LOGINLeandro escondeu a emoção. Ele não queria deixar o clima pesado, nem levar o próprio mau humor para Lorena, porque um clima travado não resolvia problema nenhum.E não era nada tão grande assim. Afinal, quem nunca esbarrou em uma ou duas coisas chatas?Então, por fora, Leandro parecia relaxado, como se nem tivesse se abalado. Mas isso não queria dizer que ele não ligava.Ele só estava guardando.Leandro guardou tudo por dentro, e o que saiu da boca dele foi bem-humorado:— Eliezer nem tenta me dar um pouco de desafio. Um sujeito com o caráter desse jeito e ainda achou que ia disputar comigo? Eu nem precisei fazer nada, já ganhei.O humor de Leandro puxou Lorena junto, e ela nem achou constrangedor ele ter ouvido.— Você é muito para cima.— Sou. Eu sou otimista. Meus amigos falam que ficar comigo é leve, é gostoso. — Leandro perguntou. — E você?Lorena ia responder.Leandro, sem vergonha, cortou:— Mas você tem que avaliar com objetividade e justiça. Depois de ouvir aquelas besteiras a
Lorena quase não se segurou, soltou uma risada, ficou ao mesmo tempo com raiva e achando graça.A raiva de Eliezer ainda não tinha passado, mas, assim que Leandro apareceu, ele acabou rindo, a emoção dele ficou toda desconexa!Lorena cutucou Leandro com o cotovelo.Leandro soltou na hora. Ela virou a cabeça e avaliou ele de cima a baixo.Só de alguém ser bonito, já dá esse tipo de valor emocional. E, se ainda sabe se vestir, fica agradável de olhar. Basta olhar mais um pouco que o humor melhora. Era por isso que ver um cara bonito deixava a gente mais feliz.A raiva de Lorena se dissolveu rápido. Ela tinha acabado de levar um ataque psicológico de Eliezer e, de repente, viu alguém do lado dela. O humor dela melhorou na hora.Lorena perguntou:— Como você soube que eu estava aqui?Leandro respondeu:— Perguntei para sua assistente a sua agenda.Lorena falou, bem confiante:— Isso não é possível, a não ser que ela tenha me traído. Eu estou de péssimo humor, então fala a verdade e explica
Eles foram até um canto vazio.Lorena queria fazer Eliezer falar, então não foi para cima. Ela só ficou ali, esperando ele se explicar por conta própria.Ali fora, Eliezer ainda queria manter a imagem. Diferente de casa, ele não explodiu nem começou a discutir com Lorena. Ele respirou fundo algumas vezes, forçou o próprio humor a voltar para o lugar e falou, com maldade:— Eu fiz de propósito.Lorena já tinha se chocado com a baixeza dele uma vez. Agora ela nem reagiu.— Por que você fez isso?Eliezer abriu um sorriso nojento, como se tivesse ganhado.— Você pediu explicação na frente de todo mundo porque ficou com raiva, não foi? Se não tivesse ficado com raiva, você não chegava daquele jeito.— Você queria me ver irritada?Ele continuou, sem esconder o deboche.— Queria. Quero que você guarde essa sensação. Porque é isso que eu venho engolindo esses dias. Agora você entendeu, não entendeu?Lorena teve vontade de dizer que não tinha doído. O que tinha batido era nojo. Ela só não acred
Lorena falou sorrindo, mas, no instante em que abriu a boca, todo mundo sentiu uma presença forte, quase por cima de todo mundo ali.Postura, jeito de falar, expressão, tudo isso entrega a segurança de alguém. E o que Lorena mostrava era simples. Ela não era fácil de mexer. Quem tinha falado dela antes ficou com a cara travada.Antes, ainda tinham coragem de cochichar, porque não conheciam, porque tinha muita gente, porque parecia fácil. Agora, olhando de perto, ficou claro que Lorena não era simples. Ninguém se atreveu a continuar. Em vez disso, começaram a ficar curiosos sobre o que Eliezer tinha feito para virar aquela situação.Lorena apareceu, falou uma frase, e o clima virou na hora.Mesmo estando no próprio ambiente, Eliezer ficou por baixo.A presença dele foi engolida pela dela. Parecia que nem estavam no mesmo nível.Lorena era da mesma idade deles, mas tinha um peso que segurava a sala inteira. Só isso já mostrava a diferença. Mesmo quem não conhecia Lorena percebeu que ela
