LOGIN— Mesmo que você não dissesse, eu faria do mesmo jeito. Eu sei o que te toca.— Então cuidar dos bebês é a sua forma de agir.— É, porque eles são importantes pra você, e isso os torna importantes pra mim também. Mas eu também gosto deles, porque se parecem com você. São seus filhos, por isso eu gosto.Dante olhou fixamente para o rosto de Luana. Agora, com o rosto mais fino, ela parecia até mais jovem. Quem nasce bonito tem um tipo de encanto até quando está cansado.Ele se mantinha contido, mas com a mulher amada nos braços, era inevitável se distrair.Soltou um suspiro, no fim das contas, homem pensa mesmo com a parte de baixo. Ele não era exceção.O corpo tocou, a imaginação disparou.— Por que suspirou?— Pra acalmar o coração.A voz dele saiu rouca. Luana entendeu na hora o que aquele acalmar queria dizer.Lançou-lhe um olhar cortante:— Então me solta!— Isso não. Prefiro ficar sofrendo, mas te segurar e conversar assim.Dante se inclinou e roçou o rosto no dela.Uma namorada tã
A maçã-de-Adão de Dante se moveu levemente enquanto falava. Ele ainda segurava a garrafa de água gelada, com força, os ossos do dorso da mão bem marcados.Luana não disse nada, apenas o encarou.A sala de estar da suíte estava silenciosa, mas o ar parecia subitamente quente.Sem obter resposta, Dante colocou a garrafa na mesa, pegou o copo de água preparado para ela e foi se aproximando passo a passo.A cada passo, o coração de Luana batia mais forte.Quando ele parou diante dela, o ritmo já disparava.Ela continuava calada, tentando manter a calmaDante estendeu o copo:— Cuidou dos bebês o dia todo, bebe um pouco de água.O olhar de Luana passou pelo copo, mas desviou para a mão dele, grande, dedos longos, articulações nítidas. Só de olhar as mãos, dava pra imaginar o rosto bonito.Ela gostava da aparência dele, e também do modo como agora ele se mostrava atencioso.Depois de três segundos, pegou o copo e bebeu um gole.Ignorou o que ele havia dito, foi até o sofá da sala e sentou pa
Depois do jantar, Sofia não mostrou em público a mesma antipatia pelo Dante que demonstrava em particular com Luana, despediu-se com tranquilidade e foi embora sem drama.Então Dante e Luana voltaram juntos para o condomínio.O carro seguia pela avenida cheia de luzes e movimento. Dante dirigia, enquanto Luana estava no banco do passageiro. O silêncio dentro do carro era tranquilo.Observando as luzes e a paisagem familiar pela janela, Luana sentiu-se como se tivesse voltado ao tempo em que ainda não tinham se separado. Um sentimento de calma e segurança a invadiu.Mas, agora, eles ainda não eram oficialmente um casal. Em particular, os dois mantinham uma certa reserva.Por exemplo, enquanto Luana se recuperava na Cidade J, só nas duas primeiras noites Dante aproveitou uma brecha pra dormir ao lado dela. Apenas dormir, nada mais. Depois disso, ficaram separados, mantendo distância.E logo depois veio o beijo, aquele que aconteceu quando Luana estava prestes a deixar a Cidade J, depois
O que Sofia disse batia exatamente com a imagem que Luana tinha dela em parte. Não falando do que ela teria feito na época, mas olhando agora para o passado, Luana desejava, mesmo que fosse só num "e se", que Sofia realmente tivesse conseguido impedi-la.Durante todos esses anos, Luana quase não viu Joaquim. Depois que a mãe foi para a Cidade J fazer pesquisa, ela basicamente passou a se cuidar sozinha. No fim das contas, quando era jovem e cabeça quente, o que mais faltava era alguém que soubesse guiá-la.No começo, David era igual, revoltado com o mundo, impossível de conversar. Faltava quem o colocasse nos eixos. Agora, Luana conseguiu puxá-lo um pouco de volta. Caso contrário, ele teria crescido de forma bruta, teimoso e autoritário, mandando sozinho na empresa, e talvez até brigasse com Tiago.O temperamento de David podia se desviar, mas Luana também cometia erros. Naquela época, tudo o que queria era se agarrar a alguma coisa. E, por ser a primeira vez que se apaixonava, se
Dante queria levar Luana e Sofia para jantar, então disse:— Eu levo vocês.Sofia recusou:— Sr. Dante, eu vou com a minha irmã no mesmo carro.Olhou para Luana com um sorriso impecável:— A gente vai atrás do seu carro, combinado assim.Dante queria mesmo era que Luana trocasse de carro e fosse com ele na Bentley, assim poderia aproveitá-la nos braços.Ele não respondeu, apenas esperou a opinião dela.Sofia, no entanto, já puxava Luana pela mão:— Vamos juntas.Dante ficou em silêncio.Antes, bastava conquistar Luana. Agora ainda precisava se comportar direitinho pra não irritar a cunhada. Se Sofia resolvesse falar mal dele pra Luana, sua imagem podia ir por água abaixo.No fim, só restou a ele voltar para a van onde estavam as crianças.Luana foi dirigindo o carro de Dante rumo ao centro da cidade.Ela já sabia dos planos que ele tinha feito para os pequenos, dois endereços ao todo. Um ficava na Zona 1 do Residencial Floris, o apartamento que Dante tinha preparado como casa deles de
Dante primeiro viu Luana, depois olhou para a mulher ao lado dela, quase da mesma altura. Sabia que era Sofia, então fez um leve aceno social com a cabeça.Sofia não reagiu.Quando Dante voltou o olhar para Luana, seus olhos suavizaram de imediato.— Vocês esperaram muito? Luana tinha chegado pontualmente. Ela mesma dirigia e nunca se atrasava. Estava prestes a responder que não fazia muito tempo, quando Sofia se agarrou ao seu braço e respondeu:— Quase uma hora.Luana virou-se, sussurrando:— O que você tá fazendo?Sofia respondeu no mesmo tom:— Dez minutinhos comigo já contam como uma hora.Curiosa, continuou:— Mana, você nem parece uma mocinha ingênua. Ninguém conseguiria te passar pra trás. Como é que num namoro você fica tão pura assim? Tem que fazer ele se sentir culpado, um pouquinho com pena de você. Não pode ser tão boazinha o tempo todo, entendeu?Luana franziu levemente as sobrancelhas. Antes, ela sempre tentava adivinhar o que Dante pensava, cuidando para nunca lhe caus






