เข้าสู่ระบบNão sabia o que poderia ser dito, não conseguia pensar em uma desculpa convincente para aquela situação. Ela estava sendo acolhida por outro e não estava fazendo a menor questão de esconder o quanto conhecia aquele abraço, se fosse o inverso, estaria matando Agares. Ela se levantou, soltando-se dos braços de Yekun, sorrio para ele com carinho e ele entendeu que aquele momento precisaria chegar e precisava confiar que Naiara tomaria a melhor decisão e que enfim a vida o faria feliz. Levantou-se e afastou-se dos dois.
— Precisamos conversar.
Ela segurou a mão de Agares e os dois sumiram diante de todos.
— Nós baixamos a guarda minhas irmãs – Dizia Amarantha andando de um lado para outro na grande sala – Fomos atacados e ameaçados dentro de nossos muros.
— Você tem razão querida, mas precisa se acalmar. – Heylel entendia o perigo que a esposa mencionava, mas vê-la inquieta daquela forma o frustrava. – Prometo que irei cuidar disso.
— Querido, não quero que cuide disso, quero agir como um grupo, como a família que nos tornamos, juntos somos infinitamente mais poderosos do que separados.
— Ela tem razão meu amigo, escute sua mulher. – Azazyel se intrometia na conversa – Sozinho, sei que poderia facilmente dar fim aos planos de Belial e de dos que estão ao lado dele, mas para isso, sabemos do que precisará abrir mão.
Sim, ele sabia. Heylel entendia muito bem a que custo ele renderia os inimigos e os colocaria em seus devidos lugares, sabia que para isso, teria que abrir mão de seu auto controle e ceder a sua condenação, isso era tudo o que ele não queria, não mais.
— Calma Heylel, não precisará chegar a tanto – Élida se colocava ao lado dele e sem se importar com olhares, segurou a mão de Heylel, como uma criança se preparando para um passeio com o pai – Agora tem a todos nós, estamos ao seu lado... – Olhou ao redor buscando apoio dos demais – Não estamos?
— Isso tudo é demais para mim!
Gabriela saiu da sala e foi em direção ao quarto que fora lhe dado na noite em que chegou no Sheol. Diego olhava para todos, como se desculpando pela atitude dela.
— Me desculpe, podem com certeza contar conosco, ela está somente cansada demais.
— Cansada? Está é louca de ciúmes. – A voz vinda de um canto da sala, chamou a atenção de todos.
— E você não está? – Quis saber Mohini
— Claro que não, ao contrário do que pensam, acredito no que Naiara e eu conquistamos e acima de qualquer coisa, acredito no que nos trouxe até aqui.
Yekun estava sentado, sereno, somente ouvindo a conversa dos demais.
— Antes de nos preocuparmos com a vida pessoal de minha filha, vamos focar no que faremos para manter todos em nosso reino seguros.
Heylel não conteve o sorriso, ouvir Amarantha tomar para si o reino e tudo o que nele habitava, fazia seu peito inflar de esperança. Olhando a cena ao seu redor, pela primeira vez, em milhares de anos, não se sentia mais sozinho.
— Vida, Nai? Vida?
— Você já disse isso Agares, está repetindo a mesma frase há quase uma hora. Sente-se e vamos conversar como dois adultos.
— Adultos? Nai... – Ele se aproximou a tomando pelas mãos – Olhe para mim. – Pediu – Há um mês fui levado contra a vontade, deixando para trás a mulher da minha vida, fui torturado de todas as formas possíveis e a única coisa que me fez permanecer existindo, foi você.
— Agares... – A conversa seria muito mais difícil do que ela havia imaginado – Eu também sofri, cada minuto sem saber notícias suas, foi desesperador, por dias não me movi, não comi, não sai da cama, pois a cena deles te levando não saia da minha mente.
— Então, como pode trocar tudo o que somos por alguém que só quis te marcar desde o momento em que colocou os olhos em você?
— Eu não troquei, não houve troca. – Disse baixo, já sem força.
— Como não? Eu vi Nai.... Vi a forma como ele te tocou e o pior... – Agares parecia não ter mais folego para continuar – Vi como se comportou nos braços dele.
— É difícil de explicar...
— Tenta, por favor.
— Agares as coisas mudaram.
— Como assim?
— Vem aqui. – Ela o puxou para sentarem no gramado da campina onde estavam. – Me conte como se sente em relação a Gabriela.
— Ah por favor Naiara!
