LOGINLorena não rebateu nada.— Então é por isso que a gente pensa tão diferente.— Eu posso aceitar as diferenças e seguir em frente. — Leandro disse.Lorena recusou.— Eu não vou aceitar diferenças. O jeito que eu penso é muito difícil de mudar....Aquele jantar com Leandro tinha começado de um jeito absurdo. Depois de algumas farpas, Lorena não esperava que, no fim, eles fossem conversar sério e até falar de coisas do coração.Ela tinha conseguido até desabafar com Leandro?Na hora, ela não achou nada. Agora, pensando de novo, era mesmo estranho.Lorena não ficou pensando nisso. Ela dirigiu de volta pra casa e, de repente, o celular recebeu uma ligação de um número desconhecido.Ela tinha muita socialização no dia a dia. Mesmo sem contato salvo, Lorena atendia.— Alô, quem fala?Depois da pergunta, a outra pessoa não respondeu na hora.— Com licença, você é...?— Eu sou a Inês Fuentes.Lorena não esperava ouvir aquele nome. Ela ergueu levemente a sobrancelha, com um sorriso discreto no
Leandro percebeu que Lorena não estava brincando. Nem dava pra chamar de levar um baque. Era pura irritação, era ficar de cara fechada, era se sentir mal, era querer que aquele desgraçado do Eliezer sumisse do mundo.Leandro até conseguia entender o comportamento maluco do Henrique lá atrás. Quando alguém quer muito ter o outro e não consegue, isso realmente pode deixar uma pessoa louca.Mas uma coisa era pensar, outra era fazer. O nível de moral de Leandro era alto demais, ele só podia pensar. O jeito dele de implicar não passava de brincadeira. Se ele realmente fizesse alguma coisa forçada com Lorena, não era nem questão de ficar junto ou não, ele nem conseguiria ser amigo dela. E ele nem precisava testar isso. Era essa a sensação que Lorena passava pra ele, o limite dela era muito claro.Aos olhos dele, Lorena era muito gostável, mas Leandro não tratava ela como um fofinho. Ele nem gostava desse tipo de coisa. Ele gostava de mulher madura, e por isso não tinha nenhum traço de de
Lorena quase se engasgou. Ela olhou para Leandro bem séria, tentando ver no rosto dele algum sinal de que era brincadeira, mas não tinha, ele estava mesmo convidando ela pra casar.Lorena já tinha visto de tudo, e ainda assim ficou sem reação.— Você ainda não acordou, Sr. Leandro? Tá falando o que tá sonhando?— Eu tô falando sério. Lá em casa tão me enchendo tanto o saco que eu quero resolver logo. Só que eu sou meio exigente. Quem eu não curto, eu não consigo formar uma família. Então eu quis te pedir ajuda. — Leandro continuou, todo certinho, falando como se fosse a coisa mais normal do mundo.Lorena riu. Ele falava de casamento como quem chama pra tomar um café. Ele já tinha 31 anos, e ainda era desse jeito.A situação era absurda, mas Lorena não ficou nem um pouco irritada. Depois que entendeu o que ele tinha dito, também não ficou surpresa. Era muito a cara de Leandro .Só que Lorena não tinha a menor vontade de entrar na onda dele. Ela nunca tinha pensado em deixar ele partic
Leandro caiu na risada, se divertiu pra caramba, os ombros até tremiam.Embora ele só tivesse passado a se interessar por Lorena depois de dormir com ela, depois de conhecer melhor, ele percebeu que ela era ainda mais interessante.Lorena, tão jovem, tinha muita vivência, e escondia muito bem o que pensava. Ela sorria com simpatia pra todo mundo, mas ninguém sabia se ela falava com o coração. E ele também não entendia por que ela ficava presa a um noivo cafajeste e não largava.Lorena era o tipo de pessoa direta e cheia de ideias. No assunto da Luana com o Henrique, ela mostrava bem aquele ar de não aguentar ver alguém fazendo besteira. Mas, quando era o noivo dela, ela fazia uma coisa totalmente contra o senso comum.Leandro não entendia nada, e não conseguia sacar o que ela estava fazendo.Claro, uma coisa Leandro tinha certeza. Lorena não sentia nada por ele. Depois que ele deixou claro que queria ficar com ela, ela ficou ainda mais resistente.Era ele mesmo o coitado da história. Q
