Share

Um brinde ao imprevisto
Um brinde ao imprevisto
Penulis: Any L.

capítulo 1

Penulis: Any L.
last update Tanggal publikasi: 2026-09-01 18:05:45

Katy Nunes

Finalmente é sexta-feira!

Encerro minha primeira semana no novo emprego e a sensação é de puro alívio. Depois de quatro meses exaustivos procurando trabalho, finalmente consegui meu lugar.

Recém-formada em Contabilidade, percebi da pior forma que o mercado não estava nada fácil. Mas contra todas as probabilidades, surgiu uma vaga em uma agência de marketing que precisava urgentemente de alguém para colocar a área financeira em ordem.

Enquanto arrumo minhas coisas, meu telefone toca. Como eu já sabia quem era, atendi sem nem olhar para a tela.

— Oi, Ana.

— Katy, onde você está? Estamos no bar há meia hora e nada de você chegar! — a voz de Ana vem carregada de impaciência.

— Estou estacionando aqui pelo Jardim Oceânico, a Olegário está um caos hoje — digo, revirando os olhos e sentindo o mormaço da noite carioca vencer o ar-condicionado do meu carro. — Chego em alguns minutos. E por favor, peça um drink para mim, estou morrendo de sede.

Estacionei o carro e caminhei até o bar. O lugar é reservado, charmoso e calmo. Odeio ambientes lotados e barulhentos. Aquele bar era um dos meus favoritos justamente pela luz baixa, o piso de madeira escuro e as mesas espaçadas. Assim que entrei, avistei meus amigos.

— Boa noite, pessoal! Desculpem a demora, mas no final do expediente fui informada de que teremos uma reunião geral na segunda. Precisei deixar tudo organizado.

— Relaxa, Katy. A Ana que é apressada — disse Júlio, olhando torto para ela antes de me dar um sorriso acolhedor.

Júlio sempre foi um amigo especial. Ele é atraente: um metro e noventa, olhos castanhos claros, pele morena e o corpo trincado de quem não falta à academia. Seus cabelos estão sempre bagunçados de um jeito charmoso.

Eu sei que ele quer algo a mais comigo, mas sempre deixo claro que nossa amizade é o que importa. Ele ainda vai achar alguém que o ame como namorado.

— Olha só, Júlio, não vou entrar no seu jogo — retrucou Ana. Em seguida, ela se virou para mim com os olhos brilhando. — Anda, Katy, me conta tudo! Como anda o trabalho? E os funcionários? Tem alguém particularmente interessante?

Ana não consegue dizer "interessante" sem aquele olhar safado. Ela é linda, com seus cabelos loiros curtos e olhos verdes marcantes.

— Nossa, Ana, não tenho nada para contar. Estou lá há apenas uma semana!

— Ah, fala sério. Vai dizer que não reparou em ninguém?

— As únicas pessoas com quem tive contato foram minha secretária, o porteiro e a recepcionista — respondi, rindo da insistência dela.

— E como você foi escolhida? Não tem um chefe poderoso por lá? — Ana me olhou desconfiada.

— Tenho uma chefe. O nome dela é Senhora Monteiro.

— Hum, entendi...

— Obrigada — agradeci quando nossas bebidas chegaram. — Júlio, e você, como está? Faz tempo que não conversamos de verdade.

A conversa fluiu animada. Bebemos um pouco mais e o clima ficou leve.

— Gente, preciso ir ao banheiro. Por favor, mantenham a paz até eu voltar.

Me levantei, ajeitei minha saia e fui em direção ao banheiro, que ficava perto da entrada do bar.

Ao sair, ainda guardando o batom na bolsa, acabei esbarrando com força em alguém.

— Ah, me desculpe! — comecei a dizer, erguendo os olhos.

A palavra travou na minha garganta.

Aquele não era um "alguém" qualquer. Era o alguém. Ele era extremamente alto, impondo uma presença magnética. Pele bronzeada, cabelos cor de mel perfeitamente alinhados e olhos azuis tão cristalinos que pareciam enxergar através da minha alma.

Minha habilidade de falar simplesmente evaporou.

