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Capítulo 42

last update publish date: 2024-08-24 17:57:33

Aaron Duckworth.

1 dia...

2 dias...

Dessa vez, tenho o tempo como inimigo.

O tempo passa rápido...

Com a pressão que eu recebi do meu pai mais cedo junto com o desespero da senhora Becker só estava me ferrando psicologicamente.

Eu à entendo...

-Aaron! Você precisa trazer a minha filha de volta.- ela suplicou desesperada. -Eu te imploro! Já perdi uma filha, não vou aceitar perder outra.

Eu também perdi as minha filhas...

Não deveria ter ido para à Russia.

Sabrina me desobedeceu, lembro-me muito bem de ter pedido para que ela ficasse em casa e que se saísse fosse acompanhada.

-Garota insolente.

Viro a garrafa de whisky de uma só vez, por mais que eu tenha ingerido quase duas garrafas da bebida alcoólica, ainda estava sóbrio.

Ou seja.

Essa porra não está ajudando em nada.

-Escute Aaron, o silêncio não é algo agradável no quesito sequestro, quando isso acontece...

-Chega pai.

Apoio a cabeça no encosto da poltrona passando a encarar o teto fixamente.

Lembra da conversa que tive com o meu pai há algumas horas só fodeu mais as coisas. De acordo com ele, pela demora do retorno Sabrina só poderia está morta.

Isso é algo que não cogito.

Sabrina está viva! E dentro dela batem dois mines corações, duas garotas que provavelmente serem a cópia da mãe.

Imagino duas garotinhas loiras, com os olhos em tom azul escuro correndo e brincando pela casa.

Sabrina e seus sorrisos irônicos...

-Como vocês devem estar em gatinha...

Passo a encarar meu pulso onde se encontra o relógio trabalhado em prata.

2:35 da madrugada.

-M*****a hora que não passa.

Três batidas rápidas são dadas, ergo o olhar não contendo o semblante de desaprovação.

Que garota persistente.

Terceira vez em menos de 3:00hrs.

-Entre!- preencho uma taça com o líquido quase incolor.

Desvio a atenção para a porta que se abre bruscamente.

-Você ainda está bebendo?- Elisa cruza os braços enquanto se aproxima lentamente. -Se afundar em álcool não vai ajudar muito, Aaron.

Talvez ela tenha razão, mas ajuda a aliviar.

Essa porra toda precisa acabar logo.

Elisa se instalou na minha casa por tempo indeterminado, havia dito que sua presença séria essencial para a conclusão dessa merda toda e claro, Sabrina de volta.

Devo ter perdido o juízo, certeza.

Por outro lado meu pai está feliz como a nossa suposta união, nem que seja temporariamente.

-Eu irei ficar aqui, prometo não se meter nos seus assuntos que não envolva a Sabrina.- repito as palavras ditas por a mesma há algumas horas atrás e ela bufa. -Preciso dizer mais alguma coisa?

-O problema é que você não está em seu certo juízo mental.- ela pausa. -Se é que existe juízo ai.- ela aponta com o dedo indicador em direção a minha cabeça. -Seu juízo faz parte do processo então eu tenho haver sim.

-Não imagina o quanto eu estou sóbrio Valentin.- Seguro a taça entre dois dedos e a ergo. -Saúde, Elisa.- dou um pequeno sobre seu olhar enfurecido.

-Quero só ver mais tarde, Duckworth.- ela revira os olhos. -E que eu não precise de você.

A olha de cima a baixo com divertimento, ela ainda não percebeu ou o quê?

-Eu bebo desde muita pouca idade.- pego a garrafa vazia e a ergo. -Não será isso que irá me embebedar.

Ele segura com umas das mãos a cadeira em frente e a gira.

-Quantos anos você tem?

-Irei fazer 25.- ela balança em negativa. -Sabia que não se pergunta a idade para uma mulher? É falta de educação.

Cerro os olhos e ela rir, o telefone toca insistentemente.

Encaro o relógio em pulso novamente.

Bem tarde para ser Gustavo.

-Atenda logo, esse barulho está me agoniando.- Elisa se senta à minha frente, retiro o telefone do gancho e atendo.

-Duckworth! Como vai?- Eu nunca terei paz.

-Não interessa! Já disse Jhonson, não irei fechar contrato algum com você.- Digo ríspido, tô pensando seriamente em acabar com a máfia cubana.

Olho para Elisa que fecha o cenho, parecia-me duvidosa.

-Eu tenho uma outra proposta, Duckworth. Garanto que irá gostar e muito.

Ouço um barulho ao fundo, uma porta sendo destrancada com cuidado.

Elisa resmunga baixo apoiando o cotovelo no braço da cadeira.

-Aaron!.- O grito estrondoso acompanhado de algumas palavras quebram o silêncio em seguida ouço uma arma sendo engatilhada.

Sabrina.

-Ouviu Duckworth? Sua loira está comigo.

-Você acabou de assinar a sua sentença de morte, devo lhe dar os parabéns? Se tocar nela garanto que seu corpo nunca será encontrado.- digo com repulsa. -Se Sabrina possuir um arranhão se quer, tenho certeza que terão muita dificuldade para reconhecer o resto do seu corpo.

Sabrina poderia estar em cuba.

Se eu estava procurando um motivo para eliminar esse filho da puta, acabo de achar.

Sete palmos abaixo da terra.

-Vou devolvê-la inteira, se assinar um contrato. Entro em contato em breve, Duckworth.

Olha para Elisa que está perplexa.

-Ele engatilhou a arma...Quem é ele Aaron? Você não parece nem um pouco abalado.

-Eu estou pensando, Elisa. Preciso manter a cabeça fria para não fazer um estrago ainda maior.- Desvio a atenção dos seus olhos castanhos. -Você não imagina o quanto estou desesperado é a minha mulher e minhas filhas, Valentin.

-Mas quem é ele? Parecia conhecer bem você...

-Apenas um sócio revoltado.

Que eu irei mata-ló.

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