Mag-log inA porta em tom escuro com detalhes em dourado é trancada pelo lado de fora, Jhonson guarda o objeto em seu bolso e respira fundo.
-Eu vou matar essa garota.- sorrir de canto maliciosamente. -Se bem que seria um desperdício acabar com a vida de uma garota tão... Ele não formula sua frase a tempo, Dimitri agarra a gola da sua camisa com brutalidade o puxando para mais perto. Fixa o olhar nos olhos escuros que o encara com divertimento. -Não toque em um fio de cabelo dela, fui claro?- O homem ri descaradamente debochando da situação. -Seu problema não será mais com o Aaron e sim comigo. Dimitri o solta o dando as costas, o homem dá dois passos para trás e arrumando a gravata. O corredor é iluminado por pouca luz, há apenas uma lâmpada que fica no teto á frente do quarto em que Sabrina está. Em outro bolso, o homem retira uma foto quadriculada a encarando por alguns segundos. -Venture!- Dimitri se vira bruscamente encarando o retrato entre os dedos do homem. -Se eu me afundar, te levo junto.- devolve a foto para o bolso voltando a encarar friamente os olhos azuis em tons escuros agora por conta da pouca luz. -Providencie o contrato que eu lhe pedir, pra hoje. Venture volta a fazer o seu caminho com o ódio circulando em suas veias, a única coisa que o prendia a tudo isso estava naquela foto. -Você é um puta de vacilão, Duckworth!- resmunga sozinho enquanto desce as escadas. -Não imagina a vontade que tenho de te matar. Para ao notar a porta principal sendo aberta. -Alguém saiu com vida, incrível.- diz irônico voltando a descer as escadas, parando apenas para pegar a chave no painel. -Ainda voltei loira! irei voltar para a mansão Duckworth mais tarde.- Clara põe a mala no chão e Dimitri a olha. -Cadê o meu pai? E a Becker? -Porque você não descobre? Já que é tão inteligente.- Dimitri passa pela garota que resmunga baixo o rapaz apenas a ignora, como sempre fazia. -Idiota. [...] Sabrina Becker. É incrível! A capacidade que tiveram até de clonar as minhas roupas. A noite já caia, a brisa suave adentra pelas cortinas fazendo as mesmas balançarem. Confesso que é agoniante está em um ambiente tão familiar e ao mesmo tempo tão...esquésito. Isso tá ferrando com a minha cabeça, até os meus perfumes são os mesmo! A diferença é que os frascos são de plástico. Isso só pode ser um truque psicológico... Fecho a porta do closet ao notar que a porta do quarto está sendo aberta. Caminho tranquilamente até a cama me sentando com calma na beirada, a figura do Venture surge através da brecha e não consigo evitar o revirar de olhos. -Sabrina? Você precisa comer. Abre a porta por completo com ajuda do ombro. Ele tem uma bandeja em mão, tinha somente frutas e água. -O que te garante que não vou tentar sair daqui assim que você vacilar ao por a bandeja aqui?- bato com a palma da mão no espaço ao lado da minha coxa. Ele sorri ao se aproximar da cama deixando a bandeja ao lado da minha coxa como eu havia sugerido há alguns segundos antes, encaro seus olhos por alguns intentes, ele se afasta ainda com seu olhar faiscante vidrado aos meus. O que foi isso... -A casa é cercada de segurança, duvido que consiga sair tão facilmente.- diz incrédulo negando com a cabeça. -Porra. -Por que eu tô aqui mesmo hein?- mudo de assunto automaticamente, arrumo a postura meio desconcertada. -Nada pessoal.- dá de ombros. -Você é apenas uma moeda de troca, Aaron vai fazer de tudo pra te ter de volta então... -Dimitri! Que porra de susto você acaba de me dar.- Eu conheço essa voz, desvio a atenção do rapaz passando encara a mulher que agora tem os fios bem lisos e loiros. -Clara.- digo com desdém. -Ótimo! Agora que Aaron me mata de vez, milhões foram pro lixo. Ele tinha razão... Se bem que os milhões voltaram para os cofres dos Duckworth. Então... Me lembrei do dia em que Aaron me deu uma baita bronca por conta dela e é isso que a gente recebi em troca. Traição. -Lamento.