— Mil desculpas... eu estava distraída — balbuciei, sentindo meu rosto queimar.

— Sem problemas — ele respondeu.

A voz dele era grave, baixa e absurdamente sexy. Um arrepio percorreu toda a minha espinha.

Tratei de piscar, tentando sair do transe antes de passar mais vergonha.

— Mais uma vez, desculpe. Tenha uma ótima noite.

Me virei rapidamente, acelerando o passo de volta para a mesa.

— Nossa, Katy! Foi só ao banheiro ou passou no forno? Você está mais vermelha que um tomate! — Ana comentou assim que me sentei.

— Não foi nada... só o calor — disfarcei, tentando acalmar meu coração acelerado. — Cadê o Júlio?

— Foi buscar mais drinks.

Ela me encarou desconfiada, mas não insistiu. Júlio voltou logo em seguida e a noite continuou. Porém, durante o resto do tempo, meus olhos percorreram discretamente todo o bar. Procurei por aquele par de olhos azuis em cada mesa, em cada canto... mas ele tinha simplesmente desaparecido.

— Gente, a noite está maravilhosa, mas estou exausta e ainda vou dirigir.

Me levantei e abracei Ana. Júlio fez questão de me acompanhar até o carro.

— Vá com cuidado, Katy — ele disse, me dando um carinho no rosto e um beijo na testa.

— Pode deixar, estou bem — sorri e entrei no carro.

Enquanto dirigia de volta para casa, o cansaço pesava nos meus ombros. Mas, por mais que eu tentasse focar na estrada, a imagem daquele homem alto de olhos azuis não saía da minha cabeça.

Quem era ele? que voz é essa ?

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 162

    Ian ParkerSenti Katy se mexer ao meu lado e apertei os braços ao redor dela, ainda sonolento.— Aonde você pensa que vai? — murmurei quando percebi que ela tentava se afastar.Katy soltou uma risadinha.— Levantar, Ian. Precisamos nos arrumar para visitar a casa.Apertei os braços ao redor dela, tentando convencê-la a ficar mais um pouco.— Só mais cinco minutos, meu amor.Katy sorriu e me deu um beijo rápido.— Então aproveita enquanto pode, porque nós precisamos levantar.Soltei um suspiro exagerado e me sentei na cama.— Pelo visto, depois do casamento, nem o meu horário de dormir vai ser mais uma decisão minha.Ela ergueu as sobrancelhas, cruzando os braços.— Ah, é? Então vou ter que repensar esse casamento.Olhei para ela imediatamente.— Calma. Acho que podemos chegar a um acordo.Katy caiu na risada.— Imaginei que você mudaria de ideia rapidinho.— Eu só estou tentando preservar o pouco de liberdade que ainda me resta.— Vai se arrumar, Ian!— Sim, senhora.Ela entrou no ban

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 161

    Ian Parker Saímos do restaurante e seguimos de mãos dadas até o carro. Katy ainda sorria, e eu tinha certeza de que a notícia da casa continuava ocupando seus pensamentos. Assim que ela se acomodou no banco do passageiro, virei-me para ajudá-la com o cinto. — Você está muito quietinha, meu amor. — Estou pensando. — Isso costuma ser perigoso. Devo me preocupar? Ela riu e me deu um tapinha no braço. — Estou pensando na nossa casa, Ian! Quero saber como ela é por dentro, como vamos organizar os quartos, a sala... — E eu achando que você estava planejando como me convencer a comprar mais coisas. — Também. — Ela sorriu, sem o menor constrangimento. — A gente vai precisar de muita coisa, sabia? — Imaginei que uma casa precisasse de móveis. — Não estou falando só de móveis! Precisamos pensar na decoração, nas cortinas, nos tapetes... E eu quero uma cozinha bonita. Liguei o carro, rindo. — Mais alguma exigência, senhora? — Quero uma sala aconchegante, com um sofá grande. — Grand

