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78. KIRA

Author: Yla
last update publish date: 2026-10-20 06:22:31

Quando cheguei ao laboratório, fiz minha ficha e aguardei até que recolhessem meu sangue. O resultado ficaria pronto em alguns minutos, mas a ansiedade era tão grande que mal conseguia ficar sentada. Eu olhava para o relógio a todo instante, sentindo as mãos geladas e o coração bater depressa.

Enquanto esperava, decidi fazer também um ultrassom. Queria ter certeza de que estava tudo bem e, no fundo, desejava muito saber se havia mesmo um pequeno ser crescendo dentro de mim.

Deitei naquela mac
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  • Sob o Olhar do Magnata   82. KIRA

    Sentamo-nos um diante do outro. O clima estava tão desconfortável que resolvi perguntar o que me atormentava desde que saímos de casa. — Qual é a finalidade deste jantar, Éder? Por que está me tratando assim? O que eu fiz para você agir dessa maneira? Ele ergueu os olhos para mim. — Não estou bravo. Apenas tomei uma decisão. Senti um aperto no peito. — Uma decisão? — repeti, receosa do que viria a seguir. Éder baixou o olhar antes de continuar. — Você está livre de tudo o que a mantém presa a mim. Fiquei alguns segundos tentando compreender aquelas palavras. — Você está dizendo que vai se divorciar de mim? — perguntei, com a voz embargada. Ele respirou fundo. — Ter você ao meu lado da maneira como aconteceu tem pesado na minha consciência. E isso me machuca. Não quero que continue comigo por obrigação, muito menos porque acredita que me deve alguma coisa. As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Eu não imaginava que nosso jantar terminaria daquela manei

  • Sob o Olhar do Magnata   81. KIRA

    Após entrar em casa, percebi que Éder não estava na sala. Por um momento, agradeci por isso, mas logo estranhei sua ausência. Ele já deveria saber que eu havia saído e, ainda assim, não estava me esperando. Subi rapidamente para o quarto e escondi os exames no closet, dentro de uma gaveta onde guardava minhas roupas íntimas. Respirei aliviada e, naquele instante, ouvi um bip no celular. Desbloqueei o aparelho, imaginando que pudesse ser uma mensagem de Éder ou do laboratório. Era do laboratório. Abri a mensagem e confirmei o resultado positivo. Agora, eu tinha todos os exames em mãos. Mas ainda precisava encarar Éder. Alguma coisa não estava bem, e o fato de ele não ter me esperado aumentava minha preocupação. Talvez estivesse precisando de mim, e eu não queria deixá-lo sozinho justamente quando parecia enfrentar algum problema. Quando cheguei ao escritório, encontrei-o abatido, com o olhar distante. Ele me contou que nada havia saído como imaginara, deixando claro o quanto

  • Sob o Olhar do Magnata   80. ÉDER

    Fiquei observando enquanto ele se afastava, sentindo um enorme vazio tomar conta de mim. Eu havia imaginado tantas vezes como seria reencontrar meu irmão, como seria tê-lo de volta à nossa família, que não estava preparado para aquela reação. Lukas se aproximou e parou ao meu lado. — Éder, vejo que está um pouco decepcionado. — Juro que esperava uma reação melhor, mas tenho que aceitar que, mais uma vez, invadimos a vida de outra pessoa. — Falei, lembrando-me de Kira e de tudo o que havia feito para mantê-la ao meu lado. — O importante é não desistir. A dúvida já foi plantada na cabeça dele, e Samuel vai sentir curiosidade de descobrir a verdadeira história. — Tomara. Também temo pela minha mãe. — O choque foi grande, mas ela vai ser forte. Precisa de tempo para se recuperar de tudo isso. Voltei ao quarto e fiquei um pouco com mamãe, que chorava copiosamente, lamentando o desprezo e a indiferença de Samuel. Ver aquela mulher, que havia suportado tantos anos de sofrimento, ser r

  • Sob o Olhar do Magnata   79. ÉDER

    No dia seguinte, acordei ao lado de Kira e fiquei por alguns minutos velando seu sono, completamente apaixonado pela mulher mais paciente que existe neste mundo. Como eu amo essa mulher! Ela dormia tão profundamente que nem sequer percebeu quando me levantei da cama. Fiz minha higiene, me arrumei apressadamente e, quando cheguei à sala, minha mãe já estava me esperando. — Bom dia, Éder. Estava esperando você, filho. — Bom dia, mamãe. A senhora deveria estar descansando. — Me leva para ver meu outro filho. — Mamãe me pediu com lágrimas nos olhos. Respirei fundo por um momento. Eu não poderia negar um pedido dela, principalmente depois de tudo o que havia sofrido ao descobrir que Samuel estava vivo. — Eu não posso dizer não a um pedido seu, mas também não sei como Samuel vai reagir. — Quero ir mesmo assim. — Mamãe insistiu, enxugando as lágrimas que começavam a escorrer pelo seu rosto. — Tudo bem. Está pronta? Mamãe confirmou que sim. Ela não quis nem sequer tomar ca

  • Sob o Olhar do Magnata   78. KIRA

    Quando cheguei ao laboratório, fiz minha ficha e aguardei até que recolhessem meu sangue. O resultado ficaria pronto em alguns minutos, mas a ansiedade era tão grande que mal conseguia ficar sentada. Eu olhava para o relógio a todo instante, sentindo as mãos geladas e o coração bater depressa. Enquanto esperava, decidi fazer também um ultrassom. Queria ter certeza de que estava tudo bem e, no fundo, desejava muito saber se havia mesmo um pequeno ser crescendo dentro de mim. Deitei naquela maca, tremendo de nervosismo. A médica começou o exame, movimentando o aparelho enquanto observava a tela. Eu tentava interpretar cada expressão do rosto dela, procurando algum sinal que me desse uma resposta. Foram segundos que pareceram uma eternidade. Então, ela sorriu e voltou os olhos para mim. — Parabéns, mamãe! Tem um bebê a caminho. Levei as mãos ao rosto, e as lágrimas começaram a escorrer antes mesmo que eu pudesse responder. Meu coração se encheu de uma felicidade tão intensa que, po

  • Sob o Olhar do Magnata   77. KIRA

    A ficha ainda não caiu. Como posso estar grávida? Não quero acreditar! Meu coração estava disparado, e uma mistura de medo e ansiedade tomava conta de mim. Tentei me acalmar e respirei fundo, mas parecia impossível colocar os pensamentos em ordem. Tranquei a porta do banheiro, precisando de alguns minutos sozinha para assimilar tudo o que estava acontecendo. Fiz os outros testes e os deixei sobre a pia, aguardando o resultado. Enquanto isso, fui para debaixo do chuveiro, na esperança de que a água morna ajudasse a esfriar minha cabeça. Eu precisava respirar, pensar com clareza e parar de imaginar tantas possibilidades ao mesmo tempo. Por alguns minutos, consegui me distrair, mas, quando saí do boxe, meus olhos foram imediatamente atraídos para os testes. Aproximei-me devagar, como se estivesse com medo de confirmar aquilo que meu coração já suspeitava. Todos haviam dado positivo. Levei uma das mãos à boca, sentindo o chão desaparecer sob meus pés. Não conseguia acreditar! Será que

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