- Sorrir falsamente. -Esse dinheiro nem iria fazer falta mesmo. -Você tem razão.- olho para bandeja escolhendo uma das frutas, deixe-me ver...uva. -Aprendi uma lição aqui... Mordo a fruta cor vinho logo sorrindo sem mostrar os dentes. -E o que é?- ela cruza os braços sobre o peito. -Nem toda loira é burra, você ultrapassou o limite da palavra "burra".- mordo outro pedaço. -Palhaça! Você fez seu trabalho muito mal feito na minha casa. Ela ameaça avançar, mas Dimitri segura seu pulso. -Sem nenhum arranhão, Clara.- Ele sussurra baixo fazendo ela o olhá-lo e não contenha a risada. -Deixa ela Dimitri, quero mostrar uma coisa para ela.- me ponho de pé e ele me olha. -Aposto que Elisa já deve ter achado as escutas. -Acho melhor você ficar na sua, Becker. Dei de ombros, Clara puxou seu braço seguindo em a saída do quarto. -Quer um conselho Clara?- ela para de andar de imediato. -Esqueça o Aaron, você nunca será eu! Até seu cabelo é falso e acredite, Duckworth já deve está a sua procura, volte para lá e aposto que não retornará.- Digo seria, a substituta perfeita sou e ninguém me substitui. -Loira falsificada. Ela volta a caminhar em passos duros, sumindo do meu campo de visão, me sento ao sentir uma pontada na barriga, não contenho a careta. -Você tá bem?- ele tenta se aproximar mas ergo o braço mantendo a distância. -Eu estou bem, só foi uma pontada.- massageie o local com as pontas dos dedos. Espero que esteja me procurando porque quando eu te achar irei mata-ló.Por coincidência ou não, Gustavo se recuperou da bala que atingiu seu peito a três meses atrás, mas infelizmente Verônica escapou, Venture ficou arrasado ao descobrir que a filha estava envolvida em todo esse esquema e que isso a levaria à morte.A vida tinha que continuar, a prova disso? Ester, depois que soube da morte do marido que foi acusado de traição. Ela tomou uma decisão em relávamos a sua vida, iria aproveitar o pingo de vontade da vida que existia em si para conhecer o mundo. Em 3 meses a mulher viajou por toda Europa.As Ferrari? Assim que Kelly soube que Gustavo havia levado um tiro, automaticamente se desesperou e acreditem, assim que Gustavo chegou na Alemanha ela o pediu em casamento. O mais engraçado foi a reação do Duckworth que estava totalmente confuso.-Eu que não deveria ter pedindo você em casamento, Becker?- Ainda confuso, ele questionou.Se ajeitou confortavelmente na cama do hospital sustentando seu melhor sorriso.-Em que época você vive, Gustavo?- Kelly o
Aaron Duckworth.-Fala Elisa.-Eu não acredito que você sequestrou o meu irmão, Duckworth!- Grita exasperada. -Cara! O meu irmão.- Repete.Não contive o sorriso ao imaginar a cara de desespero do Valentin ao ser jogado dentro de um carro escuro recebendo um capuz da mesma cor que impedisse sua visão.Por outro lado eu estava aliviado, tudo isso havia acabado ou aparentemente havia acabado.As palavras daquele homem não havia saido da minha cabeça."Ainda não acabou, Duckworth"Sabrina está em casa! É isso que importa.Ultrapasso o sinal vermelho desviando com sucesso de uma motocicleta.-Ouviu o que eu disse Aaron?-Claro! Eu precisava de um médico para ela.-O meu irmão Aaron?- desdenhou. -Ele estava trêmulo seu louco.Contenho a risada perversa, já tive vontade de fazer coisa bem pior do que um simples e falso sequestro.Um suporte médico muito bem organizado pelo meu pai foi montado em meu quarto para dar suporte a minha loira caso ela precisasse de algo.E eu precisava de um médic
