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Capítulo 5

Author: Primavera Perdida
Clarice ficou parada na porta:

— Você saberá quando voltar e olhar. Eu não vou para casa com você, volte sozinho.

Euzébio pareceu não ouvir. Colocou os sapatos de salto alto na frente dela e tentou persuadi-la:

— Seja boazinha, o Álvaro está te esperando em casa. Volte comigo.

— Ele só está esperando uma ferramenta para ajudá-lo com o dever de casa. Se eu não o ajudasse com o dever, não seria a mim que ele procuraria hoje à noite.

Clarice virou o rosto:

— Vá embora logo, eu não vou voltar.

Euzébio segurou o tornozelo dela sem hesitar, ajoelhando-se com uma perna só, o que criou algumas rugas em sua calça social.

— Todos nós precisamos de você.

Clarice repuxou os lábios com autodepreciação:

— Vocês precisam mais da Srta. Florinda, não é? Hoje, assim que ela chegou à escola, tudo se resolveu, e o Álvaro também a obedeceu.

O olhar de Euzébio escureceu, e ele riu levemente:

— Então você estava com ciúmes por causa disso? Por mais incrível que a Florinda seja, ela não é a mãe do Álvaro.

— Ela pode ser, basta você querer. — Clarice o empurrou.

O sorriso nos olhos de Euzébio desapareceu, e ele olhou para ela:

— O que você quer dizer com isso?

Clarice disse com leveza:

— Que tal nos divorciarmos? Você leva a Srta. Florinda para casa e casa com ela. O Álvaro também pode tê-la como mãe.

Euzébio largou os sapatos de salto alto e levantou-se com uma expressão sombria.

Na porta do quarto, a figura alta de Euzébio pairava sobre Clarice.

Seus olhos tingiram-se de desagrado:

— O que você disse agora? Divorciar-se de mim?

— Sim. Existe uma pessoa mais adequada do que eu para ser sua esposa e mãe do seu filho. O que você está esperando para se casar com ela?

Clarice não conseguiu controlar suas emoções por um momento.

Ela só achava Euzébio hipócrita.

A certidão de casamento era falsa, mas ele ainda encenava como se se importasse com o divórcio.

Entre eles, não era necessária nenhuma formalidade, uma simples frase de separação poderia encerrar o vínculo de sete anos.

Clarice virou as costas, mas teve o pulso agarrado por Euzébio.

Com o rosto bonito sombrio e o peito subindo e descendo agitado, Euzébio disse:

— Sem a minha permissão, é absolutamente impossível nos divorciarmos. Você pode falar o que quiser na raiva, mas não mencione o divórcio levianamente.

Clarice manteve a expressão impassível e retrucou:

— E o que acontece se eu mencionar? Não é crime. Ou será que você quer se casar com duas mulheres?

Bastava Euzébio querer, e a esposa de sete anos poderia virar amante num segundo, sem atrapalhar o casamento com Florinda.

Euzébio deixou escapar:

— Quando foi que você se tornou tão irracional? Não existe nada entre mim e a Florinda. Você não pode falar bobagens só porque está chateada.

— E se eu estiver falando bobagens, o que tem? Repito: se não está satisfeito, vamos nos divorciar!

Clarice soltou a mão de Euzébio:

— Saia! Não quero ver você!

A paciência de Euzébio se esgotou. Ele puxou Clarice e beijou os lábios que não paravam de proferir palavras duras, tentando usar o beijo apaixonado para fazê-la esquecer aqueles momentos desagradáveis.

Uma garota que passava pelo corredor viu a cena e exclamou.

O corpo de Clarice tremeu, e ela tentou empurrar Euzébio.

Euzébio segurou a cintura dela e empurrou a porta com a outra mão para fechá-la.

Clarice foi prensada contra a porta. A mão grande e quente dele entrou por baixo da roupa, incendiando a pele levemente fria de Clarice por onde passava.

Clarice tremia cada vez mais.

Não era apenas o mal-estar físico após a forte emoção, mas também a náusea diante daquele comportamento dominador de Euzébio.

Euzébio claramente não gostava dela. Como ele pôde fingir ser apaixonado por todos esses anos, casar-se, ter um filho e ter relações com ela?

