LOGINLeandro usou a própria beleza para seduzir. A cabeça dela não acompanhou, ela perdeu a vantagem, e Leandro entrou na sala dela sem dificuldade.Enquanto colocava a água, Lorena ficou reclamando em silêncio.Ela encheu um copo para si, tomou vários goles, e só depois serviu Leandro.Leandro estava observando o lugar.— Faz tempo que eu não venho aqui. Você mudou bastante coisa, está com muita personalidade. Você foi em exposição de novo?Leandro comentou sobre um quadro ousado e moderno:— Esse estilo é muito marcante. Esse artista ainda tem exposição? Quando você me leva para ver?Lorena ainda lembrava da cara de desprezo de Eliezer quando ele veio à casa dela pela primeira vez.Eliezer gostava de algo suave, sem ataque, queria alguém comportada, e ainda queria obrigar ela a mudar.Ter gostos diferentes era normal. Mas usar isso para alimentar a própria necessidade de controle e obrigar o outro a mudar era desumano.Lorena comprava o que gostava, sem ligar para o olhar dos outros. Mesm
A mente de Eliezer travou por um instante. Lorena não tinha voltado para casa?No caminho de volta, ele só queria ver a cena de Lorena pedindo as pazes e admitindo o erro.Mas o que tinha ali era só uma casa vazia e escura!A raiva subiu na hora, ele quase explodiu, com vontade de quebrar alguma coisa, porque Lorena sempre conseguia sair do que ele esperava!Ele puxou o ar várias vezes, mas não conseguia conter a raiva.Com os pais em casa, Eliezer não ousou fazer muito barulho. Ele foi até a cama, pegou um travesseiro e começou a bater com força no colchão, uma vez atrás da outra. Bateu mais de dez vezes e só então descarregou um pouco.Aí ele ligou para Lorena, mas não completava. Ligou a segunda e a terceira vez, e continuava sem completar. Eliezer arremessou o celular na cama e voltou a bater na cama com o travesseiro, sem parar.Os olhos dele quase ficaram vermelhos de raiva.Eliezer decidiu dar a Lorena um dia. Se amanhã ela não voltasse, ele iria atrás dela pessoalmente!...Lor
Leandro escondeu a emoção. Ele não queria deixar o clima pesado, nem levar o próprio mau humor para Lorena, porque um clima travado não resolvia problema nenhum.E não era nada tão grande assim. Afinal, quem nunca esbarrou em uma ou duas coisas chatas?Então, por fora, Leandro parecia relaxado, como se nem tivesse se abalado. Mas isso não queria dizer que ele não ligava.Ele só estava guardando.Leandro guardou tudo por dentro, e o que saiu da boca dele foi bem-humorado:— Eliezer nem tenta me dar um pouco de desafio. Um sujeito com o caráter desse jeito e ainda achou que ia disputar comigo? Eu nem precisei fazer nada, já ganhei.O humor de Leandro puxou Lorena junto, e ela nem achou constrangedor ele ter ouvido.— Você é muito para cima.— Sou. Eu sou otimista. Meus amigos falam que ficar comigo é leve, é gostoso. — Leandro perguntou. — E você?Lorena ia responder.Leandro, sem vergonha, cortou:— Mas você tem que avaliar com objetividade e justiça. Depois de ouvir aquelas besteiras a
Lorena quase não se segurou, soltou uma risada, ficou ao mesmo tempo com raiva e achando graça.A raiva de Eliezer ainda não tinha passado, mas, assim que Leandro apareceu, ele acabou rindo, a emoção dele ficou toda desconexa!Lorena cutucou Leandro com o cotovelo.Leandro soltou na hora. Ela virou a cabeça e avaliou ele de cima a baixo.Só de alguém ser bonito, já dá esse tipo de valor emocional. E, se ainda sabe se vestir, fica agradável de olhar. Basta olhar mais um pouco que o humor melhora. Era por isso que ver um cara bonito deixava a gente mais feliz.A raiva de Lorena se dissolveu rápido. Ela tinha acabado de levar um ataque psicológico de Eliezer e, de repente, viu alguém do lado dela. O humor dela melhorou na hora.Lorena perguntou:— Como você soube que eu estava aqui?Leandro respondeu:— Perguntei para sua assistente a sua agenda.Lorena falou, bem confiante:— Isso não é possível, a não ser que ela tenha me traído. Eu estou de péssimo humor, então fala a verdade e explica
