Eu abri a boca, com a voz rouca:— Eu vou falar com o Augusto.Meu pai franziu as sobrancelhas, o rosto tomado por um desespero quase palpável, e disse:— Débora, você já fez o suficiente pela família Lins! Na verdade, todos esses anos, a família Lins só conseguiu sobreviver porque o Augusto, por consideração a você, nos ajudou inúmeras vezes. Dessa vez, foi o seu irmão que passou dos limites, roubando informações confidenciais da empresa dele... Tudo isso é culpa nossa!— Pai, eu preciso ir. Se eu deixar o Augusto continuar, a família Lins estará acabada!Eu segurei a mão do meu pai, do mesmo jeito que ele segurava a minha quando me levou para a escola pela primeira vez, logo que cheguei à família Lins.Agora, no entanto, as mãos dele estavam diferentes. Grossas, calejadas, e tremiam tanto que mal conseguiam segurar as minhas.Os olhos de Sérgio estavam vermelhos. Ele abriu a boca para dizer algo, mas engoliu as palavras de volta, como se já soubesse que nada me faria mudar de ideia.
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