— Hei, calma, sente-se aqui – Ela tentava conter o acesso de fúria dele – Seja honesto com você mesmo e me responda.
— Naiara, não existe Gabriela.
— Como não? Eu vi vocês dois juntos, vi a forma como estava com ela, era leve, intimo.
— Intimo? Eu estava preso e sendo torturado. Torturado Naiara, o que tem de leve nisso???
— Não parecia que estava sofrendo, ao contrário, estavam rindo e brincando sentados sobre aquela pedra, parecia bem feliz até.
— Mas é diferente.
— Diferente como?
— Não era você, Gabriela é só... – Ele não conseguiu terminar.
— Ela é só o que?
— Sei lá Naiara, ela é um anjo. Ela é linda, bem humorada, divertida – Começou a falar sem nem ao menos perceber - Gabriela tem aquelas tiradas sarcásticas que eu acho o máximo... - Ele sorrio se lembrando de algo e Naiara acompanhou o sorriso – É fácil estar com ela... É....
— Leve? - Disse.
— Isso.
Agares parecia estar envergonhado. Abaixou a cabeça entre os joelhos e nada disse, Naiara levou a mão aos cabelos longos e loiro e acariciava devagar enquanto falava baixo.
— Não deve ficar assim. Agares, você ficará marcado na minha alma.
— Se um dia possui uma Nai, ela te pertence.
Não havia mais o que ser dito, todas as verdades estavam na mesa, até mesmo aquelas que preferiram deixar subentendidas. Eles se aproximaram um pouco mais e encostaram a cabeça um no outro.
— Nai... – Ele quebrou o silencio.
— O que foi? – Disse baixinho.
— Ainda me ama?
— Jamais deixarei de amar.
— Então isso basta.
Ele se virou e envolveu o rosto de Naiara em suas mãos, com a delicadeza que nem ele mesmo sabia que existia dentro de si, aproximou os lábios dos dela e selou com carinho.
— Amo você.
Naiara abriu os olhos e estavam na entrada da morada, ela sorrio para Agares entendendo o fim. Os dois entraram de mãos dadas e quase todos ainda estavam no mesmo cômodo, seu olhar encontrou o de Yekun que sorria para ela, mesmo após ver os dedos dos dois entrelaçados. Agares olhou para todos na sala, não encontrando quem procurava.
— Ela está no quarto. - Diego respondeu à pergunta silenciosa dos olhos de Agares.
Ele se virou para Naiara e novamente segurou o rosto dela em suas mãos, beijou sua testa com carinho.
— Obrigada por me resgatar da escuridão. - Virou-se indo procurar Gabriela.
— Mas o que foi isso? – Élida perguntou enquanto levava as mãos a cintura, daquela forma, parecia muito uma criança sendo contrariada, mas com um “q” de incredulidade e medo. Sua reação deixou claro que aquela não era o final que ela queria.
— Verdades pequena, verdades – Naiara dizia passando por Élida e bagunçando o cabelo da menina, andou até Yekun e sentou-se ao lado dele, que a recebeu com um sorriso.
— Você está bem?
— Vou ficar. – Disse acariciando o rosto dele sem se importar com o olhar questionador de todos – Então, o que iremos fazer?
— Então é verdade. – Constatou Belial – Tem mesmo um novo brinquedinho Miguel.
— Eu não sou brinquedo de ninguém. – Gabriel esbravejou o encarando.
— Não é o que parece daqui. – Samyaza que estava sentada em uma das grandes poltronas, sorria, tentando provoca-lo – Engraçado que daqui, parece faltar somente uma coleira.
— Cale-se todos você! – Miguel gritou e sua voz fez tremer as paredes ao redor – Não estou com humor para suas gracinhas e nem de sua cria Belial, aquele bastardo e sua horda de bruxas, invadiram o sagrado e levaram com ele dois dos nossos e nosso preso.
— Sim, pude verificar com meus próprios olhos, seus anjinhos lutando ao lado de Heylel.
— Lutando? – Miguel surpreendeu-se.
— Sim. Quis verificar pessoalmente e armei um “invasão” contra a morada do primeiro reino e seus anjos estavam ao lado deles e pelo que notei, o anjo loiro pareceu querer estar muito mais perto do seu preso do que ela realmente estava.
— Isso pouco me importa, não sou contra as diversões de meus anjos.
— Seus anjos? Ora, na minha época os anjos pertenciam ao Pai. – Samyaza piscou para Miguel que a olhava enojado.