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 160

    Ian Parker— Ian, antes de encerrarmos, tenho algumas informações sobre a casa que você está comprando.Minha atenção se voltou imediatamente para Eduardo. Depois de uma manhã ocupada com questões da empresa, finalmente chegara a hora de tratar de algo que eu esperava havia algum tempo.— Pode falar.Ele abriu a pasta que havia colocado sobre a mesa e retirou os documentos do imóvel.— Fizemos todas as verificações necessárias. A documentação está regular, não encontrei nenhuma pendência que impeça a compra e o contrato está pronto para sua análise e assinatura.Puxei os papéis para perto de mim.— Ótimo. Quero deixar isso resolvido hoje.— Foi por isso que trouxe tudo. Podemos revisar os termos agora. Se estiver de acordo com as condições estabelecidas, você poderá assinar e formalizar a compra.Comecei a ler o contrato com atenção. Mesmo confiando no trabalho de Eduardo, não tinha o hábito de assinar documentos sem conhecer cada cláusula. Aquele negócio envolvia mais do que dinheiro

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 159

    Ian Parker Estacionei o carro na garagem da Vanguard Media e desliguei o motor. Katy, no banco do passageiro, terminou de ajeitar a bolsa antes de abrir a porta. — Katy, vê se no almoço você não resolve comer fast-food também. Ela virou o rosto na minha direção, estreitando os olhos. — Está fiscalizando minha alimentação agora, Ian? — Estou apenas cuidando da alimentação da minha noiva. — Então vai depender dos mini Parkers. Ergui as sobrancelhas, segurando o riso. — Não tenho nada a ver com isso. Essa parte do DNA é sua! Ela me encarou, indignada com a tranquilidade com que eu transferia a responsabilidade para ela. — Você é insuportável! — E você me ama. Katy revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorriso. — Vai trabalhar, CEO! — Estou indo, meu amor. Inclinei-me para beijar sua testa antes que ela saísse do carro. Depois, caminhei ao lado dela até o acesso aos elevadores. Assim que entramos na empresa, a brincadeira deu lugar à discrição habitual. Não precis

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 158

    Katy Nunes Acordei com a luz suave do sol da manhã atravessando as frestas da cortina da varanda. O apartamento estava num silêncio gostoso, e a primeira coisa que senti foi o abraço acolhedor do Ian ao meu redor. Ele ainda dormia profundamente, com o queixo apoiado no topo da minha cabeça e um dos braços pesados e protetores cruzando a minha cintura. Acomodei-me mais perto do peito dele, aproveitando aquele calor. No entanto, bastaram alguns minutos para que uma sensação estranha e urgente começasse a tomar conta de mim. Não era enjoo, nem o cansaço dos dias anteriores... era uma fome avassaladora e específica. — Ian... — chamei baixinho, cutucando o peito dele com o indicador. Ele resmungou algo incompreensível, apertando minha cintura e me puxando ainda mais contra o seu corpo. — Ian, acorda... É sério — insisti, rindo da teimosia dele em continuar dormindo. Ele soltou um suspiro profundo e abriu os olhos azuis devagar, a voz grave e rouca de sono: — O que foi, meu amor? Acon

  • Um brinde ao imprevisto    Capítulo 157

    Katy Nunes O silêncio do apartamento à noite sempre trazia uma sensação de paz, mas, com o Ian ali do meu lado, o ambiente parecia acolhedor de um jeito completamente novo. Terminamos o jantar sem pressa e ele se recusou sumariamente a me deixar levantar da mesa para ajudar com qualquer coisa. Com a firmeza carinhosa de sempre, ele me encaminhou para a sala e organizou a cozinha em questão de minutos. Quando voltou para o cômodo, trazia duas taças nas mãos: a dele com vinho tinto e a minha com água aromatizada e morangos frescos. Ele deixou as taças sobre a mesa de centro, acomodou-se ao meu lado no sofá espaçoso e me puxou para perto sem cerimônia. Encostei a cabeça em seu peito, sentindo o ritmo tranquilo do seu coração, enquanto ele desdobrava um edredom leve e cobria nossas pernas. Liguei a TV em um filme qualquer para fazer barulho de fundo, mas a verdade é que minha atenção não durou nem dois minutos na tela. Depois de um dia tão conturbado, estar ali nos braços dele er

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status