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Capítulo 06

Author: DANI VENCES
last update publish date: 2024-06-18 02:51:43

Léo

Quando a pequena entrou com seus cabelos negros lisos e olhos cor de mel, eu soube que era minha filha, meu coração acelerou e foi como se um sobro de vida tivesse me atingido. Aquilo era esperança, preenchendo cada canto da minha alma vazia. Ela correu para os braços da mãe e eu quase me levantei, queria abraçá-la, mas me contive, Ana teria que me explicar por que manteve minha filha longe de mim.

— Tá tudo bem, querida. — Ana sussurra para ela.

— Mas é uma menina linda. — Minha mãe fa
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    AnaA luz suave das luminárias do quarto de hotel banhava as paredes brancas, criando sombras dançantes que se misturavam ao brilho da cidade lá fora, visível através das janelas amplas. Nossa lua de mel era um oásis, um refúgio depois de tudo o que Léo e eu havíamos enfrentado — as cicatrizes do passado, a dor da perda, a alegria de recuperar nossa filha e construir nossa família. Emily estava com Dona Helena, provavelmente espalhando lápis de cor e risadas pela mansão, enquanto nós tínhamos esse momento para nos redescobrir. O ar condicionado sussurrava, refrescando a pele aquecida pelo desejo que crescia entre nós. Eu ajustava o biquíni leve, o tecido branco abraçando minhas curvas, enquanto caminhava descalça pelo carpete macio do quarto, os olhos fixos em Léo, que estava recostado na cama king-size, o corpo bronzeado contrastando com os lençóis brancos, os músculos relaxados, mas alertas, como se ele soubesse o efeito devastador que tinha sobre mim.— Tá gostando da vista? — pergu

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    AnaO sol da manhã entrava pelas cortinas da casa da piscina, lançando sombras suaves no espelho onde eu ajustava o vestido branco. Era simples, mas elegante, com renda delicada nos ombros e uma saia fluida que dançava ao redor dos meus joelhos. Meus dedos tremiam enquanto prendia o cabelo em um coque solto, uma mecha caindo sobre o rosto. Hoje era o dia do nosso casamento, mas antes, Léo e eu tínhamos uma missão ainda mais importante: contar a Emily que ele era seu pai. As semanas desde a noite na praia haviam sido um redemoinho de emoções — alívio por ter Emily de volta, luto pelo destino incerto de Mariana, e uma esperança crescente de que Léo e eu poderíamos reconstruir o que o passado quase destruiu.No reflexo do espelho, vi Dona Helena entrar no quarto, segurando um pequeno buquê de margaridas. Seus olhos brilhavam com lágrimas contidas, e ela sorriu, colocando a mão no meu ombro.— Você tá linda, Ana — disse, a voz suave. — O Léo não vai saber o que o atingiu.Ri, o nervosismo

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    AnaO carro voava pela estrada, o asfalto desaparecendo sob os pneus, mas cada segundo parecia uma eternidade. Meu coração batia descontrolado, o pânico me sufocando enquanto eu olhava para a escuridão à frente. Léo dirigia ao meu lado, o rosto tenso, os nós dos dedos brancos no volante. O som das ondas ao longe era um lembrete cruel do que estava em jogo. Minha filha, minha Emily, estava com Mariana, uma mulher consumida por mágoa e vingança. Eu me agarrava à mão de Léo, tentando encontrar força, mas o medo de perder minha menina era uma corrente que me puxava para baixo.Chegamos ao trecho isolado da praia, o farol do carro iluminando a areia. Meu coração parou quando vi Emily, brincando calmamente perto da água, desenhando com um graveto na areia. Ela parecia alheia ao perigo, o vestido rosa balançando com a brisa. Ao lado dela, Mariana estava de pé, a silhueta rígida contra o mar escuro. O alívio de ver Emily viva colidiu com o terror de saber que ela ainda estava com aquela mulhe

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    AnaO sol da manhã entrava pelas janelas da casa da piscina, iluminando o chão onde Emily havia espalhado seus lápis de cor na noite anterior. Eu segurava uma xícara de chá, o vapor subindo em espirais, mas minha mente estava longe, presa na conversa com Léo e na verdade que agora nos unia — e nos dividia. Ele sabia que Emily era sua filha, e eu sabia que não podia mais adiar a decisão de como seguir em frente. Mas meu coração ainda era um campo de batalha, dividido entre o amor que nunca morreu e o medo de ser machucada novamente.Emily entrou correndo na sala, segurando um desenho novo.— Mamãe, olha! É uma casa com um jardim! — disse ela, os olhos brilhando de orgulho.Eu sorri, ajoelhando-me para ver melhor.— Tá lindo, meu amor. É pra quem?— Pro tio Léo! — respondeu ela, sem hesitar, e meu coração apertou. “Tio Léo.” Ela o adorava, mas ainda não sabia a verdade. Como contar a uma criança de cinco anos que o homem que ela chamava de tio era, na verdade, seu pai?— Ele vai adorar,

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    LéoO café estava agitado, o murmúrio das vozes misturando-se ao aroma quente de café fresco que pairava no ar. Mariana estava sentada numa mesa ao fundo, o cabelo preso num coque frouxo, o rosto mais magro do que eu lembrava, com linhas de tensão que traíam sua fachada calma. Ela ofereceu um leve sorriso quando me aproximei, mas o gesto não alcançava seus olhos, que brilhavam com uma determinação fria, quase calculada. Sentei-me, mantendo uma distância emocional e física, o peso da revelação sobre Emily ainda pulsando em minhas veias, misturado com a raiva do teste de DNA que fiz pelas costas de Ana.— Obrigada por vir, Léo — disse ela, apontando a cadeira à sua frente, a voz suave, mas carregada de uma intenção que eu não conseguia decifrar.— O que você quer, Mariana? — perguntei, sem paciência para rodeios. Depois da conversa com Ana, do momento em que confirmei que Emily era minha filha, minha mente era um turbilhão, e eu não tinha energia para jogos.Ela respirou fundo, os dedos

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