— Não teste a minha paciência demônio.
Samyaza se levantou e caminhou até Miguel, como um felino se preparando para o ataque. O vestido branco, colado ao corpo, com uma fenda sobre a coxa esquerda e um decote profundo nos seios fartos, levaria qualquer homem, sendo ele humano ou não, a loucura. Ela parou na frente do grande anjo e deslizou as unhas vermelhas sobre o peito nu, marcando levemente a pele.
— Não me lembro de me chamar assim enquanto gritava meu nome na outra noite.
Miguel segurou seu pulso com tanta força que Samyaza gemeu de dor.
— Nunca mais encoste em mim sem a minha autorização demônio, não há outra serventia em sua existência a não ser para o meu prazer.
— Nosso querido, nosso prazer.
Disse rindo e afastando-se dele.
— Podemos esperar enquanto conversam.
— Já disse que não estou para gracinhas Belial. Bem, se eles estão juntos... – Miguel andava pela sala, suas asas, mesmo que fechadas, ocupavam um grande espaço.
— O que faremos? – Quis saber Gabriel, ainda estava parado em pé com os braços cruzados ao peito e cara de poucos amigos.
— Belial, você e sua corja ficará ao nosso lado, tomaremos esse lamaçal e faremos o que deveria ter sido feito no Início. Mataremos a todos.
Gabriel por alguns segundos balançou, pensar na hipótese de ver Naiara morta ou mesmo Amarantha, mexia com ele ainda.
— Lembre-se do porquê está aqui criança, ela lhe deixou para trás.
— Saia da minha cabeça Miguel, não preciso de seus lembretes, já deixou bem claro a sua opinião sobre a minha existência.
— Então contenha-se em seus pensamentos e foque em nossa missão.
— Assim que falar que temos uma, me manterei focado. – Gabriel respondeu no mesmo tom.
— Ora ora, não é que o brinquedinho sabe se defender.
— Sei fazer muito mais do que isso, pena que esse vestido fechado a vácuo em seu corpo, não permite te mostrar.
— Não seja por isso.
Samyaza ainda olhava seriamente para Gabriel que a encarava da mesma forma, ela levou as mãos a lateral do vestido e com um leve puxar, abaixou o zíper, o vestido caiu aos seus pés, deixando-a completamente nua.
— Agora, nada mais nos atrapalha.
Ao contrário de todos os outros seres que ali estavam, Gabriel não ficou babando paralisado, olhando para o corpo esculpido em perfeição do demônio, mas abriu as asas deixando as pontas mortalmente afiadas.
— Isso vai ser interessante.
Nas mãos de Samyaza, duas lâminas afiadas surgiram, ela andou ainda nua na direção de Gabriel que lentamente se movia enquanto a olhava com fúria. Ele virou-se rapidamente, desferindo a ponta afiada da asa sobre ela que em um movimento gracioso, saltou para trás, não permitindo assim o corte. Samyaza caiu em posição de defesa e em segundos pulou sobre a poltrona em que estava antes sentada, impulsionando o salto ao bater com os pés no encosto e atacou Gabriel com as espadas cruzadas, ele se virou, fechando as asas e som alto do choque do metal contra as penas ecoou no ambiente.
— Chega!! – Miguel gritou colocando-se entre os dois, jogando cada um para um lado com um simples gesto.
Os dois caíram desajeitados no chão, colocando-se em pé imediatamente, Samyaza sorrio piscando para Gabriel e ele ainda a fuzilava com o olhar em chamas.
— Controle-se Gabriel, não estamos aqui para lutarmos um contra o outro e sim nos juntarmos para arrumar o estrago que foi feito a milhares de anos e quanto a você, - Voltou-se para Samyaza – vá se vestir, nem sempre conseguirá ganhar suas batalhas usando seu corpo. E quanto a você Belial, quando irá e mostrar seu exército de excluídos?
— Para quem está precisando de ajuda, você não está sendo muito educado Miguel. – Belial esboçou um sorriso, exibindo as fileiras de dentes e a face desfigurada – Sente-se, vamos beber alguma coisa enquanto conversamos sobre seus planos.
— Não me sento com a sua espécie Belial.
— Ah por favor Miguel, sabemos que já passamos dessa fase, suas visitas ao Sheol tem sido propagada aos três reinos, tem deixado muitas de minha espécie em frenesi.
