elisa saiu mais alta do que pretendia.Do lado de fora do cômodo, Felipe estava ouvindo tudo. A preocupação em seu semblante se aprofundou. Ele levou a mão à maçaneta, mas não entrou.Dentro do cômodo, Érica riu.— Aí está. Finalmente consegui tirar essa sua calma irritante.— Escuta bem o que eu estou dizendo. Você pode me odiar, pode tentar infernizar a minha vida, mas deixe Laura e Bárbara fora disso.— Não posso, irmãzinha. Elas são justamente a parte mais interessante da sua mentira.Elisa fechou os olhos.— O que você quer de mim?— Por enquanto? Nada.— Então por que ligou?— Porque queria que você soubesse que eu não fui embora. — O sarcasmo desapareceu da voz de Érica, dando lugar a uma frieza que fez Elisa apertar ainda mais o aparelho. — E porque você passou anos vivendo tranquilamente com a certeza de que eu nunca voltaria. Quero tirar essa tranquilidade de você.Elisa permaneceu imóvel.— Quero que, todas as vezes que olhar para Felipe, lembre que o casamento de
Edgar apertou suavemente a mão dela.— Então não vamos nos precipitar, meu amor. Primeiro esperamos seu pai voltar e descobrimos o que aconteceu.Laura assentiu, embora continuasse olhando para dentro da cobertura.— É... Até porque eu nem sei se é ela. Só sei que alguma coisa deixou minha mãe daquele jeito. E isso já é suficiente para me deixar com a pulga atrás da orelha.Luna, que observava a mãe havia alguns instantes sem entender direito o que estava acontecendo, puxou delicadamente a manga dela.— Mamãe, não fica assim. Se acontecer alguma coisa, a gente chama o papai. — A menina olhou para Edgar com a segurança absoluta. — O papai sempre vai defender a gente. Ele é o nosso herói.Laura sentiu a expressão suavizar imediatamente e olhou para a filha.— É, princesa... você tem razão. A mamãe tem um herói muito bom por perto.Edgar sorriu, estendendo a mão para acariciar os cabelos de Luna.— E esse herói pretende continuar cuidando muito bem das duas.No outro cômodo, longe dos ou
Felipe riu, enquanto Laura permaneceu encarando o marido por alguns segundos.— Sábio.— Experiente — corrigiu Edgar, ainda sorrindo.Luna deixou a cadeira e se aproximou do pai, envolvendo o pescoço dele com os braços.— Papai, o senhor é o melhor pai do mundo. — Ela beijou o rosto dele e apertou o abraço. — É o meu príncipe. Eu te amo.O olhar de Edgar imediatamente ganhou aquela ternura reservada aos filhos. Ele acomodou Luna em seu colo e beijou a testa dela.— Também te amo, luz da minha vida.Felipe observou a cena com um sorriso antes de voltar os olhos para Laura.— Conseguiu falar com seu irmão e com nossa princesinha?— Mandei mensagem, mas nem ele nem a cunhadinha visualizaram. — Laura deu de ombros, levando a xícara aos lábios. — Também, aniversário dos dois, iate no meio do mar... enquanto a Meredith estiver acordada, é festa de família. Depois que minha sobrinha dormir, Deus abençoe aquele barco. Cunhadinha tem mais de seis meses de pirulito de caramelo atrasado para col
A manhã seguia tranquila na cobertura de Edgar. O café havia sido servido na varanda, onde a família se reunia ao redor da mesa enquanto a brisa suave atravessava o espaço. Os gêmeos ocupavam as cadeirinhas próximas aos pais, Luna tomava seu café ao lado de Edgar e, entre uma xícara e outra, Felipe e o genro haviam inevitavelmente levado a conversa para o hospital.— Eu vi o relatório da Cardiologia ontem — comentou Felipe, apoiando a xícara no pires enquanto olhava para Edgar. — A demanda aumentou mais do que o previsto nos últimos meses.— Principalmente na Hemodinâmica — concordou Edgar, tranquilo. — Ainda estamos conseguindo trabalhar sem sobrecarregar a equipe, mas prefiro contratar antes de chegarmos ao limite. Quando um hospital começa a resolver falta de profissional depois que o problema apareceu, normalmente já esperou demais.Felipe assentiu, demonstrando concordância.— Exatamente. E os nomes que você estava avaliando?— Pedi ao RH uma seleção mais criteriosa. Currículo é
Victor ergueu uma sobrancelha, olhando para ela daquele jeito que não escondia absolutamente nada.Bárbara se aproximou ainda mais e levou os lábios ao ouvido dele.— Então acho que chegou a hora de realizar aquela sua vontade, Meninão. Você queria descobrir como é transar comigo sem nada entre nós, não queria?Os olhos de Victor escureceram imediatamente. A ideia de viver aquela primeira experiência com Bárbara mexeu profundamente com ele.— Você sabe exatamente como provocar um homem, não sabe, Bravinha?Bárbara respondeu apenas com um sorriso antes de se abaixar lentamente, sem desviar os olhos dos dele.Não demorou para os gemidos de Victor se misturarem ao som da água do chuveiro atingindo o chão. Ele jogou a cabeça para trás, fechando os olhos por alguns segundos enquanto uma das mãos buscava os cabelos molhados de Bárbara.— Puta que pariu...Quando tornou a olhar para ela, havia um sorriso descaradamente safado em seu rosto.— Engole fundo… isso.Bárbara manteve os olhos nele,







