LOGINVicktor tinha acabado de tirar os sapatos quando os gritos de Lucy ecoaram por toda a casa. Seu coração disparou imediatamente. Sem pensar duas vezes, o homem correu em direção à cozinha, seguindo a direção de onde vinha aquela voz tão desesperada.Assim que chegou, seus olhos se arregalaram ao ver Lucy parada rigidamente diante da janela, com o rosto pálido e as duas mãos tremendo violentamente.— Lucy... o que aconteceu? — perguntou Vicktor rapidamente, com a voz carregada de preocupação.Lucy se virou e, sem pensar, correu para os braços do marido. Seu corpo tremia e sua respiração estava ofegante.— Vick... tem—tem um homem atrás da janela — disse ela entrecortadamente, apontando para fora. — Aquele homem está segurando uma faca. Ele... ele parece querer me matar!Vicktor ficou em silêncio por um instante e, em seguida, afastou rapidamente a esposa de seus braços. Caminhou até a janela e puxou as cortinas com força. Seu olhar percorreu imediatamente o jardim dos fundos, molhado pe
[Você acha que todas essas provas são uma brincadeira? Ou que estou apenas ameaçando você? Eu poderia muito bem denunciar seus crimes às autoridades imediatamente!]A mensagem apareceu novamente na tela do celular de Lucy, acompanhada por uma breve vibração da notificação. Seu coração disparou imediatamente. Seus dedos tremiam tanto que ela quase deixou o celular cair de suas mãos.— Não... isso não é possível... — murmurou baixinho.Seus olhos permaneceram fixos na tela. Aquela pessoa misteriosa realmente sabia de alguma coisa. Sobre aquela noite. Sobre o segredo que ela havia enterrado profundamente durante anos.— Quem é você, afinal? — sussurrou em pânico.Sua mente ficou subitamente em branco, como se ela não conseguisse pensar com clareza. Lucy engoliu em seco, tentando se acalmar, e então digitou rapidamente:[Se você tem coragem, venha me encontrar agora mesmo!]A mensagem foi enviada. Bastaram alguns segundos para que as duas marcas cinzentas se transformassem em azuis. A res
Desde que perdeu o pen drive na casa de Vicktor, Lucy passou a viver sob uma sombra constante: sem saber quem havia pegado o objeto primeiro, nem quem estava se infiltrando entre eles. Aquela incerteza era como um ar frio que se infiltrava pelas frestas da casa — sempre presente, invisível, mas opressivo.O rosto de Lucy estava pálido, seus lábios tremiam enquanto ela reproduzia novamente o vídeo na tela do celular — uma pequena prova que surgira de repente diante dela como uma bomba-relógio. Havia verdades demais escondidas; se tudo viesse à tona, tudo desmoronaria.— Calma, Lucy... acalme-se... — murmurou baixinho, mas sua própria voz não parecia convincente.Ela fechou os olhos, tentando regular a respiração. Sua pequena cabeça estava cheia de ideias mirabolantes; ela não era o tipo de mulher que se entregaria facilmente. “Sou esperta. Tenho mil maneiras de silenciar essa pessoa”, pensou Lucy, reafirmando sua determinação. O medo estava presente, mas ela o enfrentava com planos.Co
Não levou nem cinco minutos para que uma mensagem de Lucy aparecesse na tela do celular.[Quem é você? Por que Vicktor está com você?]Amora sorriu de canto. Seus dedos deslizaram pelo teclado da tela. Ela não tinha pressa para responder. Que Lucy esperasse. Que a desconfiança corroesse sua mente.Pouco depois, uma ligação entrou. O nome Lucy Caldwell piscou na tela.Amora apenas ficou olhando, deixando o telefone tocar até a ligação cair.A segunda ligação veio. Depois, a terceira. Amora continuou ignorando todas.Aos poucos, ela digitou uma resposta.[Sou alguém que conhece todos os seus segredos.]Não havia passado nem um minuto quando a resposta de Lucy chegou rapidamente.[Atenda minha ligação!]O sorriso de Amora se alargou ainda mais, um sorriso frio cujo significado era impossível de decifrar. Ela enviou uma última mensagem.[Inclusive a morte daquele homem idoso.]Assim que a mensagem foi enviada, Amora apertou o botão de desligar. A tela do celular se apagou. Ela subiu as es
Amora encarou a tela do computador com um olhar penetrante antes de finalmente apertar o botão de desligar. A luz azul que antes iluminava seu rosto foi desaparecendo aos poucos, deixando apenas uma sombra tênue no quarto, iluminado somente pelo abajur. Sem pensar duas vezes, pegou o celular e abriu o contato chamado Vicktor Caldwell. Seu coração batia acelerado, mas um sorriso astuto já havia surgido em seus lábios.O telefone tocou algumas vezes antes que a voz grave do homem finalmente atendesse.—Alô, Elisha. —Sua voz era calma, mas soava hesitante, como se ainda estivesse tentando decidir se aquela ligação era mesmo real.—Boa noite, Vick —disse Amora suavemente.—Você não está mais zangada comigo, El? —perguntou Vicktor com cautela. —Nos últimos dias, você nunca atendeu minhas ligações nem respondeu às minhas mensagens.Amora respirou fundo, tentando parecer fragilizada.—Zangada? Eu não estou zangada com você, Vick —disse baixinho.Vicktor ficou em silêncio por um instante. Hav
—Não fale coisas sem pensar! Posso denunciá-la por difamação! —disse Amora com firmeza, encarando Lucy com um olhar cheio de raiva.—Você ainda tem alguma reputação depois de se atrever a seduzir meu marido? —retrucou Lucy em tom mordaz, com um sorriso sarcástico nos lábios.Amora conteve uma risada curta.—Lucy, Lucy... Você ainda tem um espelho em casa, não é? —Ela fitou a mulher com um sorriso torto. —Experimente se olhar nele e veja quem é, de verdade, a mulher que está seduzindo os outros aqui.O rosto de Lucy se enrijeceu imediatamente.—O que você quer dizer com isso? —perguntou, ofendida.—Não pense que eu não conheço o seu passado, Lucy —disse Amora, calma, mas incisiva. —Você roubou Vicktor da primeira esposa dele, não foi?Lucy ficou em silêncio. Suas duas mãos se fecharam em punhos, contendo a vergonha e a raiva que fervilhavam dentro dela.—A mulher que seduz os outros não sou eu, Lucy —continuou Amora, encarando-a diretamente. —É você.Depois de dizer isso, Amora se viro