A tensão entre eles estava visível, pareciam toneis de explosivos, prontos a levarem tudo aos ares em questão de segundos, mas Miguel sabia do que Belial falava, sabia que precisaria da ajuda dele e de seus caídos, o que ele tinha em mente era algo grande e não sabia se todos no sagrado, ficaria ao seu lado. Ele se sentou, acenando para que Gabriel fizesse o mesmo, mas este negou e parou ao lado da poltrona onde Miguel estava.
— Vou tomar o governo desse lugar Belial e banir da existência os que vivem aqui.
— Teremos um problema então meu caro, vamos tomar o governo da terra onde o sol aquece e banir de lá a existência dos humanos.
— O que?
Gabriel e Miguel gritaram juntos, os dois agora em pé, olhando incrédulos para a figura bestial de Belial que os olhava sereno e calmo.
— Está ficando louco? – Disse Gabriel aos gritos mais uma vez.
— Como ousa pensar em algo assim? Acredita mesmo que tem qualquer possibilidade de que isso aconteça?
— Tenho certeza de que isso acontecerá.
— Belial, preste atenção no que irei lhe dizer. – Miguel aproximou-se, parando de frente a ele, seus olhos queimavam em brava viva – Ou estão ao meu lado ou serão dissipados deste lugar, entendeu?
Belial o olhou e por alguns segundos pesou suas opções e as probabilidades dentro daquele cenário que estava sendo pintado diante de seus olhos. Sabia que ficar contra Miguel, naquele momento, seria tolice, mas não desistiria de seus planos pessoais, iria somente adiar um pouco.
— Pois bem, creio que não há outra alternativa, se não estar ao seu lado. O que pretende fazer para dominar os três reinos?
— Acabar com aquela que mantém esses demônios em pé. Matarei a cria de Lúcifer.
Ele bateu novamente na porta. Não queria ser invasivo, queria saber como ela estava e o porquê de estar trancada naquele quarto.
— Gabi, sei que você está ai, abre por favor. – Pediu pela terceira vez.
A porta se abriu e um anjo lindo, loiro, de olhos inchados e avermelhados apareceu.
— O que você quer Agares?
— Saber como está?
— Estou bem, era só isso? Pode ir então.
Gabriela estava fechando a porta quando Agares segurou firme a maçaneta, mantendo-a aberta, ela virou-se, afastando-se dele. Agares entrou, fechando a porta atrás de si.
— O que eu fiz para te deixar assim? – Perguntou baixinho.
— O que você fez? – Ela explodiu. Gabriela jogou sobre Agares tudo o que estava na sua frente, ela gritava enquanto coisas voavam pelo quarto e Agares tentava desviar. – Você é um idiota, demônio. Ela nem ao menos esperou você se recuperar dos machucados que lhe causaram e já estava voando nos braços de outro e quando ela estala os dedos, o que acontece? Sai babando atrás dela abanando o rabo como o cão infernal que você é.
— Gabriela pare com isso. – Ele pedia tentando se aproximar – Está destruindo o quarto.
— Eu vou destruir a sua cara seu tonto, chegue perto de mim novamente que juro pelo Pai, irei fazer picadinho de você e dar as criaturas deste inferno para que morram engasgados com sua carne ruim.
Agares venceu a distância, não sem antes ser acertado com uma caixa que ficava sobre um dos moveis e servia como enfeite ou para guardar algo. Ele puxou Gabriela pela cintura e com a outra mão, tocava a própria testa.
— Você está louca seu anjo descontrolado. – Não havia raiva em sua voz, somente um leve sorriso brincava em seus lábios. – Isso tudo é ciúmes?
— Ciúmes? Acredita que deixaria meu coração se contaminar com um sentimento tão mesquinho? Ainda mais por alguém tão desprezível como você?
Ele enlaçou a cintura dela com as duas mãos e a puxou para mais perto, parados um de frente para o outro.