Vários pensamentos invadiram sua mente. Clarice não aguentou mais, empurrou Euzébio bruscamente e correu para o banheiro.

Ela não tinha comido nada, teve ânsia de vômito algumas vezes e sentiu o estômago contrair repetidamente.

Euzébio entrou atrás, amparando-a:

— Por que está vomitando de novo? Isso não é simples estresse. Venha comigo ao hospital.

— Eu não vou...

Antes que Clarice pudesse terminar, Euzébio a pegou no colo.

Ela estava com dor de cabeça e vontade de vomitar, sem um pingo de força para lutar.

Para piorar, Clarice enjoava facilmente no carro. Agora estava se sentindo pior do que se estivesse morrendo, fechou os olhos e não conseguiu se mexer.

Euzébio dirigiu, observando a situação dela de vez em quando, e acelerou até o hospital.

Ficha, pedido de exames, realização dos exames...

Clarice sentia vontade de vomitar o tempo todo, engolindo saliva constantemente, sendo guiada pela enfermeira como uma marionete para cumprir todo o processo.

Quando saiu, Euzébio estava esperando no corredor e lhe entregou um copo de chá quente que arranjara em algum lugar.

— Beba um pouco para aquecer o estômago.

Clarice não pegou e sentou-se com a expressão pálida.

Euzébio baixou os olhos para ela:

— Desculpe, eu não deveria ter brigado com você hoje.

Ele estendeu a mão, enganchou o dedo mindinho no de Clarice e balançou, com um sorriso de desculpas nos olhos profundos.

Euzébio nunca fora de falar palavras doces, sempre a provocava com esses pequenos gestos.

O coração de Clarice encolheu, e as memórias foram despertadas pelo gesto familiar.

— Vamos para casa depois dos exames, está bem? — Euzébio arqueou as sobrancelhas.

Clarice ia responder quando uma sombra caiu de repente ao seu lado.

— Euzébio, o que vocês fazem aqui?

Ela levantou os olhos subitamente e viu Florinda com o rosto cheio de curiosidade.

Euzébio retirou a mão e levantou-se:

— Clarice não estava se sentindo bem, vim acompanhá-la nos exames. Já é tarde, por que você também está no hospital?

Florinda mostrou uma expressão conflituosa, escondendo instintivamente o formulário de exame atrás das costas, com o olhar fugidio:

— Não, não é nada.

Euzébio franziu a testa e estendeu a mão:

— Deixe-me ver.

Florinda mordeu o lábio, mas acabou entregando o formulário.

Ao ver o conteúdo, a expressão de Euzébio ficou ainda mais grave:

— Você não fez a cirurgia de ponte de safena e já estava curada? Por que está com angina de novo?

— Ah, problema antigo. — A expressão de Florinda entristeceu, como se quisesse dizer algo, mas se calasse.

Euzébio disse suavemente:

— Tome os remédios direitinho. Seu coração já está sobrecarregado, descanse bem. Se precisar de alguma coisa, pode contatar meu assistente.

Ouvindo a conversa deles, o coração de Clarice ficou tão pesado que era difícil suportar.

O assistente de Euzébio, por tantos anos, nunca havia trabalhado para ninguém além de Euzébio e dela.

Realmente, por ser a amada, assim que aparecia, tudo podia ser uma exceção.

A respiração de Clarice acelerou um pouco.

Euzébio curvou-se imediatamente para acariciar as costas dela:

— Melhorou? Você tem vomitado muito ultimamente, não é simples estresse. Vamos ver o que o médico diz.

Vomitado muito?

As pupilas de Florinda contraíram-se, e ela olhou instintivamente para a barriga de Clarice, pensando por um momento.

— Vou ao banheiro rapidinho.

Ela virou-se e saiu rápido, mas mudou de direção e foi para a sala de exames.

O médico estava instruindo a enfermeira:

— Jogue este exame fora e leve este que eu troquei lá para fora. Bico calado.

Florinda encostou-se imediatamente ao lado da porta, esperou a enfermeira jogar um formulário no lixo e sair, e entrou para pegá-lo.

O papel amassado foi desdobrado, e nele estava escrito [Tumor Cerebral].

Florinda ficou atônita.