Eles foram até um canto vazio.Lorena queria fazer Eliezer falar, então não foi para cima. Ela só ficou ali, esperando ele se explicar por conta própria.Ali fora, Eliezer ainda queria manter a imagem. Diferente de casa, ele não explodiu nem começou a discutir com Lorena. Ele respirou fundo algumas vezes, forçou o próprio humor a voltar para o lugar e falou, com maldade:— Eu fiz de propósito.Lorena já tinha se chocado com a baixeza dele uma vez. Agora ela nem reagiu.— Por que você fez isso?Eliezer abriu um sorriso nojento, como se tivesse ganhado.— Você pediu explicação na frente de todo mundo porque ficou com raiva, não foi? Se não tivesse ficado com raiva, você não chegava daquele jeito.— Você queria me ver irritada?Ele continuou, sem esconder o deboche.— Queria. Quero que você guarde essa sensação. Porque é isso que eu venho engolindo esses dias. Agora você entendeu, não entendeu?Lorena teve vontade de dizer que não tinha doído. O que tinha batido era nojo. Ela só não acred
Lorena falou sorrindo, mas, no instante em que abriu a boca, todo mundo sentiu uma presença forte, quase por cima de todo mundo ali.Postura, jeito de falar, expressão, tudo isso entrega a segurança de alguém. E o que Lorena mostrava era simples. Ela não era fácil de mexer. Quem tinha falado dela antes ficou com a cara travada.Antes, ainda tinham coragem de cochichar, porque não conheciam, porque tinha muita gente, porque parecia fácil. Agora, olhando de perto, ficou claro que Lorena não era simples. Ninguém se atreveu a continuar. Em vez disso, começaram a ficar curiosos sobre o que Eliezer tinha feito para virar aquela situação.Lorena apareceu, falou uma frase, e o clima virou na hora.Mesmo estando no próprio ambiente, Eliezer ficou por baixo.A presença dele foi engolida pela dela. Parecia que nem estavam no mesmo nível.Lorena era da mesma idade deles, mas tinha um peso que segurava a sala inteira. Só isso já mostrava a diferença. Mesmo quem não conhecia Lorena percebeu que ela
À noite, foi o próprio Dante quem tocou no assunto:— Daqui pra frente, tudo o que tiver a ver com o Henrique, você pode me contar. Antes eu dava importância demais pra ele, mas agora é diferente.Dante tinha sido curado pela Luana.No amor, ele se sentia cada vez mais seguro, já não se consumia mai
Amanda achou que tinha ouvido errado, quando entendeu, levantou da cadeira num pulo.Luís, Luís… realmente foi cavar a própria cova.— Vou avisar o Sr. Henrique imediatamente. — A Amanda quase não conteve o riso frio. — Sra. Luana, aguarde um instante.Luana desligou a chamada, e o Luís ficou comple
Luana puxou o cabelo dele com força, deixando os fios completamente embolados.Ela já havia tomado café da manhã, mas o corpo todo ainda estava mole.Talvez fosse por terem ido até o fim, agora, estando sob o mesmo teto com o Dante, bastava um olhar e tudo aquecia, o corpo respondia.Luana ficou até
Luana imediatamente cobriu a boca dele.Mesmo sendo só os dois em casa, ela não queria ouvir aquilo.Ela realmente não entendia como o Dante, com aquela cara séria e cheia de autoridade, conseguia dizer esse tipo de coisa.Ele roçou na palma da mão dela e murmurou, com a voz grave:— Não tem problem