Dimitri voltou para a mansão sustentando o semblante frustrado, alisa os fios loiros para trás enquanto sobe as escadas silenciosamente."-05"Elisa havia feito Clara desmaiar, disse que a levaria para um galpão, talvez Aaron ainda quisesse falar com ela.Vozes masculinas são ouvidas ao lado oposto do corredor, o fazendo se questionar. Curioso, ele segue as vozes, seja lá quem for, parecia estar bastante irritado pelo tom.A porta estava aberta, inclinou-se um pouco a cabeça enxergando o interior do escritório vendo o homem de frente para Jhonson.-Que diabos...- Resmungou baixo ao se afastar silenciosamente.Isso não seria possível! Ou seria?Se afastou indo em direção ao quarto em que a loira está, dessa vez a porta não estava trancada.Ele abriu com cautela enfiando a cabeça pela brecha da porta.Ela ainda estava apagada.Ele entra fechando a porta por atrás de si, caminha cautelosamente até a loira analisando rapidamente seu corpo a barriga dela já era notável.-Então você está gr
No escritório, Aaron conversa com Dimitri tranquilamente.Se passava das 02:15 da madrugada, Gustavo já havia se retirado junto com Elisa e Diogo para uma verificação rápida de alguns objetos...-Como ela está?- questiona meio receoso sem deixar transparecer mas no fundo, havia medo e ansiedade pela a resposta do Venture.Dimitri desvia o olhar rapidamente, procurava as respostas certas que até então não vinham ó obrigando a falar a verdade.-Sabrina está sendo mantida em um quarto com acesso à banheiro, closet e uma grande cama.- diz transparecendo insegurança. -Ela sente sua falta, Aaron.Aaron estreita os olhos em desconfiança, isso não é normal. Desde quando sequestrados possuem mordomia?-Está perplexo, Dimitri.- indagou. -Sabe que isso não é normal, o que está acontecendo com a Becker?- Aaron manteve o olhar firme sobre o loiro que suspira.-Sabrina está sendo torturada psicologicamente.- Diz com pesar. -Eu não pude fazer nada... Aaron ajeita a postura na poltrona de couro já s
Aaron Duckworth-Não demore muito, Duckworth.Eu não aceito receber ordens! E ter que fingir esse momento da "fragilidade" não combina nem um pouco comigo.-Estou chegando.- Tento responder o mais calmo possível escondendo meu fingimento. Eu estou a ponto de mandá-lo se foder.Elisa desliga finalmente desliga o telefone.A confissão do Venture também me intriga, saber que só participou de todo esse esquema por conta da Verônica é algo estranho, já que há relatos de que os dois não se davam muito bem mas mantinham as aparências pelo o nome da família.Passo a marcha do veículo para a quinta recebendo o olhar mortal da Elisa.-Se não se incomodar, gostaria de que diminuísse a velocidade, Duckworth.- Diz tranquila porém seus olhos castanhos demonstram outra coisa. -Admiro que ainda não tenha morrido.-Treino! Dirijo desde os 13 anos.- ela me olha incrédula. -Treinamentos para fugas em alta velocidade, adrenalina pura, é divertido.Diminuir a velocidade observando de canto seu corpo relax
Sabrina Becker.Abro os olhos rapidamente, eu ainda não me acostumei e nem vou.É difícil você acordar em seu "quarto" ao mesmo que não é o bendito quarto do Duckworth.Isso está me deixando atormentada, acho que se eu estivesse em um galpão talvez o choque séria menor do que acordar no quarto em que eu normalmente durmo só que sem a presença do meu marido.Olha o que você tá pensando Sabrina.Coitado...Eu não imagino como ele possa está psicologicamente. A complexidade disso tudo é surreal.Primeiro: Meu sequestro foi no dia do aniversário do Aaron.Segundo: Era pra ser uma bela comemoração ao revelar o sexo das nossas filhas.Terceiro: Ele receberia a notícia de que séria pai.Tudo aconteceu ao contrário.Nada foi como eu planejei.Aaron deve estar desesperado.-Sabrina?Retiro de imediato o lençol que me conbria até o topo da cabeça, estreito os olhos com o cenho fechado ergo o tronco analisando o quarto.Não é possível.Eu tinha certeza! Eu escutei sua voz ou eu tô ficando maluc