— O que foi que você fez? – Miguel gritou.— O que eu fiz? O que você fez? – Heylel gritava em resposta – Achou mesmo que iria continuar agindo da forma que agia e nosso Pai não o disciplinaria?— Meu Pai!— Cresce Miguel.— O único que precisa ser castigado aqui é você, traidor.Miguel esbravejava e gritava como um insano, andando de um lado para outro, sem saber o que fazer. Ele parou de súbito, iria abrir suas asas e somente voar para o mais longe possível de Heylel e daquele lugar, voltaria para casa e iria ter com o Pai. Mas nada aconteceu. Forçou o pensamento novamente, esperando sentir a expansão em sua omoplata e então a gloria de suas asas abertas. Nada.— O que a bruxa da sua cria fez comigo?— Se falar novamente da minha filha dessa forma Miguel vou matar você e deixar seu corpo aqui me
— Entre. – Yekun disse após ouvir a leve batida.Naiara abriu a porta, colocando somente a parte de cima de seu corpo para dentro. Yekun estava deitado sobre uma cama imensa que ficava abaixo de uma ampla janela. O quarto dele era enorme, um dos maiores da morada, mas todos os moveis eram antigos o que deixava tudo com uma visão quase medieval. Combinava com ele.— Você está bem? – Ela perguntou ainda da porta.— Ficarei melhor quando entrar vida. – Disse a olhando.Naiara entrou, fechando a porta atrás de si, estava constrangida com a situação. Não que nunca tivesse estado a sós com Yekun, até mesmo dormido em seus braços em uma barraca, ela já havia dormido. Mas estar dentro do quarto dele, era intimo demais. Sentou-se em uma poltrona que ficava no canto do quarto e sorrio para ele que a olhava sem entender o que acontecia com a menina.
— Acha mesmo que foi a melhor escolha? – Azazyel perguntou a ela enquanto andavam.E como se a pergunta fosse o gatilho para suas emoções, ela caiu de joelhos e chorou como jamais havia chorado em sua vida, sentia o corpo se mover com a força dos soluços que rasgavam seu peito, levou as mãos à cabeça e o rosto ao chão. Um grito rompeu de sua garganta e Azazyel correu para conter Naiara que resplandecia parecendo não conseguir controlar a ela mesmo. Braços fortes a envolveram e a menina se permitiu tombar de lado e deitar a cabeça no peito dele.— Chore guerreira, tudo isso passará. – Ele dizia em um tom baixo, como um pai que acalanta um filho – Chore, deixe sair tudo o que está te fazendo mal. Coloque para fora.Ficaram imóveis por minutos que mais pareceram horas, o único barulho que se ouvia, era dos soluços de Naiara e
As palavras era gritadas em todas as direções e ela parecia um animal encurralado, andando de um lado para outro, preste a atacar.— Posso me aproximar? – Perguntou incerto. Ela respirou fundo e então parou e o olhou.— Sempre. – Tentou desfazer a carranca, mas não obteve sucesso. Agares andou lentamente até ela e com cuidado segurou em suas mãos. – Temos que ter um plano.— Plano?— Sim, ainda temos que encontrar a arvore e levar as folhas para Amarantha. – Só nesse momento ela se lembrou do porque estavam ali.— Yekun. – Disse baixo.— Sim, ele ainda precisa de nós.Eles conversavam baixo, como se qualquer alteração na voz, fosse tirar Naiara do eixo novamente, fazendo sua ira explodir. Os três ainda choravam, mas Gabriel agora estava sentado no chão, ainda preso pelo poder de Naiara, s
As paredes eram escorregadias, como se a umidade fosse muita e a água não parasse de escorrer jamais, o espaço estreito e quase sufocante, não permitia que os dois andasse afastados, estavam tão próximos que o calor dos corpos se misturava.— Agares, e se ficarmos andando para sempre aqui e não chegarmos a lugar algum?— Sempre terá um lugar para chegar Nai, em algum momento.— Está profundo. – Ela brincou.— Não. – Ele disse sério e sem se virar para trás – Você que ainda não me conhece completamente.Ela não respondeu, mas com cuidado, soltou os dedos que estavam presos aos dele, com a desculpa que precisavam de luz. Naiara clareou um pouco o caminho, perdida em seus próprios pensamentos. Ainda que a escolha dela fosse Agares, algo havia se quebrado e o medo que nunca mais fosse reparado estava p
Naiara já estava parada de frente e pequena porção de água, os braços cruzados ao peito e o olhar perdido no horizonte rochoso e cinza a sua frente.— Não é uma das imagens mais bonitas que já viu né? – A voz de Agares rompeu o silencio do lugar.— Não é não, mas tem o seu encanto.Ele parou ao lado dela entregando o cantil cheio de agua.— Sem agua né?Naiara o olhou e pegou o cantil, voltando sua atenção para a paisagem a sua frente.— É só estranho, quase difícil te ver com outra pessoa. – Confessou baixinho.— Mas não está me vendo com ninguém. – Respondeu no mesmo tom.— A forma como a toca e ela se entrega... sei lá, só achei que seria mais fácil. Quando imaginava você com as demônias deste l







