LOGINA carta chegou em uma manhã de terça-feira, quando o sol entrava pelas janelas do apartamento como um convite para um novo começo, e eu estava na cozinha, preparando o café enquanto Luna brincava no tapete da sala com os bichinhos de pelúcia que Miguel tinha comprado para ela.
O envelope era branco, simples, sem remetente, mas eu reconheci o papel d
A viagem para o Texas foi longa, mas não parecia cansativa, como se cada minuto me aproximasse de algo que eu não sabia que estava esperando, como se o avião estivesse me levando não apenas para um lugar novo, mas para um pedaço da história de Rosa que eu ainda não conhecia, um pedaço que ia me ajudar a entender quem ela realmente era.Luna dormiu durante a maior parte do voo, os olhos fechados, a respiração leve e profunda, e eu fiquei olhando para ela, para o rostinho pequeno, para os dedinhos que se abriam e fechavam como se estivesse sonhando com algo bonito. Rosa estava ao meu lado, os olhos fixos na janela, a mão dela descansando sobre a minha, o silêncio entre nós confortável como um abraço.— Voc
A ideia de viajar para o Texas surgiu como um sonho que eu não sabia que estava guardado dentro de mim, um desejo silencioso que cresceu aos poucos, como uma flor que desabrocha depois de um inverno rigoroso, como uma semente que finalmente encontra a luz depois de meses enterrada na escuridão, e eu percebi que era hora de Luna conhecer os avós, de mostrar a ela de onde eu vinha, de apresentar Miguel à minha família, de fechar um ciclo que tinha ficado aberto por tempo demais.Estávamos sentados na sala do novo apartamento, com Luna dormindo tranquilamente no berço ao lado, os olhos fechados, os lábios levemente abertos, a respiração lenta e profunda como se estivesse sonhando com algo bonito. O sol da tarde entrava pelas janelas, iluminando o ambiente com uma luz dourada que parecia ter sido feita para a
A tarde estava quente e dourada quando Helena chegou ao apartamento, com uma bolsa nas mãos e um sorriso nos lábios que parecia iluminar o ambiente, e eu vi a emoção nos olhos de Rosa quando entregou a filha nos braços da irmã, o gesto cheio de confiança e amor.— Vocês dois precisam de uma noite só para vocês. — Helena disse, com um sorriso malicioso, os olhos brilhando. — E eu vou levar essa mocinha para passar a noite com a tia. Vamos comer doces, assistir filmes, e ela vai dormir até tarde.— Helena, você não precisa fazer isso. — Rosa disse, a voz hesitante, como se estivesse dividida entre a gratidão e a preocupação.
A carta chegou em uma manhã de terça-feira, quando o sol entrava pelas janelas do apartamento como um convite para um novo começo, e eu estava na cozinha, preparando o café enquanto Luna brincava no tapete da sala com os bichinhos de pelúcia que Miguel tinha comprado para ela.O envelope era branco, simples, sem remetente, mas eu reconheci o papel de carta, o selo da mansão Abernati, a caligrafia elegante e fria que eu só tinha visto uma vez antes. Meu coração disparou quando segurei o envelope, e por um momento, considerei rasgá-lo sem abrir.— Rosa? — a voz de Miguel veio da sala, suave e preocupada. — O que é isso?— Uma carta. — respondi, a
A noite em que Miguel voltou da mansão Abernati foi uma das mais longas que eu já tinha vivido, não porque eu não conseguisse dormir, mas porque a ansiedade não me deixava descansar, porque cada minuto que passava sem notícias dele era um minuto a mais de angústia, de medo, de incerteza, de imaginar o que poderia estar acontecendo naquela mansão fria que eu conhecia tão bem.Eu estava sentada no sofá da sala, com Luna dormindo tranquilamente no berço ao lado, os olhos fixos na porta, esperando, rezando, torcendo para que ele voltasse inteiro, para que ele não tivesse cedido às pressões da mãe, para que ele tivesse encontrado as respostas que ele precisava. A luz do abajur iluminava o ambiente, criando sombras que dançavam nas paredes, e o silêncio do apartam
A viagem para a mansão Abernati foi longa e silenciosa, as horas se arrastando como se o tempo tivesse resolvido parar para me torturar, e eu fiquei a maior parte do trajeto com os olhos fixos na estrada, a mente girando em círculos, as mãos firmes no volante, o coração batendo mais forte a cada quilômetro que me aproximava daquele lugar que eu tinha jurado nunca mais pisar.A mansão apareceu no horizonte como uma lembrança de tudo o que eu tinha deixado para trás, com suas paredes de pedra e janelas altas que pareciam observar cada movimento meu, como se estivessem me julgando antes mesmo de eu entrar. Os portões de ferro se abriram silenciosamente quando me aproximei, como se estivessem me engolindo, e eu estacionei o carro na entrada principal.







