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Entre o Passado e o Agora

Penulis: Any L.
last update Tanggal publikasi: 2026-09-08 00:15:58

Katy Nunes

​Eu estava terminando de retocar o batom em frente ao espelho do quarto quando a campainha tocou. As malas já estavam prontas no hall de entrada, alinhadas no canto da parede. Como o jantar na casa do Ian com a Ana e o Julien seria no sábado à noite e a nossa viagem para Nova York estava marcada para o dia seguinte, organizei tudo com antecedência para facilitar a rotina.

​Estranhei o horário, imaginando que fosse minha mãe subindo do andar de baixo. Peguei a bolsa e fui até a porta
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    Ana Albuquerque ​Pousei o celular sobre a mesa de cabeceira logo após desligar com a Katy, ainda sentindo o calor leve da conversa. A perspectiva de dias de sol e mar na Região dos Lagos parecia um respiro abençoado no meio do ritmo sufocante do hospital. Caminhei até a cozinha para pegar um copo d'água, pronta para apagar as luzes e deitar, quando o visor do meu telefone voltou a acender, vibrando sobre o balcão.​Era o Julien.​— Julien? Aconteceu alguma coisa? — perguntei assim que atendi, franzindo o cenho enquanto olhava para o relógio na parede.​— Aconteceu que eu sou um homem sem paciência, Ana — a voz dele veio com aquele sotaque suave, carregada de uma vibração divertida. — E a ideia de esperar até as seis da manhã para te ver me pareceu um erro absurdo.​Soltei uma risada baixa, encostando a cintura na bancada da cozinha.​— Como assim? Onde você está?​— Na sua garagem. O porteiro me deixou entrar com o carro, mas preciso que você libere o acesso ao elevador.​Pisquei, su

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    Ian Parker ​Quando nossos lábios finalmente se separaram, a respiração de Katy ainda estava descompassada. Segurei o rosto dela por mais alguns instantes, apreciando a entrega e o brilho suave nos olhos dela antes de me afastar a contragosto.​— Bom, eu preciso ir — falei baixinho, deslizando os polegares pela linha do queixo dela. — Vim direto do aeroporto para cá quando cheguei de Nova York, então preciso ir até a minha casa organizar minhas malas de verdade. Tirar os casacos pesados e pegar roupas adequadas para o sol da Região dos Lagos.​Katy sorriu, concordando com a cabeça enquanto se levantava do sofá comigo.​— Faz sentido. Você não vai querer passar o fim de semana de praia usando terno — ela brincou, acompanhando-me até a porta de entrada.​— Com certeza não — respondi, rindo fraco. Parei no hall da porta e olhei para ela. — Amanhã bem cedo eu venho te buscar aqui na porta do seu prédio. Nós vamos no meu carro. O Julien e a Ana vão no dele, aí nos encontramos todos na estr

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