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Capítulo 5

Author: Anne Smith
last update publish date: 2026-06-03 08:26:44

Família Benson

— Como assim a garota desapareceu?

— A incredulidade e a raiva eram evidentes na voz do Sr. Benson enquanto encarava o empregado.

— E-eu não sei, senhor…

— Você perdeu a minha noiva!

Junior rugiu ao agarrar o motorista pelo pescoço.

Os olhos de John arregalaram-se em desespero.

— Solte-o, Junior! — ordenou George.

— Não, pai! Ele vai pagar por perder a Felicity!

O olhar do rapaz era perturbador.

George lançou um olhar irritado para o filho.

— Eu não vou repetir. Precisamos dele vivo para descobrir onde a garota foi parar.

Junior soltou John com relutância.

O motorista respirou com dificuldade, o rosto já arroxeado.

Brittany e Brigitte observavam a cena com completa indiferença.

— Muito bem, John — disse George, tentando controlar a própria irritação. — Conte tudo desde o começo.

— Ah, céus, George! — Brigitte interrompeu com impaciência. — Será que você não percebe? Aquela garota provavelmente fugiu com algum namorado ou algo assim.

— Ela não fugiu para encontrar namorado nenhum! — rebateu George, irritado. — Eu sei cada passo que Mary Ann dá. Ela embarcou naquele avião e chegou hoje em Washington. O que aconteceu depois disso é o que precisamos descobrir.

Ele voltou a encarar John.

— E acredito que você vai nos ajudar com isso, não é?

O motorista assentiu, claramente nervoso.

— Eu fui buscá-la no aeroporto e seguimos normalmente em direção à mansão. No caminho, a senhorita pediu para passarmos pelo centro da cidade. Depois, pediu que eu parasse em um restaurante chamado Dinner Ruby porque queria comprar água.

E por que você mesmo não foi comprar? — questionou Junior, agressivo.

— Eu me ofereci, senhor. Mas ela disse que queria entrar sozinha e que não demoraria.

— E você simplesmente deixou?

— Quando ela demorou a voltar, eu fui atrás. Mas ela não estava lá. A atendente disse que a senhorita nem chegou a entrar no restaurante. Eu pedi para verificarem até o banheiro...

George franziu a testa.

— O que você acha que aconteceu? Um sequestro? Mas quem saberia que ela estava chegando hoje? — Talvez alguém tenha reconhecido o carro — sugeriu Junior, irritado.

— O Bentley chama atenção.

— Não seja idiota — rebateu o pai. — Esse carro vive transportando a Brigitte. Um sequestrador não confundiria as duas.

Brigitte arregalou os olhos.

— Meu Deus... Será que planejavam me sequestrar?

George lançou-lhe um olhar frio.

— Duvido muito.

Ele começou a andar de um lado para o outro pela sala antes de voltar-se novamente para John.

— Onde exatamente você parou?

— Em frente ao Dinner Ruby, senhor.

— E quanto tempo ela ficou desaparecida antes de você sair atrás?

— Menos de dez minutos.

George estreitou os olhos.

— Se ela não entrou no restaurante, você deveria ter visto para onde foi.

John engoliu em seco.

— Eu... estava respondendo uma mensagem no celular. A senhora Benson havia me enviado uma mensagem e…

— Isso é inacreditável! — explodiu Junior. — Como você pôde simplesmente ficar sentado? Ela pode ter entrado em uma farmácia ou qualquer outro lugar! Você é um incompetente!

— Já chega — interrompeu George. — Não adianta gritar agora.

Ele parou por alguns segundos, pensativo.

— Faz muitos anos que Mary Ann saiu da cidade. Ela não sairia andando sozinha sem um motivo. Ela não é tão burra assim.

Então voltou-se lentamente para a esposa.

— Brigitte... você tem alguma coisa a ver com isso?

— Eu? Claro que não! Por que teria?

— Porque você odeia aquela garota.

— George, pelo amor de Deus! Não fiz nada contra ela.

— Alguma coisa aconteceu — murmurou ele. — E precisamos encontrá-la rápido.

George passou a mão pelo rosto, claramente nervoso.

— Vou procurar Xavier. Ele pode colocar alguns homens atrás dela. E você — apontou para Junior — deveria falar com aquele sujeito com quem anda fazendo negócios.

— Dante?

— Sim. Não é ele quem controla aquela região? Ele deve ter visto alguma coisa ou sabe de algo.

— Vou falar com ele pessoalmente. Não gosto de deixar rastros por telefone.

George assentiu.

— Tem razão. Eu também vou evitar ligações. Vou direto ao distrito fazer a denúncia. Precisamos colocar mais gente procurando.

Brittany revirou os olhos.

— Talvez algum bandido tenha matado ela e finalmente a gente fique livre desse problema.

George virou-se furioso para a filha.

— Não diga idiotices! Se ela morrer, nós perdemos tudo!

Brittany piscou, confusa.

— Mas... se ela morrer, a herança não fica para os irmãos?

— Não! — rugiu ele. — O velho King deixou tudo exclusivamente para ela! Se Mary Ann morrer antes de casar ou ter filhos, toda a fortuna será vendida e o dinheiro irá para a fundação beneficente do Elliot King. Nós não herdamos um centavo!

— Que horror! — exclamou Brigitte, levando a mão ao peito. — Não podemos perder essa casa! Nem nossa posição social!

George pegou o paletó com irritação.

— Por isso vamos encontrá-la antes que algo aconteça.

Ele então encarou Brittany de forma ameaçadora.

— E espero sinceramente que você não tenha se metido nisso.

— Claro que não, papai!

— É melhor que esteja dizendo a verdade. Porque, se tiver feito alguma coisa, pode se despedir da vida que leva.

Com a raiva visível em seus olhos, ele saiu da mansão.

Junior também olhou para sua mãe e irmã com um olhar assassino, antes de sair em busca de informações.

Brigitte e Brittany se entreolharam, nenhuma das duas faziam ideia do motivo daquele alvoroço todo.

Era só a garota odiada que havia desaparecido.

Que notícia melhor eles poderiam querer?

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