로그인Mas quando Júlia perde o interesse, a frieza vem de forma abrupta.David pode ser reservado, mas ainda é humano. Provavelmente sairia ferido.Ferimento físico não o faria se curvar. Golpe na carreira também não, ainda mais com Luana e Dante por perto. Mas atacar o coração? Esse método era quase feito sob medida para ele.…Quando David pegou um carro por aplicativo para voltar para casa, Tiago já tinha chegado.Antes de sair, Tiago tinha descoberto um grande babado. Curioso demais, deu uma volta por aí e voltou cedo só para esperar David.David estava como sempre. Mas havia algo diferente no olhar.Tiago foi direto:— E aí? Inteiro ainda? A Júlia não fez nada com você? Vocês dois foram comemorar Dia dos Namorados juntos, foi?Só então David se lembrou do bar temático de Dia dos Namorados. Pensando bem, de certa forma, tinham passado a data juntos.Ele ignorou a provocação. Abriu a geladeira e pegou duas garrafas de cerveja gelada. Tinham comprado para fazer churrasco em casa. Ainda res
Júlia nem ouviu o que Arthur disse.Estava concentrada digitando."Tudo bem. Não precisa se preocupar. Eu não vou morrer."David respondeu: "Uhum."Júlia fez um som baixo com a língua e subiu a conversa para reler as mensagens. Não tinha nada demais ali. Nada especial.Mas finalmente estava dentro do que ela esperava.E isso bastava.Ela nunca tinha gostado do jeito frio dele. Mas agora que tinha começado a se interessar, aquilo deixou de incomodar quase instantaneamente. Nem tentou analisar demais. Se fosse pensar muito, a resposta era simples. Ele era bonito. Gostar de homem bonito é a coisa mais normal do mundo.Ela tinha tomado a iniciativa do beijo. Se não quisesse, ninguém obrigaria.Quando ele saiu apressado, se ela não tivesse visto as orelhas vermelhas, teria achado que tinha exagerado, que ele tinha se incomodado com a proximidade repentina.Mas agora, depois daquela mensagem cuidadosa, qualquer dúvida sumiu.Ele tinha aceitado o beijo.Se tinha concordado em ser amigo dela,
Depois de confirmar que Arthur não conseguia ver a tela, Júlia abriu o celular devagar. O coração batia forte demais, impossível ignorar.Ela abriu a conversa."Volta cedo pra casa. Fica atenta."Júlia ficou parada.Tinha ponto final. Tudo certinho, formal demais. Nada leve, nada descontraído. Ela detestava esse tipo de mensagem. Com os amigos, nem digitava muito. Mandava áudio e pronto.Com David, antes, ela tinha se esforçado para digitar. Era parte do plano de aproximar, virar alguém com quem ele conversasse, fazer ele se acostumar aos poucos.Ela tinha criado expectativa.E recebeu só um aviso.Se fosse sincera, sentiu uma pontinha de frustração. David era mesmo rígido demais. Engessado.Será que ela tinha passado tempo demais cercada de gente bajuladora, ouvindo elogios o tempo todo? Talvez justamente por isso alguém como David, econômico nas palavras, mas atento nos detalhes, tímido, sensível, sincero e sério, tivesse trazido novidade suficiente para mexer com ela.Júlia soltou o
David continuava sendo assunto dela com os amigos.Arthur quase deixou o queixo cair.— Porra, você tá falando sério? Vai me dizer que virou amor depois de tanto implicar? O que você viu nele? O cara é frio, não sabe te agradar. E nem é rico. Tá, é bonito, tem presença, mas gente melhor não falta. Como você foi se interessar logo por ele?Se David não tivesse nada a ver com Júlia, Arthur até elogiava. Mas bastou ela demonstrar interesse que ele começou a implicar.— Eu sei lá como fui gostar dele. Eu mesma fiquei chocada… Talvez ele tenha sorte. Fui eu que escolhi ele, hahaha.Arthur suspirou.— Sorte mesmo. Ficar com você é só vantagem.Júlia adorava ouvir isso.— Guarda isso pra você. Eu ainda vou brincar bastante com ele. Quando eu enjoar, mando embora. Enquanto eu não cansar, se você deixar ele perceber qualquer coisa, eu acabo com você.— Nem precisa avisar. Arthur conhecia bem o jeito dela. Não era a primeira vez que ajudava.Quando Júlia se interessava por algum ator iniciante,
Mesmo sendo falso, sem amor nenhum envolvido, só um jogo bobo de Dia dos Namorados incentivado por gente ao redor, no fundo superficial e até meio vulgar, Júlia gostou.Júlia batucava o dedo na taça. Quanto mais olhava, mais gostava. Como fazer para poder tirar e admirar quando quisesse?Carteira não servia. Tinha que ser algo que estivesse sempre com ela. O celular.Júlia colocou a foto sobre a mesa, pegou o celular, tirou a capinha, encaixou a foto da câmera instantânea dentro e fechou de novo.Pegou o aparelho e conferiu.A capinha não era transparente. Ninguém conseguiria ver que havia uma foto ali dentro.Júlia ficou alguns segundos sorrindo para o próprio celular. Depois ligou para Arthur pedindo que ele fosse buscá-la. Tinha bebido. Não queria dirigir.Dirigir após beber não era algo impensável no círculo deles. Já teve amigo envolvido em notícia por causa disso, e depois tudo foi abafado.Mas hoje Júlia estava animada demais. Chamou o subordinado.Pouco tempo depois, Arthur che
Júlia só pôde fingir naturalidade.— Não vai ficar mais?David respondeu:— Já está tarde.Depois de pensar por um instante, acrescentou:— Eu bebi. Não posso te levar. Pede para algum amigo vir te buscar. Eu vou indo.Antes que Júlia pudesse impedi-lo, ele já tinha se levantado. A decisão era clara. Ele queria sair dali naquele exato momento.— Tão rápido assim… — Disse Júlia.David parecia apressado. Assentiu.Antes de ir, o olhar dele passou rapidamente pela foto instantânea que Júlia tinha jogado de lado. Os dedos se fecharam sem perceber. Ele só hesitou por um segundo, depois virou e foi embora.Júlia ficou parada, surpresa. Ele tinha ido embora sem transição nenhuma.O olhar dela seguiu as costas dele o tempo todo. Quando David chegou à porta do bar, ali a iluminação era diferente. Luz branca, limpa, sem cores. Dava para ver até a maquiagem no rosto das pessoas com nitidez.Foi então que Júlia achou ter visto as orelhas e a nuca dele vermelhas.Ele estava corando?Júlia apertou a







