LOGIN"Valentina"Eu desliguei o celular com a despedida ruidosa da Tati, ouvindo a voz do Murilo chamá-la ao fundo. Joguei o aparelho na mesinha de cabeceira e soltei um suspiro longo, tentando colocar em ordem a tempestade de emoções no meu peito. Eu estava feliz pela Tati, mas algo me dizia que os dias de paz e sossego do Dante na presidência tinham chegado ao fim. A única certeza que eu tinha daquela situação era que o que quer que ela fizesse eu estaria do lado dela. Eu dei uma olhada em volta e deixei de lado a reclamação furiosa da minha amiga, ela podia lidar sozinha com o Murilo Dornelles por um dia, mas os meus hormônios não podiam esperar, eles tinham pressa! E eu ia arrancar as calças do Dante antes do anoitecer. Saí da cama e ajeitei a camiseta branca que ele havia passado pela minha cabeça, peguei o sutiã e o vestido descartados no tapete e coloquei dobrados sobre a cômoda, saindo do quarto descalça à procura do Dante.Eu o encontrei em frente aos balcões de granito escuro da
"Valentina"Com a camiseta do Dante devidamente amontoada em algum canto do quarto e as minhas mãos acariciando de forma maliciosa a linha da cintura dele, enquanto a sua boca passeava entre os meus seios e o meu pescoço, o meu mauricinho estava quase perdendo as calças sem nem perceber. E eu, já estava tão excitada que nem me lembrava mais das recomendações médicas. Mas o Dante, embora resistisse, não era nenhum santo. Enquanto sugava os meus mamilos, a sua mão deslizou sob a minha calcinha e tocou a minha intimidade úmida e desesperada por atenção. Eu senti o sorriso dele na minha pele antes que seus dedos saíssem da minha calcinha direto para a sua boca. Ele me olhou nos olhos, sua expressão deliciada era pura excitação. - Não vejo a hora de poder fazer tudo o que eu quero com você, gostosa! - Ele falou baixo, me instigando ainda mais. - Só depende de você! - Eu o provoquei, passando a língua pelo seu mamilo. Ele gemeu antes de responder.- Você sabe que não. - A voz dele saiu n
"Valentina"O Dante me mostrou cada canto daquela casa, era imensa, luxuosa, mas muito mais acolhedora que a mansão. E enquanto nós andávamos pela casa e ele planejava me levar para ver o haras, uma mudança drástica no céu começou a se desenhar. O céu azul e luminoso da manhã foi engolido por nuvens carregadas e escuras no início da tarde. O vento forte dobrava as árvores frutíferas perto do lago e fazia as janelas tremerem. Não tardou para que os primeiros pingos grossos de chuva explodissem contra o vidro e o cheiro de terra molhada tomasse conta de tudo. Uma tempestade torrencial desabou sobre o haras, acabando com qualquer plano de caminhada ao ar livre ou mesmo um pique-nique perto do lago.Estávamos oficialmente confinados na casa e eu não estava nem um pouco desapontada por isso. Era a primeira vez que ficávamos realmente sozinhos, isolados de todas as cobras e fofocas. Apenas nós dois e o barulho da chuva batendo no telhado. O Dante soltou um suspiro pesado, ao perceber que o
"Tatiana"Eu olhei para o Murilo e comecei a rir. Eu poderia dançar nua na frente dele e ele não daria a mínima, porque o interesse dele era realmente na dança. Eu estava desconfiada que ele queria aprender. Aliás, eu estava desconfiada de muitas coisas em relação ao Murilo. De acordo com a Aline, ele era super discreto e ninguém nunca o viu com mulher nenhuma. Eu tinha a minha teoria e eu não costumava me enganar quanto a isso.- Quem te escuta até pensa. - Eu comecei a rir. - Quer saber, Lilo, vou dançar pra você essa semana... e vou dançar sem roupa. - Eu dei um sorriso convencido, mas sabendo que não o afetava.- Morena, não brinca, porque eu sou advogado e conheço mil e uma maneiras de te convencer a cumprir o que está prometendo. - Ele levou na brincadeira como eu sabia que faria.- Tô falando sério. - Eu respondi. - Agora vamos parar de papo furado. Cadê aqueles dois, hein? Eu quero saber o resultado do exame da Tina. - O Dante levou a Tininha para passear, ela ficou mui
"Tatiana"Eu entrei no elevador para ir até a presidência ainda sorrindo. Eu chamava isso de "Efeito Murilo", porque ele sempre me fazia rir e melhorava o meu humor. Esta manhã, depois do café, nós fomos ao shopping porque ele fez questão de comprar um presente para o meu filhote. Eu já podia ver o Newton se esparramando todo faceiro naquela cama enorme e super fofinha que o Murilo fez questão de comprar para ele no "Shopping Pet-Grrr". Na verdade ele comprou a cama, brinquedos e petiscos estranhos para o Newton. E aquele doguinho esperto ia ficar eufórico com tudo o que ia ganhar. Mas se eu não reclamasse que estava com fome, ele teria comprado o shopping inteiro. O Murilo era mesmo um cara legal! Foi só eu dizer que estava com fome e ele me levou logo num restaurante super bacana. Eu precisava ficar esperta, porque o Murilo estava me acostumando mal e eu não podia me acostumar a ele tanto assim, porque depois, quando ele encontrasse alguém, acabaria se afastando e eu ia sentir falt
"Valentina"A casa estava aberta, mas eu não via ninguém por ali. Eu olhei em volta e fiquei ainda mais embasbacada com aquele lugar. Era tudo num estilo rústico chique. Sala ampla, vigas de madeira aparente no teto, móveis de madeira rústica, mas tudo brilhava de luxo e muito dinheiro. O Dante fechou as portas nos isolando do resto do mundo enquanto eu analisava a sala com seus longos sofás e cadeiras macias, mas o que me tirou o fôlego mesmo foi uma enorme tela pintada a óleo que ocupava em destaque uma boa parte da parede. Então eu tive a impressão de que todo o ambiente havia sido decorado refletindo as cores outonais da tela, para combinar com o quadro e não que o quadro havia sido posto ali para combinar com o ambiente. Era como uma aquarela em tons marrons, vermelhos, dourados e brancos. Um cavalo castanho no centro, detalhado, correndo por um campo de flores brancas e capins dourados como se fosse pular da tela. Mais ao fundo a esquerda dele, uma árvore que parecia viver o o