Como a sala reservada era grande, perto da porta tinha um ponto cego. A tosse daquela colega era para avisar Eliezer.Teve gente que não conhecia Lorena e perguntou baixinho o que estava acontecendo.Aí começaram os cochichos.— Ela é a noiva do Eliezer. Eles estão juntos faz tempo.— Mas hoje o Eliezer trouxe a Inês. Ela aparecer do nada não é para ir bater de frente com a Inês? Precisa disso? Deixa todo mundo constrangido. E ela não acha vergonha? Se fosse eu, eu não viria.— Olha a cara dela. Nem fechou a cara. Ela está calma demais. A cabeça dela é forte demais. Se fosse eu, queria sumir.— Para de falar besteira. Se fosse para marcar território, ela chegava com sangue nos olhos. Deve ter alguma coisa por trás.— Espera. Afinal, o Eliezer está com quem?Lorena ouviu algumas dessas falas.Eliezer tinha colocado ela e Inês no fogo, e ele mesmo ficou sumido. Aquilo deu nojo. Aquele jeito baixo, sujo, sem respeito, parecia coisa de homem podre.Lorena já sabia que ele não tinha melhora
Lorena não estava tão atolada de trabalho nos últimos dias. Um encontro de colegas dava para ir.— Tá bom, eu consigo.Eliezer, por algum motivo, não aguentava mais nada nela. Qualquer palavra que Lorena dissesse já irritava.O que era esse "consigo"? Mesmo que não conseguisse, ela tinha que dar um jeito e ir com ele.De mau humor, ele fechou a cara e saiu.Lorena ergueu a sobrancelha.Por que ele vivia fechando a cara para ela? O que passava pela cabeça dele?Sílvia viu Eliezer acompanhando Lorena até o carro e puxou o braço do marido.— Você acha que o seu filho consegue acalmar a Lorena?Mauro não demonstrou interesse e não respondeu.— Fala alguma coisa.Mauro estava decepcionado com Eliezer, mas não jogava isso em cima da esposa.— A gente não tinha combinado de não se meter? Se eles vão dar conta ou não, é com os dois.— Nem curiosidade pode? — Sílvia reclamou.Mauro só ficou sem jeito.Eles tinham acabado de falar disso quando Eliezer voltou. A cara dele ainda estava do mesmo je
E Luís, acostumado a só ter vantagens, agora que Henrique o deixara de lado, era quem mais se desequilibrava.Amanda só esperava ele cometer um erro.Competição no trabalho era assim, cruel. Ela não podia baixar a guarda, senão seria ou ela, ou ele.…Quando Dante soube que Henrique tinha ido atrás
Henrique, por outro lado, pensava que ser segurado por ela, ouvir aquela voz suave, até que era bom.Ele fechou os olhos e logo abriu de novo, mas a fantasia se desfez num instante, restando apenas a realidade fria.Comparada à dor do corpo, a realidade doía muito mais.Henrique queria tanto que Lua
Dante apoiou o corpo, abaixou a cabeça e a olhou:— Para dormir bem, é melhor a gente dormir separado.Em seguida, ele se levantou. Puxou Luana para acompanhá-lo, mas o rosto dela já estava completamente vermelho.A expressão dele estava calma.O contraste com o corpo era grande demais. Só de imagi
Cíntia forçou um sorriso:— Já que seu namorado está aqui, me leva pra conhecer?— É só namoro, não é casamento. Apresentar pros mais velhos pode acabar pressionando ele. — Respondeu Luana.Cíntia ficou sem palavras.A sobrinha tinha desviado com classe, mas não lhe dava espaço algum. E ainda não ha