A enfermeira já estava explicando para Euzébio:

— Sua esposa está com estresse e um pouco de gastrite. Tome uns remédios e ficará bem.

Clarice trocou um olhar com a enfermeira e suspirou aliviada secretamente.

Antes de partir, não queria revelar sua doença a ninguém.

Ainda bem que o médico respeitou muito a vontade dela.

Euzébio ficou um pouco mais tranquilo, pegou o casaco e colocou sobre Clarice:

— Vamos, vamos para casa.

— Euzébio... — Florinda apareceu "coincidentemente" de novo: — Já é tarde, pode ser difícil pegar táxi lá fora. Você poderia me levar para casa primeiro?

Ela pressionou o peito, pedindo com cautela.

Clarice soltou instintivamente a mão de Euzébio, já planejando aproveitar a oportunidade para ir embora.

Mas, no segundo seguinte, Euzébio segurou a mão dela:

— Clarice não está bem, vou levá-la primeiro. Depois chamo um carro para você.

A expressão de Florinda congelou de repente, e ela apertou os punhos.

Clarice ficou surpresa por um instante, mas logo percebeu que, na frente dela, Euzébio não ficaria à vontade para ser atencioso com Florinda.

Seus olhos encheram-se de ironia. Ela desceu com Euzébio e aproveitou para sair rápido do elevador, querendo despistá-lo.

No segundo seguinte, a voz magnética de Euzébio soou atrás dela.

— Fique tranquila, não vou te forçar. Vou te levar para o hotel.

Clarice hesitou por dois segundos e entrou no carro.

Euzébio dirigiu levando-a de volta ao hotel e subiu com ela no elevador.

Clarice pretendia abrir a porta rápido e deixá-lo do lado de fora, mas não esperava que a porta do quarto estivesse aberta.

Lá dentro, a empregada estava arrumando o sofá com o lençol de ursinho azul de Álvaro.

Álvaro fazia o dever de casa ao lado, contrariado. Ao ver Clarice chegar, bufou.

— Olha a hora que é, e você ainda arrastando o papai e eu para acompanhar sua birra. O papai tem que acordar cedo amanhã para trabalhar!

O coração de Clarice doeu subitamente.

Ela ignorou Álvaro e foi direto para o quarto, fechando a porta.

Do lado de fora, ouvia-se a voz de Euzébio repreendendo a criança.

Clarice não quis ouvir. Olhou em volta e descobriu que, enquanto ela estava no hospital, Euzébio já havia ordenado à empregada que trouxesse as roupas dele para o dia seguinte e o notebook.

Ela apertou os lábios, sem entender o que Euzébio estava fazendo.

Ela aproximou-se para fechar o computador que estava ligado e, de repente, viu o histórico de busca no navegador.

Uma frase fez com que Clarice não conseguisse desviar o olhar: Consulta de estado civil.

Os dedos de Clarice congelaram. Como se guiada por uma força estranha, ela clicou no link do histórico, indo para a página de resultados.

Ela arregalou os olhos, incrédula, olhando para o resultado na tela, confirmando várias vezes antes de acreditar no que via.

O estado civil de Euzébio era...

Casado.

Na coluna da esposa, Clarice viu escrito claramente: Florinda Rosa.

Num instante, todo o sangue de Clarice congelou.

Euzébio não apenas fingira o casamento com ela, mas também se casara de verdade com Florinda pelas suas costas.

E ela parecia mais uma babá que servira a criança de graça por sete anos.

E o Álvaro?

Será que ele sabia que Florinda e Euzébio eram marido e mulher de verdade?

Clarice sentiu um terror profundo ao pensar nisso, tremendo sem parar. Fechou o computador, recuou dois passos e colidiu abruptamente com um peito quente!

Ela virou-se assustada e viu Euzébio com uma toalha na cintura, o cabelo meio seco, exibindo o abdômen definido.

Euzébio não percebeu a estranheza de Clarice. Curvou os lábios, a voz carregada de desejo:

— Sente-se melhor?

Clarice mordeu o lábio com força, ainda em choque e sem conseguir reagir.

O olhar de Euzébio escureceu, interpretando o silêncio dela como um convite mudo. Ele a envolveu pela cintura, carregando-a até a cama, e inclinou-se sobre ela, pressionando-a contra o colchão.
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