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Capítulo 8

last update publish date: 2025-04-29 07:05:57
A música ainda ecoa em meus ouvidos quando desço do palco. Sinto o suor esfriar na nuca e procuro recuperar a respiração enquanto as meninas se aproximam, sorrindo e comentando a apresentação. É o último show da viagem e, pelo que Leo decidiu, também minha última oportunidade de dançar antes de voltar às tarefas dos bastidores. Aceitei cumprir os números para os quais já estava escalada aqui, mas, quando retornarmos à boate dele, o trabalho que mais gosto de fazer deixará de fazer parte da minha
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  • Um romance inesperado com o meu chefe   Capítulo final

    ÚLTIMO CAPÍTULOLUCYOito dias se passam desde meu depoimento, mas a sensação de estar sendo observada não desaparece. Os documentos entregues por Richard confirmaram parte dos desvios cometidos por Bruno, e a polícia conseguiu ligar duas empresas falsas às contas do homem que ele assassinou. A segunda impressão encontrada no carro pertence a Mauro Santiago, primo dele e antigo funcionário de uma das empresas investigadas.Mauro passou a ser vigiado. A polícia acredita que ele esteja escondendo Bruno ou, pelo menos, fornecendo dinheiro, carros e documentos para mantê-lo em movimento.Desde então, nossa rotina se tornou uma sequência de procedimentos. Os seguranças trocam os trajetos dos carros, todas as entregas são verificadas e ninguém entra na propriedade sem autorização. Leo não toma uma decisão sem me consultar, embora eu perceba como cada saída de casa o deixa tenso.Nesta manhã, temos uma consulta marcada. A médica pediu que eu voltasse para repetir alguns exames, e adiar não se

  • Um romance inesperado com o meu chefe   Capítulo 38

    LEONa manhã seguinte, encontro Lucy na cozinha antes mesmo de o sol nascer por completo. Ela está sentada à mesa, usando uma das minhas camisetas, com as pernas recolhidas na cadeira e uma xícara de café com leite presa entre as mãos. Pela quantidade ainda dentro da xícara, sei que não bebeu quase nada.Ela passou a noite acordando a cada barulho. Mesmo cercada por seguranças, câmeras e portões altos, não conseguiu descansar depois da ligação do investigador.Aproximo-me sem fazer movimentos bruscos e puxo a cadeira ao seu lado.— Você devia estar dormindo.— Você também.— Eu dormi um pouco.Lucy me lança um olhar que deixa claro que não acredita. Seguro sua mão e acaricio o anel que coloquei em seu dedo no dia anterior.— Quer me contar o que está pensando?Ela olha para nossas mãos.— Se Bruno está perto, não vai demorar para tentar chegar até mim.— Não sabemos se ele está vindo para cá.— Eu sei como ele pensa.A convicção em sua voz me impede de oferecer qualquer esperança vazia

  • Um romance inesperado com o meu chefe   capítulo 37

    O sábado amanhece com um céu tão azul que parece recém-pintado. Quando abro os olhos, o lado de Leo está vazio, mas o cheiro de café vindo do corredor me impede de entrar em pânico. Desde que voltamos para esta casa, qualquer ausência inesperada ainda desperta algo ruim dentro de mim.Visto a camiseta dele, que cobre boa parte das minhas coxas, e saio do quarto. Encontro Leo no antigo quarto de hóspedes, espalhando plásticos pelo chão enquanto dois homens da segurança deixam algumas caixas junto à parede. Há latas de tinta, pincéis, ferramentas e uma cômoda desmontada que ele, aparentemente, decidiu comprar sem me consultar.Encostado no batente, observo-o tentar prender uma das extremidades do plástico com o pé. Ele está tão concentrado que não percebe minha presença. O sorriso no rosto faz parecer que está preparando o próprio parque de diversões.— Vai pintar o quarto com a boca de tanto sorrir? — pergunto.Leo se vira. Há uma mancha branca em sua bochecha e outra na barra da camise

  • Um romance inesperado com o meu chefe   capítulo 36

    LEOChegamos em casa com as sacolas nas mãos e uma imagem do ultrassom guardada no bolso da minha camisa. O carro da segurança estaciona próximo ao portão, e um dos homens desce antes de nós para verificar a entrada. Ainda me incomoda precisar de toda essa proteção, mas basta olhar para Lucy para saber que não posso facilitar enquanto Bruno estiver solto.Ela entra abraçada ao urso de pelúcia, com um sorriso divertido desde que saímos da loja. Não parou de debochar da quantidade de coisas que comprei, embora tenha sido ela quem acrescentou o segundo body à pilha quando achou que eu não estava olhando.— A gente devia guardar tudo em uma caixa especial — sugere, deixando as sacolas sobre o sofá. — A imagem do ultrassom, as primeiras roupinhas, a pulseira da maternidade…— O primeiro sapatinho, o primeiro dente, uma mecha do cabelo…Lucy se vira para mim, estreitando os olhos.— Isso está começando a ficar assustador.— É organização.— É o primeiro sintoma de um pai babão.— Nosso filho

  • Um romance inesperado com o meu chefe   Capítulo 35

    Acordo com o sol entrando preguiçoso pelas frestas da cortina. Por alguns segundos, não sei onde estou. Então sinto o braço pesado ao redor da minha cintura, o calor de um corpo colado às minhas costas e a respiração tranquila contra minha nuca.Leo.As lembranças da noite anterior retornam de uma vez: o banho, a pizza comida na cama, as conversas sobre o bebê, os beijos que demoraram mais do que deveriam. Meu corpo ainda guarda cada toque. Estou dolorida, sensível, com as pernas pesadas e um sorriso impossível de esconder.Viro-me devagar, tomando cuidado para não pressionar o ferimento dele, e descubro que Leo já está acordado.Deitado de lado, ele me observa em silêncio. Há alguma coisa intensa naquele olhar, como se ele ainda precisasse confirmar que não vai desaparecer tudo no instante em que piscar.— Dormiu alguma coisa? — pergunto, com a voz rouca.— Um pouco.— Mentiroso.O canto da boca dele se ergue.— Fiquei olhando para você.— Isso é um pouco assustador, senhor Ávila.— D

  • Um romance inesperado com o meu chefe   Capítulo 34

    Não sei quanto tempo permaneço acordado. A luz atravessa a fresta da cortina e avança pelo chão, enquanto meu braço começa a formigar sob o peso de Lucy. Tento mudar de posição sem despertá-la, mas basta afastar um pouco o ombro para que ela se mova, procurando meu corpo antes mesmo de abrir os olhos. Quando me acomodo outra vez, seus dedos se fecham de leve em minha cintura, e fico quieto, observando o rosto que, durante semanas, só consegui alcançar em lembranças.O telefone vibra sobre o criado-mudo. Estico o braço livre e o pego antes que o ruído se repita. Há uma atualização da equipe responsável pela segurança, curta e sem qualquer novidade que exija minha presença. Leio duas vezes, com a atenção que aprendi a dedicar a mensagens assim, e respondo pedindo que me avisem caso alguma coisa mude. Quando devolvo o aparelho ao lugar, Lucy já está olhando para mim.— Aconteceu alguma coisa?Sua voz ainda está rouca de sono, mas o corpo perde a tranquilidade depressa. Ela ergue a cabeça

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