LOGINO apartamento ainda carregava o cheiro de tinta fresca e das caixas de papelão amontoadas nos cantos, mas nada disso importava: Isabela já estava contra a janela panorâmica, as cortinas escancaradas e a cidade noturna servindo de plateia. O corpo curvilíneo, banhado pela luz âmbar do abajur, colava-se ao vidro gelado; os seios fartos se achatavam contra a superfície, deixando marcas úmidas enquanto os mamilos riscavam círculos que embaçavam o reflexo da metrópole. Os cabelos loiros, grudados ao pescoço suado, emolduravam os olhos azuis que faiscavam em desafio para a escuridão lá fora.As tatuagens discretas nos braços dela pareciam ganhar vida sob as mãos de Rafael, que a segurava pelos quadris com força bruta, unhas cravadas na pele clara. O pau entrava fundo na boceta molhada, cada estocada marcada pelo estalo úmido dos corpos que se chocavam, um som indecente que atravessava o silêncio e parecia gritar para todos do prédio vizinho.- Porra, Isa, quer que o bair
O metrô rasgava os túneis com um rugido faminto, o balanço dos vagões um pulsar selvagem que ecoava a tempestade dentro de Camila Duarte. Afundada no assento de plástico, agora quente e escorregadio sob sua pele suada, ela lutava para recuperar o fôlego, a saia lápis embolada na cintura, a blusa de seda rasgada expondo os seios fartos, o sutiã torcido pendendo como uma bandeira de rendição. Os cabelos castanhos, livres do coque, cascateavam em mechas úmidas sobre os ombros, colando-se ao pescoço suado, e os olhos verdes, outrora presos à monotonia, ardiam com uma voracidade animal, inflamada pelo clímax que a devastara minutos antes.Ele erguia-se diante dela, a silhueta imponente bloqueando a luz crua do vagão, a camisa social escancarada revelando o torso esculpido, veias saltando sob a pele bronzeada, o abdômen firme brilhando com gotas de suor. O cabelo escuro grudava na testa, e a penugem rala no queixo angular parecia mais afiada sob a iluminação impiedosa. O pau, ain
O metrô rasgava os túneis com um ronco gutural, o balanço dos vagões como um pulsar que parecia sincronizado com o coração descompassado de Camila Duarte. Sentada no assento de plástico frio, ela sentia o corpo em chamas, a saia lápis agora amassada, subindo pelas coxas de forma quase obscena. O rabo de cavalo castanho-escuro, antes impecável, tinha fios soltos que grudavam no pescoço suado, e os olhos verdes, agora selvagens, brilhavam com uma fome que ela não podia mais negar. As palavras do desconhecido ecoavam como uma chama que queimava sua pele. O toque da mão dele na coxa, roçando a calcinha úmida minutos antes, deixara um rastro de eletricidade que ainda a fazia tremer.O vagão estava vazio, as luzes brancas piscando com o movimento, o som dos trilhos misturando-se ao zumbido do ar-condicionado. O desconhecido estava ao lado dela agora, o corpo imponente invadindo o espaço, a camisa social com os botões abertos revelando o peito firme, salpicado de pelos escuros. O
O metrô cortava os túneis com um rugido constante, o balanço dos vagões como um batimento cardíaco que parecia ecoar o pulso acelerado de Camila Duarte. Sentada no assento de plástico frio, ela sentia o corpo vibrar com a tensão que o desconhecido havia acendido. A saia lápis, antes um símbolo de sua rotina engessada, agora parecia uma barreira fina demais, o tecido roçando as coxas de forma quase torturante. Seus olhos verdes, antes apagados pelo tédio, brilhavam com uma mistura de medo e tesão, fixos na janela escura onde o reflexo do vagão vazio tremia.O desconhecido estava mais perto agora, a poucos assentos, o corpo imponente ocupando o espaço com uma presença que parecia sugar o ar. A camisa social, com os botões abertos no colarinho, revelava a curva do peito musculoso, e o cabelo escuro caía sobre a testa, dando a ele um ar de quem desafiava as regras sem esforço. Ele não olhava diretamente para ela, mas Camila sentia os olhos dele, como uma carícia invisível, traç
O metrô entrou em mais um túnel, mergulhando o vagão em escuridão momentânea antes que as luzes se estabilizassem novamente. Nesse breve instante, Camila sentiu algo estranho: como se a escuridão tivesse permitido que ele se aproximasse sem barulho, sem tempo, sem espaço. Quando a claridade voltou, ele ainda estava no mesmo lugar, mas a sensação persistiu.Ela franziu o cenho, incomodada consigo mesma. Não era o tipo de mulher que fantasiava com desconhecidos em transporte público. Não era o tipo de mulher que deixava a mente escapar para territórios perigosos. Mas havia algo naquele silêncio compartilhado que a perturbava.O vagão seguiu seu curso, balançando. Um dos poucos passageiros restantes desceu. Depois, mais outro. Em questão de minutos, havia apenas três pessoas ali: Camila, um jovem adormecido no fundo, e o homem.O coração dela bateu mais forte.O silêncio se tornou espesso, quebrado apenas pelo som dos trilhos e do ar-condicionado. Ca
As portas do metrô se fecharam com o chiado metálico que parecia sempre o mesmo, indiferente a quem entrava ou saía. O barulho dos trilhos, repetitivo, vibrava sob os pés dos passageiros, embalando-os em um transe coletivo de cansaço. Camila Duarte estava ali, como em todas as noites dos últimos cinco anos, ocupando o mesmo assento próximo à janela. Não havia surpresa, não havia novidade, apenas a mesma sequência mecânica de passos, horários e respirações entediadas.Aos vinte e nove anos, Camila já tinha se acostumado a esse ritual noturno: sair do escritório no centro, caminhar até a estação lotada, enfrentar o empurra-empurra do horário de pico, encontrar uma vaga quase por sorte, e deixar-se levar pelo trem até o bairro onde morava. Era previsível, automático, sufocante.Por fora, parecia a mulher que todos esperavam: executiva correta, cabelos lisos presos em um rabo de cavalo sempre impecável, camisa de seda clara combinando com a saia lápis escura, salto bai
Ela viu quando ele puxou quase completamente para fora, apenas a cabeça rosada permanecendo dentro, antes de arremessar-se para dentro novamente com um grunhido animal. O impacto fez seu corpo sacudir para frente, os seios pressionando contra o vidro frio.- Senhor... por favor... - ela chorou, não
Zoey deu o primeiro passo com os pés descalços, sentindo o chão liso, quase morno sob a sola. Era como se o prédio tivesse pele, pulsasse sob ela. Victor havia deixado a taça de vinho sobre uma prateleira embutida e agora caminhava à frente, silencioso, elegante como uma sombra que conhecia cada ce
A respiração de Zoey em um ritmo lento e constante. Seus olhos ainda estavam fechados, conforme Victor havia pedido, mas todos os outros sentidos estavam despertos, intensificados, alertas, vulneráveis.Ela sentia o cheiro do vinho, do couro dos móveis, da cera derretida das velas. E o aroma dele,
O som dos saltos de Zoey ecoava suavemente no mármore preto da entrada principal, abafado pelas paredes altas e pela luz âmida que filtrava pelas janelas de vidro fumê. A fachada da sede da revista Nervo era uma mistura perfeita entre o antigo e o provocante: colunas de ferro fundido, portas de mad