— Sr. Leandro, você não queria me contar as suas dificuldades recentes? Ficar falando esse monte de coisa nada a ver está até engraçado. — Lorena falou.— Eu só entrei na cabeça de um homem e falei o que veio. Se você quiser aceitar, aceita. Se não quiser, finge que eu não falei.Aquilo era sem vergonha num nível absurdo.Ele falava coisa que deixava a pessoa desconfortável, estragava o clima, e depois virava e dizia pra não levar a sério. Lorena teve vontade de dar um tapa nele.— Você está educado demais. Eu entendi o que você quis dizer. Homem tem ciúme, tem posse. Eu também tenho, como pessoa. Eu entendo que você falou no impulso. Só que você não conhece o meu noivo e não sabe como é a nossa relação.Ela continuou:— Ele fica tranquilo de eu te ver porque a gente fica tranquilo um com o outro. A gente sabe que, não importa o que aconteça, a gente volta um pro outro. Isso vem de confiança. Não é qualquer casal que tem isso.Lorena olhou pra estrada.— Então, Sr. Leandro, não precisa
— Pode. Mas eu preciso avisar o meu noivo. Dá pra esperar uns minutinhos? — Lorena sorriu, sem deixar falha nenhuma.O olhar do Leandro escureceu um pouco, mas o sorriso dele continuou.— Claro. Pra não dar mal-entendido.Lorena não respondeu. Só ficou olhando pra ele.Ela queria que ele se afastasse. Ali não dava pra ligar com ele tão perto.Leandro riu e deu alguns passos pra trás. Cruzou os braços no peito e ficou com aqueles olhos bonitos, olhando pra Lorena de vez em quando.Fazia tempo que eles não se viam, mas ela ainda era a mesma mulher fria da memória dele.O que ele tinha dito agora era meio verdade, meio mentira. A educação era mentira. Era só pra não assustar ela e fazer ela fugir. O que era verdade era que ele queria encontrar ela, jantar, conversar. Ele já tinha sido cuidadoso, tinha só puxado assunto, e mesmo assim ela já tinha que jogar o noivo na mesa?Não. Pera aí. Quase um ano. O noivo dela ainda não tinha morrido?Ele tinha ouvido que a filha já tinha dois anos. E
André sabia que Luana conseguia se recompor rápido, mas ainda assim, não deixava de se preocupar, e, instintivamente, olhou para ela.Para sua surpresa, Luana devolveu o olhar de forma firme, sem desviar ou evitar.Quando o divórcio era recente, cada reencontro com Henrique era doloroso, e ela fugia
Comparada aos outros amigos do Henrique, a pessoa com quem Luana mais tinha contato era o Lucas.Mas toda vez que se falavam, era por causa do Henrique. Fora isso, nunca tinham conversado à toa sobre nada.Será que era por ela estar trabalhando no Grupo S que o Henrique tinha pedido para o Lucas vir
Leandro ficou parado por um instante, mas logo abriu um sorriso malicioso e arrastou Igor pro carro.Deu alguns passos, mas voltou.Também puxou André, resmungando:— Será que dá pra ser mais esperto, não?André ficou calado.Quem mandou o Leandro ser tão rápido no gatilho de cupido?Pena que tentou
“Colega, a Lorena me demitiu, mas sinceramente eu também já não queria mais ficar na empresa, então não foi nada demais. Você apareceu de repente por aqui hoje, acho que ainda deve estar por perto, né? Que tal a gente almoçar junto e colocar a conversa em dia?”Bianca franziu a testa, cheia de despr







